Entrevistamos Sticky Fingers sobre o single e o futuro álbum “Lekkerboy”

Sticky Fingers
Foto: Divulgação
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@nacaodamusica

Enquanto se prepara para lançar o sexto álbum da carreira, a banda australiana Sticky Fingers vem divulgando diversos singles nos últimos meses e dando amostras do que podemos esperar desse novo trabalho.

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A princípio intitulado “We Can Make The World Glow”, o novo disco deles agora se chamará “Lekkerboy”, mesmo nome da recém-lançada faixa que trata de um tema bastante intenso e pessoal para eles.

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Através do Zoom, os integrantes Beaker Best e Freddy Crabs conversaram com a Nação da Música no último dia 26 e explicaram, em meio a muitas risadas, o motivo da troca do nome do álbum, além de falar sobre inspirações, sobre o atual momento do grupo e sobre os fãs brasileiros.

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Entrevista por Katielly Valadão.
——————————— Leia a íntegra:
Olá pessoal, como vocês estão?
Freddy: Olá, como vai?
Beaker: Oi, como você está?

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Estou bem, obrigada. E como 2022 tem tratado vocês até o momento?
Beaker: Até agora tudo bem!
Freddy: Até o momento está ensolarado lá fora, isso é ótimo! Ótimo! Chove muito por aqui. É ‘el niño’, ou algo assim. El niño?
Beaker: El niño?
Freddy: Não, la ninã.
Beaker: La niña, algo assim! [risos] chove bastante nessa época.
[El Niño e La Niña são eventos climáticos que acontecem no Pacífico]

Bom, vocês acabaram de lançar um novo single chamado “Lekkerboy”. O que gostariam de nos contar sobre essa música e por que vocês escolheram começar o ano com ela?
Freddy: Eu acho que ela é muito válida, é algo que até então nunca tínhamos feito. Eu acho que musicalmente ela é um pouco diferente de algo que fizemos antes e também é uma música especial no sentido do que ela significa e o que ela significou particularmente para a recuperação da saúde mental do Dylan, a jornada dele, então é um relato muito honesto de tudo que ele está passando durante a criação desse álbum. E eu acho que é um olhar positivo sobre nós, olhando para nós mesmos provavelmente pela primeira vez de uma maneira que não tínhamos feito até então, mas essa tem um pouco mais de sentimento positivo em relação a isso tudo, então nós pensamos que era uma faixa muito especial para por lá fora e na verdade esse é o motivo.
Beaker: Sim! Aliás, nós também mudamos o nome do álbum para “Lekkerboy”, eu acho que se encaixa melhor no álbum também, enquanto passávamos as canções do álbum nós escolhemos essa.
Freddy: “We Can Make The World Glow” soa um pouco… infantil [ambos riem]. Nós estávamos parecendo o The Wiggles ou algo parecido.
Beaker: [fazendo uma voz infantil] “we can make the world glow!” [ambos riem novamente]

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Freddy: Então nós pensamos, talvez tenha um título melhor que nós possamos usar nesse álbum. Nós temos muitas músicas para serem lançadas, provavelmente mais do que todos os discos que já fizemos até então. Tinha muitos títulos para escolher e nós queríamos mostrar um pouquinho disso. E o negócio com “Lekkerboy” é que ela veio de uma tatuagem que o Dylan fez em Amsterdã quando ele ficou por lá após a turnê e nós fomos para casa…
Beaker: Ele não tinha permissão de pegar o voo de volta pra Austrália porque o passaporte dele estava expirado [ambos riem], então ele ficou preso em Amsterdã por, tipo, quatro dias. E então eventualmente ele conseguiu o passaporte e voltou com “lekker” tatuado em sua barriga.
Freddy: É, “lekkerboy”. Não, desculpa, “lekker”.
Beaker: O que eu acredito que significa “delicioso” ou “saboroso” em holandês.
Freddy: Sim! E eu acho que também usam essa expressão na África do Sul. Significa algo como “legal” ou “doce”, esse tipo de coisa.

