Entrevista: Linkin Park fala sobre “One More Light” e show no Brasil

Foto: James Minchin / Divulgação.

Faltam apenas alguns dias para a chegada do Linkin Park em terras brasileiras! Os americanos fazem show no Maximus Festival neste sábado (13), no Autódromo de Interlagos em São Paulo.

A última passagem da banda pelo Brasil foi em 2014 e, agora, eles virão com novo disco na manga, o “One More Light”, que será lançado pouco depois do Maximus, no dia 19 de maio.

A Nação da Música conversou com o guitarrista Brad Delson sobre o novo álbum, a produção do trabalho, os shows no país e também sobre os 20 anos da carreira da banda. Confira!

Entrevista feita por Marina Moia e tradução feita por Marina Moia Veronica Stodolnik

————————————————————————————————————— Leia a íntegra

Vocês acabaram de fazer show na Argentina. Como foi?
Brad: 
Foi fenomenal. Fantástico!

Já fazem alguns anos desde que você se apresentaram no Brasil. Está empolgado para o show? O que os fãs podem esperar desta vez?
Brad: 
Estamos muito empolgados para voltar ao Brasil! Temos um novo show que estamos apresentando e tocamos músicas dos álbuns antigos e também do disco que está para ser lançado, “One More Light”. Nós tocamos na Argentina e foi ótimo voltar aos palcos.

Como vocês se preparam para apresentações grandes e festivais como o do Maximus? Muda de show para show?
Brad: 
Todo show a música é meio diferente. Alguns shows são em festivais, outros em turnês… Então você tem que levar isso em consideração quando pensamos em onde estamos indo e basicamente começar do zero para preparar um show inédito. É como montar uma tour nossa. Nós vamos apresentar esse set novo pela primeira vez nessa semana de shows na América do Sul.

Vamos falar sobre “One More Light”! As músicas que vocês já lançaram estão bem diferentes dos trabalhos anteriores, digamos que fora da zona de conforto. O que inspirou a banda a fazer essa mudança?
Brad: 
Isso é um grande ponto. Nós definitivamente saímos da nossa zona de conforto. Acho que para fazermos um bom trabalho, temos que nos expandir e ir além do comum. Para mim, é colocar na sua arte o que sentimentos de forma mais honesta. Estamos trabalhando neste álbum desde novembro de 2016, escrevemos cerca de 70 músicas e então arredondamos para 10, e mal podemos esperar para compartilhar tudo com nossos fãs pelo mundo e no Brasil, que são incríveis.

Como foi a resposta do público ao ouvir as novas músicas ao vivo, como na Argentina?
Brad: 
Nós tocamos quatro músicas novas ao vivo na Argentina, pela primeira vez, e foi ótimo. Nós realmente gostamos de tocá-las ao vivo e a resposta do público foi bem incrível. Guardamos essas músicas para nós por tanto tempo, que é muito bom poder finalmente toca-las para as pessoas [risos].

Você é um dos produtores de “One More Light”. Como foi o trabalho em estúdio, a vibe, e a pós-produção?
Brad: 
A vibe no estúdio era fenomenal. Nós nos divertimos muito e tivemos muitos colaboradores, como outros compositores, outros cantores, outros produtores. Era uma atmosfera muito boa. Trabalhamos todos os dias no disco por um ano e meio e nós simplesmente amamos fazer esse álbum. Tinha muita paixão envolvida ao fazermos as músicas, ao gravarmos e escrevermos. Eu espero que nossos fãs sintam isso também ao ouvirem o disco.

No disco, temos colaborações de Kiiara, em “Heavy”, e Pusha T e Stormzy em “Good Goodbye”, além de outras participações na produção. Como vocês escolheram esses artistas e como foi trabalhar com eles em estúdio?
Brad:
 Temos ótimos colaboradores neste disco e realmente queríamos vários colaboradores. Nós escolhemos pessoas que já somos fãs, convidamos eles para o estúdio e assim nós trabalhamos com muitas pessoas diferentes. Algumas bem aleatórias que acabaram não dando em nada e algumas dessas colaborações acabaram sendo muito inspiradoras para nós. Certamente nossas favoritas entre essas, começam como conversas e se transformam em grande parte do álbum, especialmente essas que você comentou, Kiiara em “Heavy”, Pusha T e Stormzy em “Good Goodbye”. Ter esses artistas nestas músicas realmente nos deu outra dimensão.

Linkin Park já completou 20 anos de carreira. O que mudou desde então, tanto no seu processo criativo como na maneira que vocês encaram a música?
Brad: 
Nossa, mudou muito! Nós fazemos música juntos há 20 anos e o que tentamos fazer é sempre nos manter a par do que está acontecendo com outros músicos, produtores e músicas que gostamos; nós amamos ouvir música. Para mim, o que faz isso ser divertido e ter um significado é quando nos reunimos no estúdio para dar o melhor de nós em algo novo, especial e sincero. Eu imagino que esse processo deve ser como surfar—é sempre uma onda diferente. Nós temos esse sentimento no estúdio, que sempre estamos tentando fazer algo novo.

Nós conversamos com um dos embaixadores do Linkin Park no Brasil, o Wesley Carlos, e ele quer saber: vocês acompanham a criação desses embaixadores pelo mundo?
Brad:
É, nós acompanhamos e acho importante identificar os nossos embaixadores pelo mundo. Nós começamos com um “street team” e fã clube, logo no começo da nossa carreira, e essas pessoas sempre ajudaram tanto a divulgar nossa música. Enfim, essas pessoas são realmente muito eficientes na hora de levar nossa música para vários cantos do mundo.

E Wesley tem mais uma pergunta: onde vocês veem o Linkin Park daqui 15, 20 anos?
Brad: 
Uau, bom, possivelmente continuaremos a fazer o que nós amamos, que é tocar música pelo mundo todo para os fãs. Nós certamente somos muito gratos pela oportunidade de estarmos juntos há tanto tempo e não tomamos isso como garantido.

Tem alguma banda ou artista com quem vocês gostariam de colaborar no futuro?
Brad: 
Certamente temos uma longa lista de pessoas. Mas estamos muito felizes que vamos entrar em turnê com Machine Gun Kelly. Um outro artista que amamos é o Blackbear, que trabalhou com a gente no novo disco e é muito talentoso, e adoraríamos trabalhar com ele de novo também.

Gostaria de mandar uma mensagem para os fãs brasileiros, que estão esperando pelo show do Linkin Park aqui?
Brad:
Sim! Nós amamos nossos fãs brasileiros e estamos muito empolgados para voltar ao Brasil. Nós amamos o Brasil! E certamente tentaremos levar o melhor show possível para esse festival em São Paulo para compartilhar com todos eles.

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Marina Moia
Jornalista, bauruense de coração e apaixonada por música desde que se conhece por gente. Viciada em séries, amante de livros e colecionadora de batons coloridos.

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