Entrevista: Paula Toller fala sobre nova turnê “Como Eu Quero”

Foto: Leo Aversa

Depois do sucesso de sua turnê solo “Transbordada”, a cantora Paula Toller preparou o show “Como Eu Quero”, que passa por São Paulo nesta sexta-feira (10) e por Porto Alegre no dia 08 de dezembro.

A turnê contempla tanto sua carreira solo como os sucessos do grupo Kid Abelha e promete uma experiência tête-a-tête, mais intimista com a artista. Além de seus hits, Paula cantará também versões de outras bandas como Mutantes e Charlie Brown Jr.

Nação da Música conversou com Paula Toller sobre a nova turnê, sua carreira de sucesso e também sobre os planos futuros.

Entrevista feita por Marina Moia.

————————————————————————————————————— Leia a íntegra

O que os fãs podem esperar ao ir a um dos shows da turnê “Como Eu Quero”?
Paula: Será um festival de hits com arranjos recriados, combinados com algumas novidades e canções recentes. Tenho uma versão (“Deixa a Vibe te levar”) para Stevie Wonder (“Don’t you worry ‘bout a thing”), tem “Céu Azul do Charlie Brown Jr”, tem Mutantes (“Ando Meio desligado”)… No mais, só clássicos.

Durante toda a sua carreira, você coleciona muitos hits de sucesso. Como foi montar a setlist para esta turnê? Foi difícil selecionar as músicas que entrariam para os shows?
Paula: Foi um tipo ótimo de problema! [risos] Felizmente tenho um cardápio extenso e posso alternar os sucessos que mais combinam com a onda musical da turnê. Ficam muitas músicas de fora, mas é bom porque depois dá saudade. É claro que algumas não podem faltar nunca, senão o público ficaria muito frustrado. É o caso de “Como eu quero”, “Grand’Hotel”, “Nada Sei”…

Nos shows, você também canta versões de outros artistas, como Stevie Wonder, Charlie Brown Jr. e Mutantes. Por que escolheu essas músicas/artistas? 
Paula: São músicas que amo e que gostaria de ter feito. “Deixa a Vibe” é uma “pós-bossa” que eu adoro, do estilo Marcos Valle. É a influência da bossa no soul americano que volta para o Brasil com esse arranjo que é a minha cara, com vocais lindos, aparentemente difíceis mas que grudam na primeira audição.

“Céu Azul” é uma canção delicadíssima de uma banda pesada, uma prova de que uma composição boa funciona com mil arranjos diferentes. Mutantes está no repertório para homenagear o Liminha, baixista da primeira formação e diretor musical do show.

O que você tem mais ouvido ultimamente? O que te inspira, musicalmente falando?
Paula: Ouço coisas atuais, mas elas não me influenciam, essa fase de formação do DNA musical foi na adolescência, nos anos 70. Beatles, Clube da Esquina, Rita Lee, Elton John, Carole King… um monte!

Recentemente, você assinou com a Universal Music. Como tem sido trabalhar com eles nesta sua fase da carreira solo?
Paula: A direção compreendeu e abraçou o conceito do show, de trabalhar as músicas na essência delas. Deram apoio à turnê antes mesmo de lançar um produto, o que não é comum. São 35 anos de carreira, é um repertório campeão, merece ser bem divulgado.

Li que será gravado um DVD desta nova turnê. Mas e disco novo? Podemos esperar músicas inéditas para 2018?
Meu disco mais recente (“Transbordada”) é totalmente inédito, inclusive tem “Calmaí” e “O Sol desaparece” no show. O disco de 2018 será o “Como eu Quero” ao vivo, e espero fazer muitos shows por todos os cantos.

Você sente muita diferença ao criar músicas para sua carreira solo, em comparação a como era com o Kid Abelha? Como é seu processo criativo?
Paula: Eu sempre quero fazer o melhor como compositora e letrista, em qualquer situação, até mesmo quando tenho uma encomenda para outro artista. O processo pode variar, às vezes recebo a música de um parceiro e coloco a letra (em geral as mais dançantes). Em outros momentos, mando a letra e espero a melodia, às vezes faço junto com o parceiro.  Liminha, por exemplo, gosta do tête-a-tête, partimos de uma ideia e vamos elaborando letra, harmonia e melodia juntos.

O Kid emplacou 18 sucessos inéditos em sequência no início da carreira. Isso é impossível de se repetir hoje em dia. Já tive o meu momento grandioso, na época certa, com a minha geração no palco e na plateia. Foi muita sorte, além de toda a dedicação!

Como disse antes, você coleciona muitos hits de sucesso, anos de estrada e carreira. Qual a diferença da Paula Toller quando começou na música para a Paula da turnê “Como Eu Quero”?
Paula: Existe uma essência que se mantém. Junto com minha equipe, controlo todo o processo de criação e estratégia de marketing, mas adoro dar risada, ter um bom ambiente na hora de gravar, gosto de trabalhar com músicos que são artistas, tenho paixão por backing vocals bem feitos, adoro o palco cada vez mais. Talvez isso seja a maior diferença.  No começo, por insegurança, eu era avessa ao palco, não me sentia à vontade.

Gostaria de mandar um recado para os seus fãs?
Paula: Venham me assistir e teremos uma noite de muita felicidade!

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Marina Moia
Jornalista, bauruense de coração e apaixonada por música desde que se conhece por gente. Viciada em séries, amante de livros e colecionadora de batons coloridos.

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