Entrevistamos a banda Scalene sobre o novo single “Febril”

scalene
Foto: Tate Wasabi / Divulgação
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Em setembro a banda Scalene lançou seu novo single “Febril”, acompanhado de um videoclipe impactante. A faixa marca o início de uma nova fase do grupo, que recentemente anunciou a saída do baterista Philipe Nogueira.

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A Nação da Música conversou com o guitarrista Tomás Bertoni sobre o lançamento, a inspiração para a música e as alternativas que a banda encontrou durante a pandemia.

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Entrevista por Mariana Rossi.
——————————-Leia a íntegra:
Primeiramente gostaria de agradecer por falar com o Nação da Música e parabenizar pela nova música de trabalho “Febril”! A faixa traz uma sonoridade mais intensa do que o álbum anterior da banda, é verdade que essa vontade partiu após assistirem um show online?
Tomás Bertoni: A vontade de, depois do “Respiro”, partirmos de onde paramos no “magnetite” e criar um novo álbum, sem deixar de lado os aprendizados do “Respiro”, existia desde 2019. FEBRIL foi uma das primeiras músicas compostas, o gatilho da inspiração pro riff da introdução foi um show ao vivo que deixou o Gustavo pilhado preso num apartamento sozinho na pandemia. A forma que ele achou de botar pra fora o que estava sentindo foi o início da composição da música.

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A letra da música parece lidar com um sentimento de raiva dizendo “luto a guerra interna de tempos febris” e “sinto o sangue borbulhar debaixo da minha pele manchada”. O que isso significa para vocês?
Tomás Bertoni: Desde o que de fato as frases estão dizendo até as reflexões mais profundas que podem gerar. Esses tempos febris criam um transtorno interno dentro de todos nós e nenhum desses processos internos são iguais aos de outras pessoas. Mesmo quem está achando “bom” o que acontece no momento no Brasil, aqueles 25% que simplesmente vão morrer abraçados com o sociopata que elegeram, também estão com sangue borbulhando. Mesmo que por perspectivas muito diferentes de quem não sofreu lavagem cerebral. Ou sofreu também? Estamos todos dentro da mesma psicose em massa lutando guerras internas.

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Os fãs podem esperar por um novo EP ou disco também com músicas mais intensas?
Tomás Bertoni: Sim.

Como funciona o processo de composição das músicas da banda, todos escrevem ou alguém foca mais na letra e os outros na parte instrumental?
Tomás Bertoni: Cada música de uma forma. Gustavo é o principal compositor e quem dá gênese às ideias iniciais, seja letra ou música. Eu escrevo bastante letra, ajudo Gustavo a finalizar composições e crio alguns arranjos. Lucão colabora muito bem também no processo, seja em concepções gerais ou em algumas letras, além do próprio instrumento.

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O baterista Philipe Nogueira, o Makako, saiu recentemente da banda, mas ainda participou da gravação de “Febril”. Vocês também possuem outros materiais inéditos com ele? E como fica a situação da banda agora, estão procurando um novo integrante?
Tomás Bertoni: Ele gravou 12 músicas antes de sair da banda. Não estamos procurando alguém pra já entrar no Scalene. Vamos testar ao vivo e entender a intimidade com a pessoa antes de já convidar pra ser integrante. Não teremos pressa.

Durante a pandemia vocês criaram o projeto de lives chamado “Respirando na Quarentena”. Podem nos contar como foi essa experiência para vocês e essa interação com os fãs?
Tomás Bertoni: Foi uma ideia no calor do desespero de início de pandemia. Uma forma de se fazer presente, nos ocupar, levantar uma grana pra o Street Store DF que somos padrinhos e também pra nós entendermos essa experiência do online como seria. Tirando rompantes de esperança pontuais, sempre tivemos consciência que seria uma tragédia que duraria muito tempo e que online seria, de alguma forma, uma das tentativas de sobreviver no mercado. Foi bem legal e serviu pra todos esses propósitos, inclusive pra saber que streamers não é uma parada que seremos na vida [risos].

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Como vocês lidaram com o cancelamento dos shows? Foi muito difícil ficar longe dos palcos e dos fãs por tanto tempo?
Tomás Bertoni: Foi. Muito. Ainda está sendo, no caso.

Para finalizar, gostariam de deixar um recado para os leitores do Nação da Música?
Tomás Bertoni: Obrigado quem leu até aqui e conferiu o novo single. Estamos preparando muita coisa legal com bastante cuidado e ficaremos felizes se embarcarem nesse labirinto com a gente ao longo dos próximos vários meses. E parabéns Nação da Música pelo trabalho todo esse tempo de existência. Vocês são massa. Beijos.

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Apaixonada por música, sempre com o fone de ouvido e procurando algum show para ir.