Entrevista Exclusiva: The Maine fala sobre EP de covers, shows e planos para o próximo álbum

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No último sábado (02), aconteceu em Las Vegas o festival Extreme Thing, onde a Nação da Música marcou presença e aproveitou a oportunidade para conversar com John O’Callaghan e Garrett Nickelsen do The Maine, que deram um show no evento.

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Durante a entrevista, os membros relembraram um pouco o lançamento do álbum “American Candy” – que completou um ano recentemente – e falaram sobre os planos para o futuro da banda, o EP de covers e até o clipe de “Am I Pretty?”, divulgado no fim de março. Se liga:

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Perguntas e Entrevista: Veronica Stodolnik

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NM: Vocês estão tendo um ano incrível desde que “American Candy” foi lançado. Já fez um ano desde o lançamento, certo?

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John O’Callaghan: Sim, fez um ano há dois dias atrás [31 de Março de 2016].

NM: E desde então muita coisa rolou: vocês fizeram uma turnê americana, foram para América do Sul, Austrália, Ásia, fizeram outra turnê americana, lançaram um EP, fizeram uma mini turnê de natal, foram pra Europa, estão em turnê agora com Mayday Parade [American Lines Tour] e ainda tiveram um podcast.

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John: Foi realmente muita coisa.

NM: E ainda tem a Warped Tour. Como vocês estão? Como tem sido lidar com tudo isso?

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John: Falando desse jeito parece que nós estávamos ocupados o tempo todo.

Garrett Nickelsen: Mas não pareceu assim.

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John: Não mesmo.

Garrett: A gente conseguiu distribuir tudo de um jeito muito bom, onde fazíamos uma coisa e depois tínhamos umas duas semanas de folga antes do próximo compromisso, mas às vezes parece que estamos constantemente ocupados. Nós realmente fizemos muita coisa esse ano, e tem sido muito legal.

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John: Nós temos muita sorte em poder espaçar as coisas que escolhemos fazer e onde vamos tocar, o que nos ajuda a ter uma experiência bem única em todo lugar que vamos. É incrível poder ir para a América do Sul, para o Reino Unido e depois voltar pra cá [Estados Unidos]. Espero que as pessoas que estão nos assistindo nesses lugares não estejam cansadas de nos ver tocar. Não quero que elas achem que tocamos sempre nos mesmos lugares e fiquem saturados com a nossa presença. Parece que o tempo passou muito rápido por que ele realmente passou; nós nos mantemos muito ocupados nesse último ano. Mas somos muito gratos por estarmos ocupados por que isso significa que as pessoas ainda se importam e querem nos ver. E a essa altura do campeonato, saber disso é ao mesmo tempo muito satisfatório e gratificante.

NM: Da última vez que te entrevistamos vocês estavam muito empolgados com a turnê “Free For All” [turnê de show gratuitos que rolou no segundo semestre de 2015 nos Estados Unidos]. Qual foi retorno que vocês receberam?

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John: O retorno foi incrível.

Garrett: As pessoas foram muito receptivas à nossa ideia, o que foi muito legal, mas foi uma turnê muito estranha.

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John: Estranha demais.

Garrett: Por que nós estávamos cada dia num lugar completamente diferente do anterior.

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John: E lidando com pessoas muito diferente umas das outras todos os dias.

Garrett: Alguns dias nós tocamos em casas de shows, outros em estacionamentos, e rolou até da gente tocar numa área do estádio dos Patriots [New England Patriots, time de futebol americano de Boston, Massachussets]. Foi muito bizarro, mas demais ao mesmo tempo!

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John: Eu estava apreensivo por que achei que a gente ia receber muita crítica de outras bandas e empresários por eles acharem que nós estávamos tentando mudar o jeito que turnês funcionam e assim deixar o processo mais difícil para outras pessoas. Mas nós recebemos muitos elogios de outros músicos por ter feito isso, o que foi muito incrível pois acho que foi uma daquelas coisas onde as pessoas realmente entenderam o nosso intuito e de onde veio a ideia da turnê, que obviamente era agradecer as pessoas que nos permitem fazer música até hoje. Eu acho que as coisas são diferente para nós por que não temos uma gravadora há quatro ou cinco anos.

