Foto: Divulgação

Em outubro, a cantora britânica Lucy Rose voltará ao Brasil para novos shows no país, em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Esta é a terceira vez dela por aqui e a turnê da vez é do novo disco “No Words Left”.

O trabalho é o quarto da carreira da inglesa e foi lançado em março deste ano, com produção assinada por Tim Bidwell. A Nação da Música conversou com Lucy Rose sobre o álbum novo e a turnê pelo Brasil.

Entrevista por Marina Moia.

———————————– Leia a íntegra:
Você trabalhou novamente com seu amigo Tim Bidwell em “No Words Left”. Como funciona a dinâmica entre vocês no estúdio?
Lucy: Não tem pressão envolvida, principalmente quando você trabalha com alguém que você conhece muito bem e com quem consegue ser bem aberta. Acho que a dinâmica foi que nenhum de nós tinha medo de errar. Nós tentávamos e mudávamos até ficar bom e isso que era importante. Fazer esse disco foi empolgante porque conseguimos ser bem experimentais no estúdio.

Quais as suas músicas favoritas do novo disco para cantar ao vivo?
Lucy: Nossa… eu realmente amo todas. Mas eu sempre gosto muito de cantar “Solo(w)”. É uma música bem pessoal, que me lembra de casa, e é uma daquelas que mexe comigo. Tem outras que eu também amo cantar ao vivo, como “Conversation” e eu me sinto muito empoderada quando apresento “Treat Me Like A Woman”. Todas elas me dão sentimentos diferentes, então gosto muito.

Eu amo a faixa “Treat Me Like a Woman” e acho que muitas mulheres com certeza se identificam com ela. O que levou você a escrever essa música?
Lucy: Foi simplesmente um daqueles dias… Sinto que era algo que estava crescendo dentro de mim, por ser tratada de maneira diferente [dos homens] sempre, em praticamente todas as interações que tenho na vida. As pessoas te tratam diferente por conta do seu gênero. Em certo momento, eu até cheguei a pensar que era assim mesmo que o mundo funcionava, que simplesmente temos que saber lidar com isso e seguir em frente. Mas isso é muito ruim, não deve ser assim! 

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Então num dia, eu me senti bem prejudicada e irritada com o fato de ser tratada diferente simplesmente por ser mulher. Eu até comentei com os caras da banda e eles falaram que eu não deveria me preocupar com isso, que eu era melhor do que essas situações, mas isso realmente me irritou. Às vezes a gente não percebe o quanto isso é importante. A música “saiu de mim” num momento antes de um show, num momento que eu realmente precisava escrever sobre isso. Sinto que ao cantar sobre isso, as pessoas começaram a entender melhor o problema. 

Você possui uma ligação bem próxima com os fãs brasileiros, principalmente desde sua última turnê por aqui. Foi bem especial e contou com a ajuda deles para marcar e agendar os shows. Como foi a experiência pra você? Faria de novo?
Lucy: Definitivamente o que mais me cativou e fez com que eu me apaixonasse pelo país foram as pessoas do Brasil. É tão rico culturalmente e quero marcar de passar férias por aí em algum momento porque eu amo o Brasil! E eu conheci muitas pessoas incríveis. 

Se eu faria de novo? É uma pergunta bem interessante porque foi realmente uma experiência maravilhosa e é natural pensar “por que não?”. Mas não sei se quero sempre depender dos sofás das pessoas e pedir tantos favores aos meus fãs.

Quero construir e montar algo que meus fãs possam aproveitar e a gente possa curtir junto.

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O que os fãs brasileiros podem esperar dos shows em outubro?
Lucy: Estou fazendo tudo que posso para que os shows sejam muito especiais e desta vez vou levar mais músicos, uma equipe maior, também. Eu espero que seja legal para todos!

Gostaria de mandar um recado a eles?
Lucy: Sim! Estou muito animada para vê-los novamente. Sério, de verdade. Fico com um sorriso no rosto só de pensar que vou voltar. Mal posso esperar para nos reencontrarmos. É isso, estou muito feliz.

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