Entrevistamos Pe Lu sobre o single “Transbordar” e a carreira solo

Pe Lu
Foto: Rodrigo Takeshi / Divulgação
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No início de setembro, o cantor Pe Lu lançou seu primeiro singlo solo “Transbordar”. A faixa conta com a participação de Pedro Altério, da banda 5 a Seco, e marca o início da nova fase do ex-integrante da banda Restart e do duo eletrônico Selva.

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Pe Lu conversou com a Nação da Música sobre as influências para este novo projeto, como surgiu a parceria, desafios durante a pandemia e os planos de lançar um EP em 2022.

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Entrevista por Mariana Rossi.
——————————— Leia a íntegra:
Olá, Pe Lu! Tudo bem? Primeiramente, obrigada por conversar com o Nação da Música. Recentemente, você lançou seu primeiro single do trabalho solo, “Transbordar”. É um estilo bem diferente dos seus projetos anteriores, como surgiu a ideia e vontade de fazer isso?
Pe Lu: Muita gente me falou isso, o estilo diferente de composição e de sonoridade. A verdade é que eu tenho muitas influências diferentes. Se você perceber a minha história musical como artista, eu começo com uma banda, o Restart, depois tive um projeto de música eletrônica durante 5 anos, que não tem nada a ver com a banda. Agora, eu estou fazendo uma história que tem mais a ver com voz e violão, acústico, nova MPB. No final, todas essas coisas me influenciaram sempre, especialmente isso do violão e da MPB, é uma coisa que tenho em casa. Meu pai é músico a vida toda, músico popular, sempre tocou samba, bossa nova e choro. Eu cresci ouvindo mais isso do que outras coisas, então isso de certa forma sempre esteve dentro de mim. Mas eu precisava realmente parar um tempo para olhar, ouvir mais e reaprender o instrumento. Esse processo aconteceu agora, então acho que a ideia e a vontade estavam dentro de mim desde sempre.

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A letra da música traz um certo romantismo, pode nos contar um pouco mais sobre o que ela significa para você?
Pe Lu: Na verdade, a letra da música é falsamente romântica. A letra em si fala sobre um amor no qual você está tão apaixonado, tão envolvido, que nada mais tem graça. A única graça que tem no mundo é estar junto com a pessoa. Eu acho isso romântico, mas acho isso um pouco [risos] também não tão positivo. Eu brinco que essa música não é 100% romântica, não é só declaração. Ela tem esse romance, mas é exagerado e precisa inclusive ser cuidado pelos nossos personagens [risos].

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“Transbordar” conta com a participação de Pedro Altério, da banda 5 a Seco e Pedros. Vocês já se conheciam antes? Como surgiu a ideia dessa parceria e vocês conseguiram se encontrar durante o processo ou foi feito à distância?
Pe Lu: A parceria com o Altério surgiu online, porque era o único jeito na pandemia. Começamos a nos seguir no Instagram, trocar ideias por mensagem e comentar o trabalho um do outro. Um dia ele me falou “Cara, eu tenho uma melodia que comecei e acho que tem tudo a ver com as coisas que eu conheço que você faz. Acho que você vai conseguir escrever essa música junto comigo, vai ser legal”. No momento fiquei super honrado, porque sou muito fã do Pedro, do 5 a Seco e do trabalho solo dele. Chamei outro parceiro meu, o Renato Frei, que também é muito fã. Na verdade, não tínhamos um objetivo para essa música, queríamos fazer apenas pelo amor à parada e pela conexão de estarmos juntos, mesmo que não fisicamente. Escrevemos a letra, fizemos o refrão e mandamos para o Pedro Altério. Ele amou, falou “Cara, animal! Acho que vou gravar”. Ele até chegou a gravar uma versão e isso ficou parado, foi por volta de outubro ou setembro do ano passado. No começo do ano, quando pensei que estava na hora de fazer uma carreira solo, essa música estava muito forte em mim. Sempre gostei muito dela, acho ela diferente das coisas que eu fiz, mas tem bastante das minhas influências nela também, então não tinha como ser outra coisa. O Pedro topou e foi muito especial ter ele comigo nesse momento.

Você iniciou sua carreira na banda Restart e depois continuou com o duo Selva, de alguma forma esse projetos anteriores influenciaram no som e na composição da música nova? Algum outro artista/banda em específico que te marcou como grande influência?
Pe Lu: Acho que tudo que eu fiz me influencia de certa forma, foram passos necessários para fazer o que estou fazendo agora, na “Transbordar” e o que farei nos próximos lançamentos. Quando você é artista, criador, você está sempre em um caminho e é inevitável que os lugares que você tenha andado antes te influenciem nas escolhas e sons que você fará no futuro. Minhas primeiras bandas me influenciaram para ter o Restart, que de certa forma me influenciou dentro do Selva com algumas coisas. Tudo isso me influencia e me faz ser o artista que sou hoje.

