Entrevista Exclusiva: Matanza fala sobre o cenário do Rock nacional e mais

Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

Aproveitamos o Dia Mundial do Rock para bater um papo com o Jimmy da banda Matanza, que se apresenta neste sábado no Matanza Fest, em São Paulo, e que segue com o festival em outras capitais brasileiras.

O show na capital paulista acontecerá na casa Tropical Butantã, no próximo dia 16, sábado. Em Belo Horizonte o evento acontecerá no dia 22 no Music Hall, no Rio de Janeiro dia 23 no Circo Voador e em Porto Alegre no dia 31. Maiores informações nos eventos do Matanza no Facebook: Aqui.

A entrevista foi feita por Andressa de Oliveira, e quem respondeu foi o vocalista Jimmy.

—————————————————————————————— Leia a íntegra

Jimmy, esse já é o 4º Matanza Fest. Desde a primeira edição vocês imaginavam que iriam fazer várias edições? Como surgiu a ideia de fazer esse festival próprio?
O MTZ Fest é um sonho antigo da banda. Quando chegou o momento em que foi viável transformá-lo em realidade, sabíamos que seria o primeiro de muitos. Evidentemente, no Brasil tudo é muito difícil e ninguém está livre de se ver em uma situação adversa que complique as coisas, mas em princípio o Fest é algo que queremos fazer por muitos anos.

Como é feita a escolha das bandas que vão tocar nas cidades em que o festival vai passar? Vocês consideram que essa é uma oportunidade legal para a galera conhecer novos sons?
O festival é nosso e por isso só toca quem nós gostamos. Muitas vezes são amigos nossos, bandas com as quais dividimos o palco pelo Brasil, algumas vezes convidamos bandas das quais somos fãs. A idéia é fazer com que tenhamos todos uma noite de muita diversão.

O que a galera pode esperar dessa edição do festival?
Em todas as edições do Fests nós procuramos fazer um show mais extenso, com músicas que não tocamos normalmente. O Donida tocará também então nos apresentaremos como quinteto e tudo sempre acaba mais pesado e agressivo. Teremos grandes bandas conosco, então acho que será muito legal.

Vocês acham importante esse tipo de evento para o cenário atual do rock, ainda mais vindo de uma banda que é referência há tanto tempo?
É importante pra nós e acreditamos que seja importante também para os nossos fãs. É uma grande celebração de tudo o que conquistamos ao longo do ano. Reunimos parceiros, amigos e todos que estão conosco nessa luta e por isso significa tanto pra nós.

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> Leia também nossas entrevistas com Faith No More, Garbage e outros, aqui.
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Inclusive, sobre o cenário do rock brasileiro, qual a opinião de vocês?
O Rock já teve dias melhores. Anos atrás ocupava muito mais espaço nas grandes mídias e hoje sobrevive em pequenos nichos. Mas isso não nos preocupa nem um pouco. Não estamos nem aí para o que acontece fora do nosso microuniverso.

Esse ano vocês fazem 20 anos de banda. Como é olhar para trás e ver toda essa jornada? Vocês se imaginam tocando juntos daqui 20 anos?
Temos muito orgulho de tudo o que fizemos. Continua sendo algo que envolve muito trabalho e dedicação. E não temos data para acabar com a banda. Nos espelhamos no Motorhead que só encerrou as atividades quando o Lemmy morreu.

Ano passado o Matanza lançou um novo CD. Para quando podemos esperar um material novo?
O trabalho de composição de novas músicas não pára nunca mas só devemos começar a nos reunir para ensaiar alguma coisa nova no ano que vem. Ainda há muito a fazer na divulgação do álbum que lançamos ano passado, “Pior Cenário Possível”.

Querem deixar um recado para os fãs?
Gostaríamos de agradecer o apoio de todos os que nos acompanham e convidar todo mundo para o MTZ Fest 2016 porque será o Inferno na Terra! Hail Satan!!!

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Andressa Oliveira
Metade campograndense, metade paulistana, jornalista e apaixonada por música. Escreve para o Nação da Música desde 2012, estuda música desde pequena, é obcecada por reality shows musicais, odeia atender telefone, mas não vive sem seu celular. Seriados, livros e comida também não podem faltar em sua vida.

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