Os veteranos da Cadillac Dinossauros lançaram o “Disco Riscado” no primeiro semestre de 2019 e, como primeiro videoclipe, escolheram a faixa “No Porão”, que foi lançado nesta sexta (01). A história ainda vai ganhar continuação com vídeo de “Dionny Dublê”.

A Nação da Música conversou com a banda sobre o processo de criação do videoclipe e do disco, assim como a evolução da banda e sonhos de parceria musical.

Entrevista por Marina Moia.

————————————— Leia a íntegra:
Oi, pessoal! Obrigada por falarem com a Nação da Música! Vocês acabam de lançar o videoclipe de “No Porão”, com roteiro da própria banda e direção do Hugo. Pode nos contar mais sobre o vídeo, as gravações e a parte criativa do processo?
Hugo: O clipe foi inspirado em alguns vídeos do Beastie Boys. Adoramos a pegada do humor absurdo que eles têm, achamos que tem tudo a ver com a gente. Vamos lançar uma sequência de três vídeos. No clipe de “No Porão” estamos fugindo de um manicômio e sendo salvo pelo Dionny Dublê. 

Depois que concluímos o storyboard partimos para parte de organização. As gravações foram divertidas, assim como o clipe também é. Conseguimos o resultado de humor com a mensagem que a música passa. Processo criativo nasce depois de muita pesquisa, as ideias começam aparecer daí é só pôr no papel. 

E o vídeo terá uma sequência com o clipe de “Dionny Dublê”, certo? Vocês gravaram tudo junto? O que podemos esperar dessa continuação?
Hugo: Ainda não foi gravado, mas podemos dizer que a perseguição continua. Dionne está disposto a nos salvar do médico e dos enfermeiros de qualquer maneira. Podem esperar um clipe na mesma pegada divertida.

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“No Porão” vem do “Disco Riscado”, lançado ainda em 2019. Como foi o processo de produção e criação deste trabalho?
David: Foi realmente um processo, no sentido literal da palavra. Tudo começou com a composição das músicas, que são junções de ideias, riffs e frases dos três integrantes. Foi um processo bem democrático onde as ideias foram acolhidas e a música foi sendo construída e sentida pelos três e então, as letras foram chegando, acho que todas depois da música já feita, e algumas vezes precisando de mudanças métricas e fonéticas para encaixar. 

Uma coisa de que estávamos bem consciente era de deixar o disco mais acelerado, mais “pra frente” do que o anterior, todos sentimos essa necessidade. Em relação à sonoridade, escolhemos um timbre mais “seco”, sem molhar muito de reverb, guitarras com drives leves, muita presença de baixo e bateria e voz sem muitos efeitos. Algo mais cru. Mais direto. Tudo isso foi assimilado pelo engenheiro de som Paulo Bueno do estúdio Click em Curitiba e o resultado é o “Disco Riscado”.

Já é o quinto álbum da carreira da Cadillac Dinossauros. O que mais mudou desde o começo na banda, no sentido de criação e modo que vocês enxergam a música? E o que continua igual?
David: Depois de 13 anos e 5 discos a gente acaba se conhecendo muito bem e, apesar do Billy estar com a gente a menos tempo, o sentimento é o mesmo. Durante esse tempo a gente aprendeu a se respeitar mais, se ouvir mais, deixar os egos de lado e ter a consciência de que a música é quem manda, consciência de que cada um tem algo a agregar numa composição, num clipe, num disco, etc. E também que cada um tem algo a aprender e a ensinar.

Acho que somos muito sinceros uns com os outros e temos uma amizade foda, isso nos torna mais cúmplices e acaba se refletindo na música. Esse amadurecimento profissional acho que foi o que mais se desenvolveu. Agora, acho que o que nunca vai mudar são as risadas. Já rimos muito juntos e existem momentos em que essa diversão vai à exaustão, como velhos amigos que somos. Os caras são muito engraçados e a despeito de qualquer crise, a gente sempre tem momentos de diversão pura. É um barato!

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No dia 22 de novembro, vai rolar o show de apresentação do disco em São Paulo. Como estão as expectativas pra esse dia?
Billy: Não tem um dia se quer que não pensamos nesse show, com certeza será mais um divisor de águas em nossa carreira! Já tivemos outros shows em São Paulo, mas esse vem coroar o melhor momento da banda. A gente está se surpreendendo cada vez mais com a recepção do público para esse show, então mal vemos a hora de ver a reação dos paulistas ao viver essa experiência, pois é assim que tratamos nosso show, uma experiência, não apenas entretenimento, mas conteúdo e encorajamento para encarar a vida, que não é mole bicho! [risos]

Aliás, vocês estão com a Tour Arrisque pelo Brasil! Como tem sido os shows? Se alguém nunca foi num show da Cadillac Dinossauros e está indo pela primeira vez, o que ela pode esperar?
Billy: Os shows tem sido uma verdadeira troca de múltiplas energias. Em uma sinergia inexplicável temos nos conectado com aqueles que já conhecem, e os que não conhecem no mínimo deixar com uma pulga atrás da orelha a gente deixa – ” quem são esses caras?”. Pois algo que a gente escuta muito é que as pessoas saem em êxtase do show, de alma lavada de uma boa música rockeira nacional.

O que as pessoas podem esperar é desconstrução total, pois mais rock que nossa música é a nossa atitude, com certeza somos além do que é convencional a uma banda de rock. Nossa performance é além do que só tocar nossas músicas, cada um em seu instrumento. Eu sou suspeito, mas gostaria de ser espectador desse show [risos]

Com quem vocês gostariam de se apresentar ao vivo e/ou gravar uma música algum dia?
Hugo: Ah tem vários. Jorge Du Peixe, Nação Zumbi, Ariel do Invasores de Cérebro…Tem um lista enorme.

Gostariam de deixar um recado aos leitores da Nação da Música?
Cadillac Dinossauros: Continuem lendo, ouvindo e se informando sobre música, essa arte tem um grande poder de transformação. Gratos demais pelo Nação da Música ter aberto esse espaço pra nós, queremos muito que as pessoas aqui se identifiquem com a gente e com o nosso som, pois a gente ama o que faz e queremos que isso atinja seu coração!

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