Entrevistamos Alexisonfire sobre Lollapalooza e o novo álbum

Alexisonfire
Foto: Divulgação.

A banda canadense Alexisonfire vem ao Brasil durante o mês de março para se apresentar no Lollapalooza no sábado (26), além de fazer alguns shows em Curitiba (20 e 21), Rio de Janeiro (23) e São Paulo (24). O grupo lançou recentemente o novo single “Sweet Dreams of Otherness” e anunciou seu primeiro álbum de estúdio em 13 anos, intitulado “Otherness”.

Nação da Música teve a oportunidade de conversar com o vocalista George Pettit sobre os novos trabalhos e a expectativa de retornar ao Brasil e aos palcos após tanto tempo.

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Entrevista por Mariana Rossi.
—————————————- Leia a íntegra:
Parabéns pelo novo single “Sweet Dreams of Otherness”, está incrível e eu amei a energia. Poderia nos contar mais sobre o significado por trás da música e por que foi escolhida como o primeiro single desta nova fase?
George Pettit: O Dallas chegou com o título. Ele tinha essa ideia de alteridade e como isso representava o Alexisonfire. Sempre fomos indivíduos muito diferentes, somos meio únicos na forma como abordamos as coisas e também atraímos para os nossos shows pessoas que se sentem diferentes de alguma forma. Elas não estão satisfeitas com o status quo e buscam algo diferente. Essa foi a ideia por volta da música e meio que se tornou uma missão para o álbum todo, foi algo que abraçamos. Como estávamos com essa perspectiva única sobre nossa música e performances, foi como um imã que nos levou para o mesmo lugar que todas essas pessoas que queriam ser distintas. Esta é minha interpretação da faixa, é sobre nos sentirmos diferentes como uma banda e olhar isso como uma força e não fraqueza.

Legal, vocês também gravaram um vídeo com a banda toda tocando a faixa de forma bem energética. A ideia do clipe surgiu devido aos anos longe do palco e à pandemia?
George Pettit: Pois é, acredito que estávamos ainda com algumas restrições quando começamos a gravar o vídeo. Trabalhamos com o diretor Jay Baruchel, um cara muito brilhante. Tínhamos várias ideias diferentes para clipes, que ainda poderão ser feitos. Pensamos em um conceito e tivemos alguns empecilhos. Demoraria mais do que o esperado, por isso decidimos fazer o que consideramos como um vídeo com uma performance estilosa. O Jay não poderia ter feito um trabalho melhor, acho que foi uma ótima forma de mostrar a banda na sua forma atual e me deixou animado em assistir isso. Não acho que estávamos pensando em como as pessoas não estavam tendo acesso à música ao vivo e talvez queriam nos assistir. Acho que foi mais uma forma de mostrar a banda de um jeito legal e interessante e talvez as pessoas assistam isso e queiram nos ver tocando.

Com certeza. Vocês anunciaram o seu primeiro álbum em 13 anos, “Otherness”. Porque sentiram que agora era a hora certa para voltar?
George Pettit: Bem, teve uma pandemia global que nos manteve presos por muito tempo. Uma coisa que foi difícil para nós, com relação a ensaios e nos reunirmos para escrever músicas, é que estávamos sempre na fazendo algo. O Dallas estava em turnê e o Jordan também. Ele se mudou para a costa leste e o Dallas morava em Nashville, estávamos todos longe e era difícil conseguir nos colocar no mesmo lugar. Pulando para 1 ano de pandemia, todos estávamos morando em Ontário (Canadá) e pensamos “Estamos perdendo essa oportunidade. Vamos nos reunir e ver o que podemos fazer”. Na época, não sabíamos que faríamos um disco, estávamos apenas nos divertindo e criando músicas. Não tínhamos certeza se seriam singles ou um novo EP. Quando 8 ou 9 faixas estavam prontas, nós pensamos “acho que isso é um cd”. Reservamos o estúdio e trabalhamos duro. De alguma forma, a pandemia é responsável pelo novo álbum do Alexisonfire.