Ano passado vocês também lançaram algumas músicas como “Saves The Day” e “My Rush”, que são bem intensas e têm letras muito fortes. Dito isso, como acontece o processo de composição entre vocês?
Beaker: Eu acredito que… as melhores canções meio que acontecem quando nós estamos todos juntos em uma sala, esse tipo de coisa. Quando estamos juntos, parece muito fácil, vem muito naturalmente com os caras.
Freddy: Sim! Boa parte desse álbum foi feita lá na casa do Dylan. Eu acho que se você sabe que “My Rush” foi… sabe… foram momentos em que nos referimos ao Dylan entrando em um estado coma…
Beaker: Sim!
Freddy: E isso literalmente aconteceu, sabe? Dylan estava dançando com o diabo, lutando com os seus problemas de vício, então nós continuamos indo até ele, lhe dando suporte, e então ele… eu acredito que escrever músicas juntos é apenas a melhor forma que sabemos e foi muito bom, éramos apenas nós passando tempo juntos.
Beaker: E foi durante um tempo em que a pandemia estava acontecendo, sabe? Então a cidade estava em lockdown e nós podíamos escapar, ir para a casa do Dylan e ficar juntos. Isso foi muito bom! E nós fizemos isso durante… quanto tempo foi?

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Freddy: Foi provavelmente durante um ano, um ano e meio, talvez. Levou um tempo. Mas o processo de composição geralmente é bastante colaborativo e tem um ponto de partida com os rifles de guitarra do Seamus ou do Dylan, ou um teclado, mas Paddy e Dylan têm escrito grande parte das letras e nós também temos um amigo que está produzindo esse álbum, o Taras, e ele também está no projeto paralelo do Paddy, que vocês vão ouvir mais a respeito esse ano e nos próximos. Mas ele produziu esse álbum para nós dessa vez.
Bekaer: Sim, ele sempre foi parte da banda. Ele era um dos membros da formação original da nossa banda, então somos todos muito unidos. Eu acho que foi a primeira vez dele produzindo, né?
Freddy: Foi a primeira vez dele produzindo!
Beaker: Ele fez muito bem.
Freddy: Ele é um amigo muito próximo e tem sido parte do processo desde “Caress Your Soul”, então demos a ele a posição mais elevada dessa vez e tudo saiu muito bem.

Eu ia perguntar sobre isso porque o último álbum de vocês foi lançado antes da pandemia começar, né?
Freddy: Sim!

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Como foi para vocês criar e produzir no meio da pandemia e como os últimos dois anos refletem nesse novo projeto?
Freddy: Eu sinto que não tivemos muita escolha em relação à pandemia. Era “you either rock or bust [risos]” [referência ao álbum do AC/DC]. Você tem que continuar caminhando e você tem que fazer algo. Escrever e gravar música era literalmente tudo o que nós podíamos fazer. Nós não podíamos tocar para ninguém, nem sabíamos quando poderíamos. Tantos shows estavam sendo cancelados, não somente aqui, mas ao redor do mundo…
Beaker: Sim!
Freddy: Escrever e criar era literalmente a única coisa que podíamos fazer então nós tivemos sorte de fazer isso e ter a oportunidade de continuar. Eu acho que escrevemos algumas das nossas melhores músicas. Então meio que nos forçou a nos unir de formas que não tínhamos feito antes e passamos muito tempo juntos, o que é bom.
Beaker: Eu acho que é por isso também que temos tantas canções. Temos um álbum e um EP saindo quase ao mesmo tempo. 19 faixas?
Fredyy: É, tem um monte de músicas!
Beaker: Muitas composições.
Freddy: Sim, sim, sim!
Beaker: Acho que aproveitamos da melhor forma o nosso tempo na pandemia. Seria legal poder começar a fazer alguns shows, caso contrário não sei como vamos fazer isso [risos]
Freddy: É, vamos tocar para nós mesmos…
Beaker: Vamos tocar para nós mesmos! [risos]

