Lagum fala sobre o processo de “DEPOIS DO FIM” em coletiva

Lagum
Foto: Weber Padua/Divulgação

Nesta sexta-feira (14), Lagum entra em mais uma etapa da carreira com “DEPOIS DO FIM”, que sucede o lançamento do EP “FIM”, que aconteceu em 16 de março. Com isso, o grupo convocou uma coletiva de imprensa para uma conversa sobre inspirações para o disco, o processo de criação e planos para a turnê, contando com a presença do Nação da Música.

Talvez o maior impacto do álbum é a mudança de ares apresentada por Lagum. Um dos maiores diferenciais deste disco é a introspecção lírica e melódica, muito diferente da leveza rotineira da banda. “FIM” foi a porta de entrada para “DEPOIS DO FIM”, com canções sobre a temática de encerramento, seja sobre relacionamentos, seja sobre momentos.

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Dito isso, o disco se conceitua a partir do fim de um relacionamento, como afirma o vocalista Pedro Calais: “a jornada do eu-lírico é a partir do fim de um relacionamento, mas ele não necessariamente é sobre o fim de um relacionamento. […] Mas o ponto-chave da narrativa desse disco é o ‘depois do fim’ como recomeço, no sentido de ‘agora minha vida está indo pra outro rumo’, e ao mesmo tempo que isso é empolgante, também é reflexivo. […] Eu diria que [o disco] é sobre um mergulho pra dentro de si, enfiando a cabeça debaixo d’água, indo lá no fundo, e subindo de novo para respirar outros ares.”

“Internamente, passamos por diversos fins. Passamos pelo fim de uma formação, e pelo processo de nos descobrir como uma nova formação. Isso tem um impacto não só na musicalidade, há um impacto nas relações com nós mesmos. […] A gente acredita que o fim é presente na vida das pessoas, e é muitas vezes temido, difícil de engolir. […] Esperamos que essas reflexões toquem as pessoas pelos fins que eles estão vivendo também”, complementa o guitarrista Glauco Borges.

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O disco é sem dúvida o mais liricamente profundo do quarteto, trazendo este aspecto universal que é o fim. O grupo afirma que esse é um material para os ouvintes e espera ser uma fonte de cura para os que estão abertos a recebê-lo. 

“Quem já foi até o fundo do seu próprio poço tem que falar, não importa a profundidade. Você olha para o seu penhasco, para as coisas que te incomodam e que você quer superar e se inspira nelas”, relata Calais.

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A dupla “FIM” e “DEPOIS DO FIM” são os primeiros projetos de Lagum com a total ausência do integrante Tio Wilson, que faleceu em 2020 devida uma miocardiopatia dilatada. Por isso, a banda testou novas formas de produção para o álbum, como a utilização de samples de baterias, utilização de novos instrumentos e revezamento de alguns já convencionais.

Neste disco, os fãs são apresentados a um novo Lagum, e não apenas pelo conceito do álbum, mas pela evolução da banda neste processo de criação. Segundo os integrantes, os projetos anteriores foram mais “experimentais” em relação a esse: “a diferença [entre os discos] é tanto na coesão quanto na densidade. Trazemos coisas mais densas e mais coisas a se pensar do que o que a gente já fez.”

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A ideia de complementar a intensidade das músicas com produções visuais caiu de paraquedas para o grupo. Pedro Calais conta que não havia planos para se criar um álbum visual, mas a existência clara de uma narrativa estava por trás das músicas mudou esses planos. No final, a história contada pelo disco permanece nele, e Lagum buscou retratar o comum: pessoas fazendo o que fazem todo o dia, trazendo do personagem mais cotidiano até alguém talvez não tão convencional.

A banda também comentou a decisão de lançar dois projetos (“FIM” e “DEPOIS DO FIM”) em vez de uni-lo em apenas um: “entramos no estúdio pensando em gravar “DEPOIS DO FIM”, e aí a gente percebeu que havia muitas músicas com cara de fim, e eram mais densas. […] A gente não estava encontrando essas músicas com cara de fim no álbum “DEPOIS DO FIM”, então criamos esse outro produto, que funcionou também como o início dessa divulgação.”

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Dentre as referências sonoras que inspiraram a produção do disco, Lagum cita a bossa-nova, João Gilberto, Gorillaz e Pink Floyd, mas também afirma que as referências foram mais individuais e emergiram nos momentos de gravação.

Além disso, o grupo entra este ano em uma turnê nacional e internacional nas cidades de São Paulo (30/06 e 01/07), Rio de Janeiro (13/05), Belo Horizonte (27/05 e Juiz de Fora, 12/05), Porto Alegre (03/06) e Curitiba (20/05). Na Europa, shows confirmados em Porto (20/10), Lisboa (21/10), Londres (22/10) e Barcelona (18/10). Os ensaios já foram iniciados, e os integrantes garantem que, apesar do tom reflexivo do novo material, os shows permanecerão essencialmente “Lagum”, buscando sempre a animação e euforia dos palcos.

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Estudante de jornalismo e bibliófila que respira músicas.