No disco do dia de hoje, gostaria de falar sobre o álbum que mais me incentiva a sonhar. O conceitual “Love Lust Faith + Dreams” de Thirty Seconds to Mars me conquistou completamente desde que o ouvi pela primeira vez.

Lançado em 2013, é com certeza diferente dos trabalhos anteriores da banda, e traz um conceito totalmente novo. Como o próprio nome já adianta, o disco possui quatro distintos segmentos: Amor, Perca, Fé e Sonhos; e são em base deles que as músicas são desenvolvidas. O álbum pode ser considerado experimental, onde Jared, Shannon e Tomo arriscam nova sonoridade, abusam de elementos eletrônicos e buscam inspiração em outros estilos e culturas (já ouviu “Pyres of Varanasi”? Segundo Leto, a faixa basicamente instrumental foi inspirada por um funeral indiano, onde o corpo é cremado na fogueira. Tire suas próprias conclusões).

Liricamente, as músicas são bem maduras e pessoais, atravessando o íntimo de Jared (que compôs todas as músicas), mostrando um lado sensível, frágil e sonhador; e é isso que conecta diretamente com quem o escuta, poder se relacionar com os sentimentos expressados.

Melhor Música: É difícil escolher a melhor música pra esse álbum, pois cada uma fala diretamente com quem ouve. “City of Angels” foi de longe a que mais mexeu comigo, relacionando com meus objetivos e desejos pessoais, assim como “Do or Die” e “Bright Lights”. Mas acredito que a música mais forte e marcante é o single “Do or Die”, que teve um mini documentário emocionante lançado em 2013. A canção é capaz de tocar todos que ouvem e preencher majestosamente a maior das arenas, levando todos a cantarem junto com todo o coração.

Ponto Forte: O que mais me fascina é a forma como o conceito é trabalhado. Na verdade, é possível ouvir uma voz feminina recitando cada um deles entre as transições: Love no primeiro segunda da introdução do álbum, “Birth”; Lust ao terminar “Conquistador”; Após os fortes sons do encerramento de “Pyres of Varanasi”, Faith; e finalmente, no silêncio da instrumental “Convergence”, Dreams da inicio ao fim. Para quem gosta de ter o álbum físico (como eu), recebe um melhor detalhamento disso. Cada faixa é classificada em 4 cores, que representam os quatro segmentos. Incrível!

Ponto Fraco: O que muitos fãs sentiram falta foi aquele estilo característico de Thirty Seconds. Músicas fortes, com o rock mais predominante, e que eram capaz de mover multidões a travar uma batalha em prol de um objetivo, o que ficou ainda mais marcante em “This is War” (2009). Nesse disco, podemos reconhecer esses traços de forma mais evidente no inicio do álbum (“Birth”, “Conquistador”, o carro chefe “Up in the Air”, e mais ainda em “The Race”). A realidade é que Jared queria ultrapassar limites, experimentar algo até então inédito pra banda, e sinceramente, se saíram muito bem.

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