Entrevistamos BRAZA sobre projeto acústico em live na Mata Atlântica

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Braza
Divulgação
@nacaodamusica

No próximo sábado (03), a banda BRAZA se apresenta em formato acústico no mais novo projeto, chamado “BRAZA Leve”. A performance será no Lago Buriti, no Rio de Janeiro, a partir das 16h30, e será exibida ao vivo pelo Youtube, com patrocínio da Vans Brasil.

A Nação da Música conversou com os integrantes Vitor Izenzêê, Nícolas Christ, Pedro Lobo e Danilo Cutrim sobre a performance ao vivo, o que esperar do novo disco e também sobre a arrecadação de fundos para a Associação Cultural Quilombo do Camorim.

Entrevista por Marina Moia.

———————————— Leia a íntegra:
Olá, pessoal! Obrigada por falarem com a Nação da Música. Neste sábado, acontece a estreia do projeto “BRAZA Leve”, que vai acontecer diretamente da Mata Atlântica. Podem nos contar mais sobre a ideia desse projeto e a decisão de ser neste local?
Vitor: Salve, família Nação da Música! Falando um pouco sobre como surgiu a ideia do projeto “BRAZA Leve”, ele é um projeto que veio acontecendo. Na verdade, [começou] quando a gente pensou em fazer uma segunda live, uma segunda apresentação ao vivo, nesse momento de pandemia em que os shows ainda estão cancelados e sem precisão de volta, a gente se organizou para fazer uma live depois da primeira que foi feita em julho, que foi super legal, mas que foi feita no formato que a gente tá acostumado a fazer nos shows, na estrada.

Quando pensamos na segunda, chegamos à conclusão que seria melhor fazer algo diferente! Ter outra estrutura, outra abordagem, ter uma outra visão sobre as músicas do BRAZA. A gente começou a pensar no que fazer e logo veio essa ideia do acústico, que é um formato que a gente curte muito, que a gente já fez algumas coisas pontuais, mas nada que não fosse mais do que uma ou duas músicas.

Como a gente já vinha também, desde o começo da pandemia, fazendo uma playlist no nosso canal do YouTube que se chama BRAZENTENA, que é cada um em casa tocando os instrumentos acústico e um projeto que vamos continuar, achamos legal aproveitar esse embalo e fazer uma live nesse formato acústico.

Como é um formato mais tranquilo, mais calmo e mais leve, a gente pensou no nome “BRAZA Leve” e em criar a partir daí um projeto dentro de um projeto. Como se fosse uma outra faceta do BRAZA. É um formato do BRAZA um pouco mais na essência, no âmago das músicas. A gente sempre teve um som muito eletrônico, com presença muito forte de guitarra distorcida, sintetizadores, bateria com várias peças, então pensamos em fazer um formato acústico, mas que mostrasse a banda num formato mais despido, na essência, no cerne da coisa.

A gente então chegou nessa ideia do “BRAZA Leve”, essa vai ser a primeira apresentação, e deixamos a porta aberta para que seja um projeto que possa acontecer outras vezes. A gente vai gravar num lugar que é lindo demais, que é o Lago Buriti, aqui no Rio de Janeiro. O visual é muito bonito e é uma forma da gente homenagear esse bioma, chamar atenção para a questão ambiental, valorizar o nosso patrimônio natural.

Este é o primeiro projeto acústico da BRAZA! O que os fãs poderão esperar dessa versão da banda? Como estão se preparando?
Pedro: A galera pode esperar um clima mais intimista, leve, mas ao mesmo tempo forte e energético, de uma outra maneira que não a nossa convencional. O BRAZA sempre tem essa preocupação com a melodia, a essência da canção na hora de compor, mas para os shows o arranjo acaba tendo que ser mais energético e as vezes isso dá uma maquiada na simplicidade da canção. Acho que nesse show as pessoas vão poder perceber mais a essência das melodias e das canções, sentir de uma forma diferente e única as músicas por mais que já as conheçam.

Já viemos nos preparando para essa apresentação durante toda a quarentena na medida que fomos gravando os vídeos da BRAZENTENA que são versões mais acústicas das nossas músicas onde cada um gravou sua parte em casa sozinho. Agora é hora de nos juntarmos e compartilharmos essa experiência com vocês.

Durante a live, vocês irão receber contribuições tanto para a banda como também para a “Associação Cultural Quilombo do Camorim”. Por que escolheram essa associação? Podem nos contar um pouco sobre ela?
Nícolas: A live será realizada em plena Mata Atlântica, no chamado Maciço da Pedra Branca. Acabamos descobrindo que também nesta área fica o mais antigo quilombo da era colonial aqui no Estado do Rio de Janeiro, o Quilombo do Camorim. Pesquisamos um pouco e vimos que eles têm uma Associação Cultural que realiza diversos trabalhos e oficinas muito importantes tanto de preservação do meio ambiente e educação ambiental, quanto de preservação do patrimônio histórico cultural. Entramos em contato com eles, que foram extremamente receptivos à ideia de fazermos essa colaboração à Associação. Estamos muito felizes de podermos de alguma forma contribuir para a preservação de nossa ancestralidade e também para a preservação do meio ambiente.

O que vocês podem compartilhar sobre o próximo disco da banda? Já estão nos preparativos? Tem algo pronto?
Danilo: É o primeiro disco que fizemos com mais calma e sem tanto frenesi, como os anteriores. Nós jogamos em outros ritmos e melodias. É o primeiro trabalho do BRAZA com a alma bem brasileira, que vai do Norte/Nordeste até o samba do Rio de Janeiro, mas sem deixar a paixão pela Jamaica de lado. Duas faixas foram produzidas pelos Dogz (Iza, Pabllo Vittar…), e 7 faixas mixadas pelo Pedro Garcia, parceiro antigo e quase da banda. O primeiro single está previsto para novembro.

Gostariam de deixar um recado aos leitores da Nação da Música?
Vitor: O recado que eu posso deixar pra galera é: vamos, na medida do impossível, jogar o astral pra cima. Sei que é clichê, que é chover no molhado, e não é negar as coisas desastrosas que estão aí porque temos que lidar com elas e achar soluções, mas devemos buscar soluções não pela via da raiva, mas pela via do amor, da generosidade. Quando possível, porque certos discursos e atitudes também não tem como serem tolerados, mas mesmo com aquilo que não dá pra tolerar, a gente tem que tentar se despir da raiva. Tamo junto, Nação da Música!

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