Nessa terça-feira, segundo dia de contribuição na coluna, a minha escolha é -finalmente- brasileira. Escolhi Far From Alaska por que a última vez que alguma banda nacional me agradou tanto quando eles foi há uns sete anos, e também o fato de termos duas mulheres no line-up, já que, ao meu ver, existem poucas na cena. Conheci o grupo em um Hangout aqui na Nação da Música e o show no Lollapalooza foi crucial para que eu me apegasse ao disco escolhido, vulgo “modeHuman”.

Lançado em maio de 2014 pela Deckdisc, o “modeHuman” é o álbum de estreia do Far From Alaska. A produção de Pedro Garcia foi gravada em Tambor, no Rio de Janeiro e foi masterizado por Chris Hanszek em Seattle, Estados Unidos. Das 15 faixas, quatro já haviam sido ouvidas anteriormente pelos fãs no EP de 2013 “Stereochrome”.

O álbum trouxe alguns singles, sendo eles “About Knives”, “Thievery” e “Dino Vs Dino”, com videoclipe oficial e “Greyhound”, que ganhou um tour video.

Melhor Música: Por mais que seja clichê escolher um single, para mim “Dino vs. Dino” é a grande faixa do disco. “Communication” e “Another Round” merecem os créditos da mesma forma.

Ponto Forte: Falando bem particularmente, sempre senti falta de uma banda brasileira de rock com vocal feminino que explorasse a voz tanto quanto o instrumental, ou vice-versa. Far From Alaska tem voz, baixo, guitarra, bateria e teclado na medida certa. O que você cria expectativa para ouvir, é tocado. Além disso, o potencial da voz da Emmily Barreto é incrível e soa ainda melhor nas performances ao vivo. Definitivamente, uma banda para ser acompanhada e lembrada.

Ponto Fraco: As canções são totalmente em inglês, então quem defende que o Brasil deve aproveitar mais a cultura e mostrar suas raízes talvez não aceite muito bem o material do grupo.

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