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Garrett: Cinco, provavelmente.

John: Esse foi o nosso jeito de dar um retorno ao nosso público, o qual consideramos ser a nossa gravadora. São eles que compram nossos álbuns e vão aos shows, que compram camisetas e estão sempre nos acompanhando online, nos mandando tweets todos os dias. E, se não me engano, a CNN também fez um artigo sobre nós e a turnê.

Garrett: Realmente, foi muito incrível.

John: Acho que ganhamos mais publicidade com essa turnê do que que jamais ganhamos quando éramos assinados por uma gravadora (risos), o que é muito engraçado. Eu diria que a turnê foi um sucesso apenas pelo fato de que tocamos todos os shows e que quase não tivemos problema nenhum durante a mesma; nós colocamos em nossas mentes que íamos fazer isso e realmente conseguimos. Sempre que você termina algo rola aquele sentimento de “hum, eu devia ter feito aquilo diferente”, mas o fato de termos conseguido realizar essa turnê é prova ao Tanner [responsável pela turnê], Tim [empresário], a todos da 8123, e a Chelsea [publicista]; isso mostra que existe progressividade entre todos na 8123, e isso é muito encorajador.

Garrett: É bem louco pensar que nosso próprio empresário teve a ideia de fazer uma turnê de graça. Eu não acredito que o empresário de nenhuma outra pessoa teria proposto isso, então isso se torna muito bacana. Nós temos pessoas muito boas no nosso time, o que é muito legal. Significa muito para nós tê-los por perto.

NM: E como tem sido a jornada da banda sem uma gravadora? O quão diferente é de quando vocês eram assinados?

John: Eu acredito que essa é uma das razões pela qual sentimos o tempo passar tão rápido, pois estamos envolvidos em tudo. Todas as decisões, sejam elas sobre o design de camisetas a fotos que vão ser usadas para publicidade, tudo é pensado e decidido por nós mesmos. Estamos sempre envolvidos com tudo, então não sei, mas estamos tão focados com o que estamos fazendo que me parece que… Na verdade, seria muito estranho até mesmo pensar em assinar com uma gravadora novamente.

Garrett: Eu não sei se conseguiríamos voltar.

John: Eu acho que a gente não conseguiria por quê…

Garrett: Acho que nos tornamos muito pragmáticos.

John: Completamente.

Garrett: Todas essas decisões que tomamos os cinco com o Tim, nosso empresário, foram sempre coisas de nossas cabeças que decidimos ir atrás, e para ter alguém agora nos dizendo “acho que isso é uma má ideia”… Muitas das coisas que nós fizemos com a nossa carreira, se nós tivéssemos uma gravadora nos dizendo o que fazer…

John: Elas jamais teriam acontecido.

Garrett: Exatamente. Elas jamais teriam acontecido, e isso teria sido péssimo.

John: Especialmente quando se tem outra pessoa pagando as contas, você passa a ter muito mais empecilhos.

NM: E você também perde muito da sua liberdade.

John: Com certeza.

Garrett: Acho que o único jeito de isso acontecer seria se fosse com alguém que entende que o que estamos fazendo está dando certo para a banda e respeitasse isso, acreditando em tudo que estamos fazendo cegamente, nos deixando continuar a fazer as coisas desse jeito.

John: Para ser bem honesto, teria que ser mais um investidor do que uma gravadora, se você me entende. Alguém que, como eu disse, pagasse as contas mas que não tivesse nenhum controle criativo sobre nós. Eu não sei, tem sido tão gratificante fazer todas essas coisas nós mesmos; e isso não quer dizer que nunca cometemos nenhum erro. Mas erros fazem parte de tudo, são partes da vida. Eu não acho que não mudaríamos nada se pudéssemos; eu sei que não mudaríamos.

NM: O EP “Cover Side A” é composto por músicas dos anos 90. Como que os fãs reagiram a ele? Vocês acham que eles conseguiram se relacionar às músicas?

