Entrevistamos Valley sobre novo single “hiccup” e referências musicais

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valley
Foto: Divulgação
@nacaodamusica

A banda canadense Valley acaba de lançar a nova música “hiccup”, que vem acompanhada de videoclipe e foi co-escrita por Lowell. O single sucede o álbum “MAYBE”, que foi liberado no ano passado.

A Nação da Música teve a oportunidade de conversar com o vocalista Rob Laska e a baterista Karah McGillivray sobre o processo criativo da nova canção, a inspiração durante a pandemia e também sobre os próximos projetos da banda.

Entrevista por Marina Moia.

—————————————– Leia a íntegra:
Olá, pessoal! Obrigada por falar com a Nação da Música. O mais novo lançamento da banda é a música “hiccup”, que já tem um videoclipe e foi co-escrita por Lowell. Podem nos contar mais sobre o processo criativo dessa canção?
Valley: A música surgiu muito rápido com Lowell no local; ela é uma compositora muito intuitiva e estávamos empolgados demais para trabalhar com ela.

Nós ficamos falando sobre a vida (as primeiras horas de sessões de escrita são como terapia) e percebemos bem rapidamente que iríamos escrever uma música de término – mas queríamos introduzir de uma maneira que não incluísse a palavra “término” ou “magoado”, etc. Essas espécies de palavras gatilho que às vezes soam brega? Então surgiu a palavra “hiccup” (soluço, em português)!

Um soluço ou soluços no contexto da música são como pequenas mensagens enviadas ao cérebro cheias de memórias, fotos, locações, cidades, todas as extensões daquela pessoa e do tempo que você passou com ela.

A primeira demo da música teve muitas mudanças nas letras que decidimos que talvez fosse confuso ao ouvinte, então passamos algumas horas ajeitando essas palavras até um pouco que a pessoa pudesse ouvir uma vez e se lembrar do gancho. Nós gostamos da ideia de terminar a música com o refrão no estilo Sum 41 e na verdade usamos o refrão original do primeiro dia para terminar a faixa: “We hit a roadblock and a hiccup you went on with your life, you never listen, we really f***** up this time”.

Durante esses tempos de covid-19 e vivendo em quarentena parte do ano, vocês sentiram que a criatividade foi afetada, seja numa maneira positiva ou negativa?
Valley: Nós definitivamente precisamos de um segundo para decidir como operar durante essas mudanças drásticas que estão acontecendo no mundo e nas nossas vidas pessoais. Acho que nós aprendemos a adaptar a narrativa da banda ao clima político e à realidade que nós não poderemos entrar em turnê por um tempo, o que é obviamente uma grande parte do que fazemos!

Fomos capazes de continuar estimulados criativamente nos últimos meses produzindo algumas músicas que iremos lançar em breve e escrevendo novas com alguns dos nossos colaboradores mais próximos.

O álbum mais recente foi lançado no ano passado e vocês já estão lançando novos singles, isso é ótimo! Podemos esperar um novo disco ou EP no futuro próximo? O que podemos nos contar sobre isso?
Valley: Não posso dizer quando, mas você definitivamente pode esperar novas músicas muito em breve. Nós temos uma pasta no Dropbox cheias de demos que um dia verão a luz do dia.

Para quem ainda está conhecendo a Valley, como vocês descreveriam o som da banda? Quais são as maiores referências atualmente?
Valley: Eu acho que a banda é muito multidimensional já que nossas influências estão sempre mudando. Agora, estamos todos ouvindo muito Dominic Fike e eu acho que nossa admiração por ele naturalmente se injetou no nosso processo de escrita. Alguns nomes que constantemente nos moldaram do jeito que somos como uma banda foram HAIM, Clairo, Babygirl, Coldplay, Mura Masa, Fleetwood Mac e ABBA. No geral, acho que nosso som pode ser descrito como nostálgico com uma virada moderna.

Tem alguma banda ou artista com quem gostariam de colaborar no futuro? Se sim, quem?
Valley: Eu acho que seria muito legal fazer algo com a Billie Eilish; nós admiramos muito ela e Finneas porque eles desafiaram restrições de gêneros e pavimentaram um caminho para novos artistas fazerem o mesmo e ainda fazerem sucesso na indústria da música pop.]

Vocês foram indicados ao Juno Award 2020! Parabéns! Como vocês se sentiram com isso?
Valley: Nós somos muito gratos por sermos reconhecidos pelo Juno, uma vez que crescemos assistindo às premiações e acompanhando a jornada dos indicados. Ser reconhecido por uma cerimônia de prêmios não é o motivo de fazermos música, mas com certeza é um momento “pare e cheire as rosas” no meio de toda a loucura de tentar uma carreira na indústria do entretenimento.

Vocês recebem muitas mensagens de fãs brasileiros das redes sociais? Possuem planos para se apresentar aqui, quando for possível?
Valley: Considerando que nunca tocamos aí, e nem visitamos em ocasiões pessoais, nós surpreendentemente recebemos muitas mensagens de fãs perguntando quando iremos nos apresentar no Brasil! Nós absolutamente amaríamos ir ao Brasil e tocar em alguns festivais. Desde que nossos fãs aí continuem ouvindo a nossa música, é apenas uma questão de tempo e num mundo sem covid, iremos até o Brasil!

Gostariam de mandar uma mensagem aos fãs brasileiros?
Valley: Obrigado do fundo dos nossos corações por nos permitirem dividir nossa música com vocês. Somos muito gratos por termos fãs a milhares de quilômetros, mas ainda sermos capazes de nos conectarmos com vocês, ouvirmos suas histórias e compartilhar nossas experiências com vocês. Esperamos ver todos vocês num show da Valley em breve!

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