Entrevistamos Ela Minus sobre disco “acts of rebellion”

Ela Minus
Divulgação
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A cantora colombiana Ela Minus lançou, recentemente, o seu disco de estreia, intitulado “acts of rebellion”, que mistura um lado político com o pessoal.

Com dez faixas, o álbum aborda os nossos pequenos atos revolucionários do dia a dia. A Nação da Música teve a oportunidade de conversar com a artista, que tem se destacado na cena de música eletrônica.

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Durante a entrevista, que foi feita por telefone, Ela contou detalhes dessa sua primeira produção, os desafios de ter criado um álbum inteiro em casa, se aprofundou em algumas de suas músicas, como “el cielo es de nadie”, e falou também sobre suas expectativas para os próximos anos.

Entrevista por Henry Zatz.

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————— Leia a entrevista na íntegra:

Recentemente, você lançou o álbum “acts of rebellion” e é seu primeiro álbum. Como você se sente com isso? E o que pode falar a respeito desse trabalho?

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Eu me sinto bem! Eu estou muito orgulhosa do que eu fiz e eu só quero fazer mais agora.

Quais foram os maiores desafios que encontrou durante a produção?

Bom tiveram muitas. Eu nunca tinha feito um álbum inteiro antes, ainda mais tendo feito todos os detalhes sozinha. Então isso foi um grande desafio. Além disso, eu acho que, realmente tudo (risos). Tudo foi um grande desafio, com certeza o maior desafio da minha vida até agora. Mas eu aprendi muito, isso é bom, certo? Desafios são coisas boas, quando você aprende.

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E fazer esse álbum sozinha em sua casa é bem diferente. O que pode contar a respeito disso?

De verdade, eu gostei muito. Antes eu tinha feito apenas álbuns com fãs, com mais pessoas no estúdio e foi muito revigorante poder trabalhar do jeito que eu queria, quando eu queria, sem limitações, por exemplo, se eu estivesse no meio de uma ideia muito boa, eu poderia continuar sem ter que me preocupar com ninguém mais, pagar o estúdio ou algo assim. Eu realmente gostei muito, eu acho que requer muita disciplina para fazer, muita organização, mas quando eu consegui essas coisas, eu me diverti muito.

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Que legal! E suas letras misturam um lado político, mas também pessoal né? De onde você busca inspirações? Como funciona seu processo de criação?

Eu, constantemente, tento estar o mais presente possível na minha vida, no meu dia-a-dia. Eu acho que é de onde eu tiro tudo, eu tento não pensar sobre o que eu quero fazer, mas simplesmente considero tudo como fonte de criatividade. Tudo que eu vejo, tudo que eu leio, conversas que eu tenho. Eu vou para muitas caminhadas e eu apenas olho ao redor e acho que tudo isso acaba virando música. É um conceito de fazer música, quase que como algo biológico, como comer, você come e seu corpo, sem você saber, transforma essa comida em energia e todas essas coisas maravilhosas. Eu tento consumir o presente, tudo que está ao meu redor, e o resto é com meu corpo e minha mente, eu realmente não sei (risos). Mas é um processo muito inconsciente, para mim, pelo menos. É como eu gosto de enxergar. Então, honestamente, eu não penso sobre o que eu quero dizer, eu apenas digo.

Sim, entendo. Como você é uma artista, acaba sendo algo natural mesmo.

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Sim, acho que eu sento todo dia para trabalhar e além disso ser um bom ser humano. Eu tento ter meus olhos abertos o tempo todo. Tem  tantas ideias ao meu redor o tempo todo, então eu tento aproveitá-las.

Uma das minhas músicas favoritas do disco e uma com o maior número de visualizações é “el cielo no es de nadie”. O que você pode falar a respeito dessa canção? Como ela surgiu?