John: Eu acho que não (risos).

Garrett: Viu, aí está um erro que cometemos. Acho que erramos em não ter modificado as músicas o suficiente.

John: O que nós pretendíamos inicialmente era algo completamente diferente. Eu tive a ideia, e nós concordamos que faríamos as músicas para nós mesmos e não para outras pessoas. Então as músicas que escolhemos primeiramente foram bem obscuras, coisas que gostamos muito mas nunca tínhamos tentado recriar, e aí formamos uma lista. Só que aí nos tocamos que elas não iam dar muito certo, então tivemos a ideia de fazer músicas dos anos 90… Mas acho que não escolhemos as músicas certas.

Garrett: É, eu acho que não.

John: Mas isso serviu como experiência, entende? Não quero dizer que estamos desapontados com o retorno, mas levamos isso em consideração para fazer o próximo EP “Side B”, no qual decidimos escolher músicas muito mais modernas dessa vez.

Garrett: As quais poderemos modificar completamente. Queremos fazer algo tipo como em “Girls Just Want to Have Fun” [cover de Cyndi Lauper, do disco “Punk Goes Pop 5”] a qual nós mudamos completamente e criamos algo que fosse inteiramente nosso. Aí sim que é legal, por que se você não muda a música o suficiente fica aquela sensação de “então por que vocês fizeram isso?” (risos).

John: Mas também tem algo a ser dito sobre o cover que fizemos da música do New Radicals [“You Get What You Give”]. Ela é algo que…

Garrett: Algo que amamos muito.

John: Sim, que amamos muito. Nós praticamente crescemos ouvindo ela. Mas entendemos porquê as pessoas que gostam das nossas músicas não necessariamente conseguiram se conectar a ela. Às vezes é difícil de acreditar que somos oito ou nove anos mais velhos do que as pessoas que assistem os nossos shows, e às vezes até bem mais velhos do que isso, entende? Às vezes temos que levar isso em consideração, o que foi o que fizemos para o “Side B”; dessa vez escolhemos músicas relevantes e de artistas atuais, músicas mais populares que as pessoas pelo menos conhecem as letras.

NM: Vocês já tem data para o lançamento do novo EP?

John: A gente quer lançar ele antes do verão, antes de começar a Warped Tour.

NM: E podemos esperar colaborações legais nesse EP também?

John: A gente ainda não… Sabe, o problema é o seguinte: nós estamos sacrificando um pouco da nossa integridade com as músicas quando fazemos covers; tivemos que baixar um pouco a nossa guarda e escolher músicas que sabemos que as pessoas conhecem mas não que nós necessariamente gostamos, entende? Nós não ouvimos essas músicas. Não quero soar pretensioso, mas elas apenas não são o tipo de música que gostamos. E com isso claro, o que nós decidimos foi que… Não sei. Acho que teremos que esperar para ver. O nosso consenso foi que, já que vamos fazer isso e completamente mudar as músicas, o que foi exatamente o que fizemos, não queremos…

Garrett: Não queremos que outra pessoa leve o crédito (risos).

John: Sei que parece ser meio egoísta, mas ao mesmo tempo…

Garrett: Não me importo com isso (risos).

John: Apenas queremos saber que…

NM: Foi tudo vocês mesmos.

John: Exatamente. Foi tudo nosso, o que quer que aconteça. Se as pessoas não gostarem, não tem problemas. Nós conseguimos aceitar isso.

Garrett: O que já fizemos com o primeiro EP (risos).

John: Mas se realmente gostarem das músicas e o nome de outra pessoa estiver lá sem eles terem contribuído com nada para o resultado, aí é… É, vamos ver. Mas estamos pendendo mais para o lado de não ter nenhuma colaboração nesse segundo EP. A não ser que a gente consiga a Halsey, porém…

Garrett: Ela não responde seus emails (risos).

NM: Vocês acabaram de lançar o clipe de “Am I Pretty?”, que tem uma mensagem muito bonita para os fãs. Os tipos de problema mencionados no clipe são algo que vocês lidam pessoalmente ou foi algo baseado em coisas que os fãs de vocês passam?

