Foto: Julia Rodrigues

Direto de Juazeiro, na Bahia, Josyara chegou com tudo com o disco “Mansa Fúria” no ano passado. O trabalho na verdade é o segundo álbum da carreira dela, mas possui um gostinho de estreia para a cantora, com amadurecimento como pessoa e como artista.

A Nação da Música conversou com Josyara sobre a produção do disco, as colaborações que ela sonha em realizar e também sobre o show na SIM SP em dezembro.

Entrevista por Marina Moia.

———————————— Leia a íntegra:
Oi, Josyara! Como você está? Obrigada por falar com a Nação da Música! Em dezembro, você vai participar da Semana Internacional de Música de São Paulo. Como é estar entre os nomes que vão se apresentar na SIM SP? O que está preparando para o seu showcase?
Josyara: Olá! Prazer igual! Pra mim é super interessante participar da SIM com o showcase pois acho um espaço importante de visibilidade.

Vou apresentar o disco inteiro e o desafio será passar para o público toda a sonoridade nesse curto tempo de apresentação. Como condensar o trabalho sem deixar de lado aquela música ou outra? Vou adorar experimentar novos jeitos

Ano passado foi o lançamento de “Mansa Fúria”, este ano foi repleto de shows… Como tem sido colher os frutos desde a divulgação deste trabalho?
Josyara: Tem sido de extrema alegria o contato com os públicos diversos. Perceber que em cada cidade nova tem uma galera que já conhece e curte. Legal sentir o som chegando nas pessoas

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Sinto que “Mansa Fúria” tem um sabor de estreia, apesar de ser o segundo na discografia, certo? O que você sente que mais mudou em você ao fazer este álbum, em relação ao primeiro?
Josyara: Sem dúvida amadurecimento como pessoa e artista nas decisões, nas canções e comprometimento com meu instrumento, que é o violão.

A mudança da Bahia para São Paulo foi decisiva? Como ela te influenciou na sua composição?
Josyara: Sim, muito. A distância nos deixa com a vontade de voltar, mas sempre há uma força maior nos fazendo expandir. Às vezes pra longe, um tanto pra dentro: respiração.

E a inspiração aparece aí com a saudade, as memórias, o agora e como pode ser o futuro. só se mexe caminhando/deslizando. qualquer tipo de movimento é gostoso e desafiador para mente.

Pode nos contar sobre o processo de produção, com Junix 11, e direção artística de “Mansa Fúria”?
Josyara: Quando Junix topou a produção musical gravamos as guias de voz e violão pra que ele pudesse ter esse espaço de colocar suas ideias. Ele me mandava alguma coisa, eu gostava e falava outra coisa que pudesse somar. Se deu com muito diálogo e whatsapp [risos]. Gravamos em Salvador e foi especial demais registrar tudo isso lá.  Acho que fizemos um belo trabalho juntos. 

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A direção artística se deu também pelo violão. Ele foi o centro da canção e de toda criação estética visual, a ordem das músicas, como conduzir os shows… E algumas coisas vieram com sonhos que tive. A capa, por exemplo foi um deles.

Para quem está conhecendo o som de Josyara, como você explicaria sua arte, suas composições? Quais são suas maiores influências atualmente?
Josyara: Acho que tudo que crio passeia pelo invisível das sensações e na simplicidade de ser. Preciso ver, cheirar, comer, chorar, ou seja, estar vivendo. Tipo, comer meu acarajé de boa e de repente aquele sabor me leva alguma melodia ou jeitos de cantar algo que gosto.

Apesar de ser cancioneira, tenho me interessado muito por sons instrumentais como Rosinha de Valença, Moacir Santos, Mulatu Astatke, Joe Pass, KOKOROKO, Orquestra Rumpilezz, ifáafrobeat, … tenho escutado esses sons nesses últimos dias.

Gostaria de fazer colaboração com algum artista e/ou banda? Quem?
Josyara: Sim, muitos!  Penso as vezes que daria match com a cabo-verdiana Mayra Andrade. Adoro o trabalho dela e a sua voz de timbre único. Incrível! E adoraria também criar com Gilberto Gil. As vezes sonho grande [risos]

Quais são os planos para 2020? Podemos esperar novas músicas, novo disco?
Josyara: Estou muito animada de botar no mundo coisas novas. Tenho várias ideias, não paro nunca [risos]. Possivelmente um disco ou EP virá. Tomara!

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Gostaria de deixar um recado aos leitores da Nação da Música?
Josyara: Queria deixar aqui meu desejo de que as coisas ruins passem ligeiro e que ensine a gente a nunca mais retroceder.

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