É sobre não querer grandes ideias de amor, apenas admirar os pequenos aspectos, os pequenos atos cotidianos de amor na vida. É um convite para as pessoas fazerem o mesmo, para não procurarem esses atos grandiosos, mas em vez disso procurar por pessoas que são constantes, que te amam todos os dias, mais como um amor maternal do que algo além disso. Acho que a ideia do álbum é mostrar um caminho diferente para fazer as coisas e essa canção é um caminho diferente para o amor. Eu acho que estou convidando as pessoas a buscarem amor nas pequenas coisas, é isso que eu falo a respeito.

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Acho muito bonito, principalmente nesses tempos caóticos que estamos vivendo. E como você tem visto a reação de seus fãs com esse seu novo álbum?

Muito obrigado! Tem sido uma repercussão muito bonita. Esse é meu primeiro álbum e eu estou muito surpresa de já ter fãs, para ser sincera. Não era algo que eu estava esperando e tem sido uma experiência muito mágica. Eu acho que muita gente se interessou pelo lado político do disco, mas também pelo lado do isolamento, da incerteza. Todos esses aspectos que serviram como contexto nesse ano. Eu acho que os fãs realmente se sentiram muito conectados comigo por causa disso. Eu ouvi muita gente elogiando “el cielo no es de nadie”, como você, e também ouvi muito de “dominique”, que acho que foi uma das mais comentadas.

E como tem sido esse ano para você?

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Tem sido tranquilo na medida do possível né. Tem sido um ano estranho para todo mundo. Muitas mudanças, mas eu sou grata que estou saudável e que todos os meus amigos e familiares estão bem. Acho que isso é o mais importante de tudo. E como tem sido para você?

Ah, tenho passado bem na medida do possível, me acostumando a viver dessa forma, mas torcendo por uma vacina logo. Muito obrigado por perguntar! Bom, e você é da Colômbia, então fala duas línguas. Como isso funciona? Como decide qual canção será em inglês e qual será em espanhol?

Eu realmente não decido. Eu apenas deixo acontecer. Como falei sobre meu processo, eu não penso muito no que eu quero fazer, eu apenas vou trabalhando e depois de fazer a música, eu vejo se gostei ou não. E é a mesma coisa com a língua, eu normalmente escrevo a música inteira ou uma ideia, que já está em um dos idiomas. Tudo isso vem naturalmente para mim. Eu não mudo nada e tento muito não me julgar.

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Quando você era mais nova, você estava envolvida num outro estilo musical, meio punk. Como foi essa mudança para você? E quando você percebeu que se encaixaria com eletrônico?

Bom, é o tempo de uma vida já, faz anos. Eu faço música desde que eu era muito nova, desde que eu tinha nove anos de idade. Eu acho que é normal para alguém crescer e mudar, obviamente. Eu sempre fiz música, os instrumentos e o gênero musical mudaram com o tempo, mas não é que eu percebi algo sabe, é que já faz muito tempo. Meu gosto mudou, eu aprendi novas coisas, comecei a ir a baladas, eu comecei a me inserir mais na música eletrônica. E é isso, foi um processo longo.

E quais são seus planos para 2021? Já tem algo programado?

Sim, tenho. Mas acho que eu prefiro não falar a respeito, porque uma coisa que eu aprendi neste ano é que adiantar seus planos é inútil, porque tudo pode mudar. Eu tenho muitos planos, tenho shows planejados, mas vamos ver se eles acontecem. Eu espero que aconteçam sim. Se eles acontecerem, terei muitos shows no ano que vem, se não, aí veremos o que eu faço. Mas eu também quero fazer novas músicas, então eu vou trabalhar nisso também. ]

Bom, esperamos que tudo volte ao normal mesmo. E se isso acontecer, você pretende viajar para a América do Sul?

Sim, eu amaria! Eu nunca fui ao Brasil e eu amaria ir aí. Então, espero poder ir assim que puder.

Estamos acabando aqui. Eu queria agradecer muito por essa entrevista, foi um prazer falar com você. E antes de me despedir, você pode mandar um recado para seus fãs e nossos leitores?

Eu queria poder conhecer todos vocês. Espero poder estar aí um dia e conhecer vocês. Se cuidem e protejam aqueles que vocês mais amam. E tentem sempre se fazerem felizes!

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