John: É um pouco de tudo. Quero dizer, eu acho que isso meio que se tornou claro para mim desde que nós formamos a banda. Uma vez que você liga o seu computador e fica cinco segundos online — apenas cheque as primeiras resenhas das primeiras músicas que nós lançamos, e você vai encontrar coisas muito degradantes e diminutivas. Tinham muitos elogios também, mas ninguém leva em consideração as coisas boas, são sempre os defeitos e críticas que se destacam. Então das dez mil pessoas que já viram o vídeo e gostaram, nós só conseguimos nos focar nas duzentas que marcaram não ter gostado dele.

Garrett: A gente fica tipo, “nããããão!”.

John: É disso que nós estamos tentando nos distanciar. É coisa de primário, de adolescente. Minha mãe costumava me ligar sempre que ela via alguém falando mal de mim online logo que a banda começou, e eu tive que falar para ela “Você precisa crescer. Você não pode levar nada do que está sendo dito em consideração”. Eu mesmo tive que acreditar nas minhas próprias palavras, e eu realmente acho que consegui. Mas não sei, você pega todas essas conversas e comentários malvados, que é tipo bullying de escola fundamental — ou até mesmo primária — e aí você leva elas pro colegial, e elas são multiplicadas por mil quando você vai para a internet. E aí você faz com que as pessoas se sintam muito mal.

Garrett: Pessoas que você nem conhece.

John: Pessoas que você nunca jamais viu na vida.

Garrett: E nem vai ver.

John: Na sua vida inteira, e aí você faz com que elas se sintam extremamente mal. É nisso que estamos tentando chegar — queremos mudar o diálogo entre as pessoas e transformá-lo ele em algo positivo que vai deixar as pessoas bem ao invés de destruí-las. E nós também somos culpados disso em nosso dia-a-dia; nossas conversas são facilmente desviadas para uma tiração de sarro até mesmo quando estamos assistindo a todas essas notícias sobre as eleições presidenciais. Aqui nos Estados Unidos as coisas são… Não sei explicar, mas é muito fácil de julgar as pessoas a troco de nada. E se nós conseguirmos alcançar apenas uma coisa, que seja conscientizar as pessoas do fato de que palavras são muito poderosas, especialmente online. Como nós dissemos antes — nós não vamos conhecer essas pessoas. Mas cara, quão legal seria se uma pessoa recebesse um comentário do tipo “você está muito bonito hoje” ou talvez “espero que você tenha um ótimo dia” ao invés de algo como “seu cabelo é ridículo” e “eu já vi isso sendo feito antes”? Não sei. Nós estamos tentando superar isso dentro do nosso próprio grupo, entende? Mas se não conseguirmos nada além disso, espero ao menos ter convencido as pessoas a parar para pensar por pelo menos um segundo no que elas estão dizendo antes de apertar o botão de enviar.

NM: Os fãs já demonstraram ter gostado muito do clipe, e o retorno tem sido muito positivo. Como vocês se sentem em saber que estão ajudando tantos adolescentes que lidam com bullying e outros problemas do tipo?

John: É maravilhoso.

Garrett: Eu acho que parte do vídeo era para mostrar que nós sempre… Entendemos não é a melhor palavra. Mas sempre saímos para conhecer e conversar com os nossos fãs depois dos nossos shows, e sempre temos esse tipo de conversa. Esse foi o nosso jeito de alcançar as pessoas com as quais nós não conseguimos conversar ao vivo. É a nossa mensagem de “Aqui está um sentimento positivo. Vocês não estão sozinhos, olha só para todas essas pessoas”. Tem todo o tipo de gente no nosso clipe, e isso mostra que todo mundo passa por dificuldades, mas no final você tem que ficar feliz com quem você é.

