Entrevista: Dona Cislene fala sobre “Meninos e Leões” e show no Hangar 110

Dona Cislene
Foto: Reprodução

Em abril de 2017, a banda brasiliense Dona Cislene divulgou seu segundo álbum de estúdio, “Meninos e Leões“, e agora vem colhendo seus frutos.

Dentre as datas da nova turnê, o grupo desembarca esse domingo (20), mais uma vez, em São Paulo com o show de lançamento do disco, que acontecerá em pleno Hangar 110 em seu último ano de funcionamento. Você pode conferir todas as informações sobre a apresentação na nossa agenda.

A Nação da Música conversou com o grupo sobre o novo trabalho e show dessa semana na capital paulista.

Entrevista feita por Ana Carolina Mendonça Alves.

————————————————————————————————————— Leia a íntegra

Recentemente vocês disseram que “Meninos e Leões” marca ‘uma nova Dona Cislene sem deixar de lado a essência jovem’. O que vocês sentiram que mudou dos últimos lançamentos para esse?

Dona Cislene: É um processo bem natural. Do primeiro disco para o Meninos & Leões passaram 3 anos. Acho que nesse tempo amadurecemos, passamos por muitas coisas que fizeram a gente ver o mundo de forma diferente. Isso é totalmente visível nas letras e nas temáticas das músicas novas. Acho que novas referências que absorvemos nesse tempo também influenciaram no instrumental desse disco. É um trabalho mais maduro mas ainda com aquela cara moleque que lançou a DONA CISLENE.

Como foi o processo de criação desse disco? Teve muita diferença da gravação de “Um Brinde Aos Loucos”?

Dona Cislene: A diferença no processo criativo do M&L foi nossa estadia de 3 meses morando juntos em SP. Sinto que isso fez a banda se aproximar e caminhar junto em uma mesma direção criativa. Ouvíamos as mesmas bandas, compartilhavamos um com outro riffs de guitarra, batera, então foi tudo muito mais natural e rápido.

Como foi trabalhar com Joe LaPorta?

Dona Cislene: SENSACIONAL! A idéia veio dos nossos empresários da Zero Neutro de finalizar nosso trabalho de masterização com um cara que tivesse a cara do disco. Nós sempre curtimos muito o “Wasting Light” do Foo Fighters. Fomos atrás do cara envolvido com esse discão e descobrimos o Joe. Foi um trabalho em conjunto com o nosso produtor Ricardo Ponte. Colocar esses dois pra trabalhar juntos fez a banda dar um salto no quesito qualidade sonora e musical.

O próximo show de “Meninos e Leões” vai ser em São Paulo, no Hangar 110. Como é para vocês tocar em um lugar tão importante para a cena nacional e tão cheio de história?

Dona Cislene: Desde bem novos sempre ouvimos muito falar do Hangar, mesmo morando em Brasília. Várias bandas que inspiraram a gente a fazer rock cresceram nesse lugar. O próprio CPM e o Dead Fish. Vai ser uma noite foda!

Quais são as principais influências de vocês?

Dona Cislene: Led Zeppelin, Foo Fighters, Offspring, Charlie Brown Jr, Natiruts, Raimundos, Red Hot Chili Peppers, Sublime.

Qual a música favorita de vocês no álbum?

Dona Cislene: Difícil responder essa! Na maioria das vezes nossas músicas favoritas de ouvir não são as mesmas favoritas de tocar. Mas acho que Moscatel, Valente e Queime Para Ler.

Vocês já trabalharam com o Dinho Ouro Preto, Digão, com o Natirruts. Com quem ainda desejam colaborar?

Dona Cislene: Gostaríamos de trabalhar com o Falcão do ORappa, Dave Grohl do FF e com várias bandas nacionais como nossos amigos do Scalene, Far From Alaska, Selvagens a Procura de Lei dentre tantas outras.

Por último, podem deixar um recado para os leitores da Nação da Música e também para os fãs da banda?

Dona Cislene: O ROCK TA VIVO GALERA! Apoiem ao máximo as bandas autorais que vocês curtem e saiam da zona de conforto. Procurem bandas novas e abram a cabeça para novos sons. O Brasil tá explodindo de artistas competentes e batalhadores que vem pra marcar essa nova geração da música e do rock nacional.

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Juliana Izaias
Prefere ser chamada de Ju, estudante de jornalismo, apaixonada por música, festivais, seriados, gatos e Arctic Monkeys.

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