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Vocâ ainda tem contato com seus ex-companheiros de banda e convidaria eles para colaborar em uma música seguindo esse novo estilo?
Pe Lu: Temos super contato. Inclusive, agora com a vacina, voltamos a nos encontrar e foi muito especial. Hoje mesmo lancei um vídeo no meu canal com uma versão de “Poesia” do Restart, uma música minha e do Koba (ex-guitarrista da banda). Ele está fazendo todos os vídeos dessa minha nova história e no final ele canta comigo. Está bem bonito, bem especial. Acho que ainda temos coisas para fazermos juntos e provavelmente ainda vai acontecer.

Estamos em uma pandemia desde o ano passado e os músicos precisaram se reinventar e encontrar novas formas de gravar e colaborar com outros artistas. Além disso, o isolamento social influenciou muito no psicológico das pessoas e nas letras das músicas, como foi para você a experiência durante esse período? Sentiu que isso te prejudicou ou ajudou de alguma forma?
Pe Lu: A pandemia foi um desafio e ainda está sendo, agora de forma mais light por conta da vacina. Foi um desafio muito grande, porque, como músico e produtor musical, como alguém que vive prioritariamente de música e derivados, eu me vi sem perspectiva, assim como muitos outros companheiros e companheiras. Obviamente, tenho uma série de privilégios que me permitiram ficar em casa. Tenho uma casa legal e consegui seguir trabalhando online com muitas pessoas. Passado o primeiro mês de susto, quando ninguém sabia o que faria, consegui voltar a compor e minimamente a produzir. Tenho muitos privilégios que me ajudaram a passar por essa pandemia de uma forma bem mais tranquila do que a média das pessoas, mas ainda vamos colher os resquícios do que vivemos nesse último ano.

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Se teve um lado positivo, foi essa obrigatoriedade de se reinventar. Precisei aprender novas coisas, investir tempo em coisas que nunca conseguia ter tempo para investir. No final do ano passado abri meu estúdio, que era um projeto que eu tinha engavetado há muito tempo e nunca conseguia por a energia correta nisso. A minha carreira solo ter nascido agora é um pouco consequência desse confinamento, de pensar em mim como artista, de revisitar repertório e sentar para compor coisas para mim. É muito ruim que passamos por isso, o tanto de pessoas que morreram foi um horror, mas acho que consegui fazer algumas pequenas limonadas desses super limões que tivemos que engolir nos últimos meses.

Como você vê a reação do público a essa sua nova fase? Foi possível perceber se os fãs são os mesmos dos seus projetos anteriores ou sente que está alcançando um público totalmente diferente do que te acompanhou durante anos?
Pe Lu: Nessas duas semanas desde o lançamento, foram dias muito especiais porque recebi um carinho muito único. Tive a oportunidade de ver gente que está comigo desde o Restart aparecendo novamente na internet, mandando mensagens muito calorosas e sensíveis, como “Amei isso”, “Isso aqui me tocou”, “Essa música me abraçou, foi muito especial”. Até fiz um post falando sobre isso no Instagram. Recebi mensagens de pessoas e isso vale muito nessa época em que vivemos à base de algoritmos e de falsos likes, nessa busca constante pelo engajamento. Me senti muito especial mesmo, muito acarinhado. Acho que muita gente está comigo a muito tempo, desde lá de trás e sinto que pessoas novas estão chegando também e vão descobrir um Pe Lu que talvez não imaginem.

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Agora, vamos à pergunta que todos os fãs estão loucos para saber. O que vem por aí? Você está trabalhando em outras músicas, um EP ou quem sabe um álbum completo?
Pe Lu: Farei um lançamento por mês. Em outubro sai outra música, no dia 15, em novembro terá outra música, mas ainda não tenho a data exata, e em dezembro mais uma. Tudo indica que no final de janeiro eu venho com um EP. Para esse ano, teremos vários singles e quem sabe no ano que vem começamos com um EP e talvez no meio do ano um CD, veremos. Esse planejamento ainda não está muito claro, mas o que posso garantir é que vai ter muito material novo daqui para frente.

Ainda não é o caso do Brasil, mas em alguns países os shows já estão retornando. Você pretende levar esse projeto aos palcos e fazer uma turnê pelo país?
Pe Lu: Sendo bem honesto, agora estou muito focado em achar a minha sonoridade, em mostrar para o mundo esse meu outro lado, em descobrir na verdade mais profundamente esse meu outro lado, essa minha relação com esse tipo de música, com essas influências que eu nunca tinha usado tão diretamente. Estou bastante dentro do estúdio experimentando coisas. Obviamente, tenho vontade de fazer shows, mas com certeza é um projeto para o ano que vem e vamos ver de acordo como forem os lançamentos. Isso não é uma urgência minha agora, estou realmente aproveitando o momento online e dentro do estúdio fazendo música.

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Para finalizar, gostaria de deixar um recado para os leitores do Nação da Música?
Pe Lu: Primeiro, queria agradecer pelo espaço, por me ouvirem e por divulgarem meu trabalho, isso é muito importante nesse momento. E mandar um abraço para todos os leitores da Nação da Música. Se você ainda não me segue, não conhece meu trabalho, gostaria de te fazer um convite para você conhecer. Tem clipe, vídeos no meu canal do YouTube, “Transbordar” no Spotify e dia 15 de outubro tem música nova. É isso aí, me segue nas redes e espero que possamos nos conectar através da música!

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Apaixonada por música, sempre com o fone de ouvido e procurando algum show para ir.