John: Nós entendemos que isso não é um conceito novo, especialmente para música ou qualquer outra coisa do tipo; não é algo novo que nós achamos ter criado, de jeito algum. É como ele disse, nós estamos tentando mostrar que também passamos por isso. Muitas gerações antes da gente passaram, é uma coisa que pode ser dividida com qualquer pessoa de qualquer lugar, e sempre será. Mas a ideia de não estar sozinho é o conceito mais importante de tudo. Teve bandas que utilizaram disso quando nós estávamos crescendo que nos impactaram muito, sabe? E acho que se só usássemos nossa plataforma para divulgar qualquer coisa sem nenhum sentimento ou importância isso também não seria nada responsável. Nós entendemos que isso não é necessariamente uma obrigação, mas acreditamos que estamos numa posição onde as pessoas vão nos ouvir. E seria uma grande injustiça para nós mesmos, assim como para as pessoas ao nosso redor, se nós nem ao menos expressássemos a nossa opinião.

NM: Você acabou de lançar um podcast para a Rádio Idobi, “Mixtapes with John O’Callaghan”. Qual foi a ideia por trás disso?

John: Foi apenas uma coisa que eu pensei em fazer. Bom, Tim e Pat propuseram isso para mim, e foi mais um modo de relembrar as pessoas de que ainda estamos fazendo o que sempre fizemos sem ter ter que lançar músicas novas. Eu tive a ideia de fazer playlists por que é algo que eu gosto muito e que sempre fiz desde que comecei a comprar CDs quando mais novo; eu sempre gostei de fazer mixtapes. Então veio a ideia de incorporar convidados em todos os episódios e ter um tema para as playlists. Eu nunca pensei que fosse ser tão difícil fazer um podcast; não vai ser algo que eu vou continuar a fazer depois disso. Foi uma experiência enriquecedora, mas não sei. Muitas das coisas que eu faço hoje em dia é partir de uma mentalidade de “por que não?” entende? “Por que não?” ao invés de ficar em casa ou fazer uma caminhada? Tipo, eu sei que caminhar é legal, mas eu já sei fazer isso. Eu não sei se posso fazer um podcast ou escrever poemas, e também não sei se sei pintar. Então tudo se torna meio que um grande “por que não?” para mim.

NM: Então você não está planejando fazer mais episódios?

John: Não, eu não. Talvez alguém se candidate a ficar com o meu lugar, mas posso dizer com certeza que não farei mais episódios. Leva muito tempo para elaborar um episódio de apenas 50 minutos no qual 10 deles eram dedicados para pequenos trechos de músicas. Eu teria que me dedicar a fazer uma pesquisa jornalística dos entrevistados e tópicos que eu iria cobrir, e isso pra mim era um processo muito tedioso. Eu não acho que vou conseguir continuar com os episódios, mas agradeço muito a Idobi por ter me recebido, foi muito bacana.

NM: E o que os fãs podem esperar depois da Warped Tour? Vocês estão planejando descansar, continuar com turnês…?

John: Depois que essa turnê acabar eu quero começar a escrever. E aí depois que a Warped Tour acabar é que vamos realmente sentar para escrever juntos.

Garrett: Definitivamente precisamos de um intervalo para podermos criar novas músicas. Nós temos esse sentimento de que precisamos criar algo muito incrível. O nosso último CD superou as nossas expectativas de um jeito inimaginável, e agora estamos sentindo uma grande pressão para o próximo.

John: Mas esse é a meta — fazer com que a pressão aumente a cada CD. Não é como se com “Forever Halloween” as pessoas não tivessem sido receptivas, mas não foi nada parecido como agora.

Garrett: Antes desse álbum [“American Candy”] nós definitivamente achávamos que esse podia ser o nosso último álbum se não o fizéssemos corretamente. Nós não estamos com esse sentimento agora, mas…

John: Nós reconhecemos que queremos esse sentimento. Aquele momento de “caraca, se fizermos um CD ruim a banda já era” sabe? E acho que nós definitivamente sempre temos isso em mente, mas estamos tão confiantes onde estamos perante a comunicação entre nós cinco, e sabendo que o pouco que eu venho criando dentro de mim até agora pode dar certo que acho que “confiante” é a palavra certa para o momento em que nos encontramos nesse momento.

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