Depois de tantos anos, com certeza vocês aprenderam novos artifícios musicais. Então, como esse álbum é diferente dos anteriores?
George Pettit: Você está certa sobre termos aprendido artifícios novos, trouxemos várias ferramentas diferentes para o estúdio. O Wade tem trabalhado com o mundo cinemático e fazendo trilhas para jogos, por isso a sua abordagem e forma de gravar estão muito diferentes e utilizamos isso no estúdio. Acho que existem vários elementos cinemáticos neste novo disco. Não contratamos um produtor e, de certa forma, o Dallas tomou a frente como o produtor. Ele se deu muito bem, seria um ótimo produtor para o disco de qualquer banda, mas temos sorte que toca na nossa banda. Ele nos animava, dava ideias e perdia sua voz porque falava muito. (risos) Ele era muito expressivo sobre o que acontecia e acabávamos falando sobre tudo. Todos trouxeram algo, eu comecei a cantar e flexibilizamos a habilidade de usar nossas vozes. Apesar de tudo, ainda é um disco do Alexisonfire. Se você ouvir, não fica tão longe do “Old Crows/Young Cardinals” ou “Crisis” que não pareça um álbum do Alexisonfire, mas ao mesmo tempo é bem diferente. Não sei como descrever.

Vocês se apresentarão no Lollapalooza aqui no Brasil, como estão as expectativas? Já tocaram aqui, então com certeza sabem como os fãs brasileiros são animados.
George Pettit: Sim (risos). Faz 10 anos que tocamos no Cine Joia e não estou falando isso porque tocaremos aí e quero que as pessoas venham nos assistir, mas foi o show mais animal que já fiz na minha vida. Estava muito quente e louco. O público estava muito animado e provavelmente está entre os 3 melhores shows da minha vida. Então, as minhas expectativas são por mais disso. Quero fazer isso de novo. Quando estávamos conversando sobre os planos para este ano, nosso agente disse “vamos começar com a América do Sul” e nós concordamos “é uma ótima maneira de voltar”.

Com certeza vocês terão isso, porque os fãs brasileiros são sempre muito animados. Vai ser ótimo!
George Pettit: Muito apaixonados (risos).

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E o que podemos esperar do setlist? Normalmente nos festivais os setlists são mais curtos, mas vocês também farão outros shows.
George Pettit: Acho que as pessoas ficarão felizes. Não vamos tocar muitas coisas novas, serão mais os hits dos outros álbuns, mas ainda tocaremos “Sweet Dreams of Otherness” e outras coisas do tipo. Se você possui uma música preferida do Alexisonfire, provavelmente a tocaremos.

Várias bandas legais se apresentarão no festival, você está animado para assistir algum show? Conhece alguma das bandas brasileiras que estarão lá?
George Pettit: Me sinto um pouco por fora, não conheço muitas bandas brasileiras como gostaria. Estou perguntando às pessoas sobre as melhores lojas de discos para me atualizar, tenho vontade de saber o que está acontecendo. Com relação às outras bandas, sei que King Gizzard vai tocar e gostaria de assistir. Estou triste que não nos apresentaremos no mesmo dia que o Turnstile, o álbum novo deles é fenomenal.

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Então você não conseguirá ir ao festival nos outros dias?
George Pettit: Temos que ir para muitos lugares, então acho que não conseguiremos ir em todos os dias do festival. Vamos tocar e logo precisamos viajar para os outros shows.

Muito obrigada por conversar conosco. Gostaria de deixar uma mensagem para os seus fãs brasileiros?
George Pettit: Sim! Por favor, fãs brasileiros, não deixem o tempo transformar vocês em indivíduos normais que não piram durante um show do Alexisonfire. Sejam malucos, porque nós vamos pirar. Quando estamos juntos no palco, é um acordo lindo e mágico entre as pessoas e você pode fazer parte do mesmo acordo. Pode vir e vamos todos pirar juntos. Mal posso esperar, vejo vocês lá!

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Mariana Rossi
Mariana Rossi
Apaixonada por música, sempre com o fone de ouvido e procurando algum show para ir.