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Vocês disseram que mudaram o nome do álbum porque o antigo era muito alegre, então o que os fãs podem esperar desse projeto no sentido sonoro, das letras, do conceito e tudo mais?
Freddy: Eu acho que com o novo nome “Lekkerboy”, e com o tema da música, a escuridão dela está mais inspiradora. É como sair daquela escuridão e acender a luz, entende? Eu acredito que seja isso que esse álbum reflita mais que o “Yours to Keep”, é trazer de volta um som maior, meio positivo, mas ainda bem refletidor. É um pouco do álbum anterior, mas podem esperar grandes faixas e coisas mais inspiradoras também. Tem muito pelo que esperar!
Beaker: É um álbum para se sentir bem!
Freddy: É um álbum para se sentir bem! É isso! É isso.

Eu acredito que todo artista tenha uma missão ao lançar um novo projeto, então qual vocês diriam que é mensagem que querem transmitir para as pessoas com a música que vocês fazem?
Freddy: Apenas que as pessoas curtam, e se não curtirem, que mudem de canal! [ambos riem] nós não escrevemos para ninguém que não curta nossas músicas, fazemos apenas para quem gosta, então…
Beaker: Eu acredito que o álbum basicamente conta uma história dos últimos anos, mas está aberto para a sua interpretação, sabe? Tem muitas mensagens que você pode pegar. Nós não escrevemos músicas completamente claras, você pode criar a sua própria história com elas e esse tipo de coisa.
Freddy: Eu acredito que uma música está sempre refletindo como nós somos naquela época, entende? Acredito que seja apenas um reflexo bem honesto. Eu acho que é isso que nós sempre nos esforçamos em fazer e acho que é o que as pessoas querem porque elas se identificam com algo similar. Nós sempre recebemos mensagens do tipo “obrigado pela sua música, ela me ajudou durante um período difícil”. Nós valorizamos isso e eu gosto que talvez recebamos mais mensagens assim, mas também recebemos mensagens de pessoas que querem curtir com a pegada, como em Porto Alegre [ambos riem] ou onde quer que seja. E isso é tudo pelo que podemos esperar.

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Nós só temos mais dois minutos, mas olha, eu suponho que seja de senso comum que os fãs brasileiros são algo único, né? Nós somos bem intensos por aqui. Então como foi para vocês tocar no Brasil e sentir essa energia pela primeira vez?
Beaker: Eu acho que… bom, a minha mãe é brasileira, então nós passamos muitos anos ensaiando na casa dos meus pais, então nós estávamos familiarizados com brasileiros, e quando chegamos lá, vendo comidas que minha mãe já tinha cozinhado e esse tipo de coisa, nós sentimos que estávamos em casa. A energia que nós sentimos lá foi… foi louco fazer um show que a princípio seria para 30 mil pessoas, nós não sabíamos o quão grande seria e foi algo surpreendente. Nós passamos muito bem no Brasil e estamos muito ansiosos para voltar. Os fãs definitivamente são…
Freddy: Todo mundo é louco, mas de um jeito bom!
Beaker: Isso!
Freddy: Eles tem um bom senso, se divertem do lado de fora, dá pra sentir o cheiro de comida em todo lugar [risos] é tudo tão foda… é como se tudo estivesse acontecendo ao mesmo tempo. É uma cultura tão próspera e vocês embraçam culturas mais do que qualquer outro país faz. Eu acredito que temos muito a aprender com o Brasil nesse aspecto e nós queremos continuar voltando. Quando for possível, nós estaremos aí.

Que ótimo! E vocês têm mesmo muitos fãs por aqui. Querem deixar uma mensagem especial pra todo mundo?
Beaker: Nós amamos vocês e mal podemos esperar para voltar!
Freddy: Diga algo em português, vai! [ambos começam a rir muito]
Beaker: Não estou preparado [risos]

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Sim, diga, por favor [risos]
Beaker: [em inglês] eu preciso de algumas cervejas [ambos riem] meu português não é tão bom, mas é, estou ansioso para voltar e tocar quando for seguro!
Freddy: Seria legal ir para o Rio, assim como algumas das maiores cidades. Estamos muito animados para ir para o Brasil, é muito divertido!

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