Entrevistamos Matheus Who sobre EP solo “Hello, I Love You”

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Foto: Divulgação

No final de março, Matheus Who lançou o seu primeiro EP solo, intitulado “Hello, I Love You”. O músico, conhecido também por ser vocalista da banda Carmen, explorou o gênero bedroom pop neste trabalho, indo além do indie rock.

A Nação da Música conversou com Matheus sobre o processo criativo do trabalho, o significado de bedroom pop e também sobre as parcerias que ele gostaria de fazer no futuro.

Entrevista por Marina Moia.

——————————————- Leia a íntegra:
Oi, Matheus! Obrigada por falar com a Nação da Música. O seu EP de estreia “Hello, I Love You” foi lançado há pouco tempo, depois de você ter divulgado diversos singles. Qual a sensação de colocar esse trabalho completo no mundo?
Matheus:Oi gente! Eu que agradeço pelo convite! Certamente é uma sensação muito estranha porque eu fazia mais de um ano que eu vinha trabalhando nesse EP, então para mim essas músicas não eram novidade. Foi estranho ver pessoas ouvindo músicas pela primeira vez que eu já ouvia todos os dias. Eu fico feliz em soltar porque de longe foi o projeto que eu trabalhei por mais tempo produzindo, criando e testando coisas novas.

Além de compor todas as faixas, você também as produziu. Como é o seu processo criativo?
Matheus: Eu sempre começo escrevendo a música primeiro e gosto de concluir a letra 100% antes de começar a gravar qualquer coisa. Claro que há algumas exceções quando é só um verso faltando ou algo do tipo, mas geralmente eu gosto de fechar a letra primeiro. Eu tento buscar referências em tudo que eu gosto de ouvir, seja Rap, Hip Hop, Indie ou Bedroom Pop. Depois de ter uma ideia básica de como vai ser a gravação e a produção da música, eu começo a gravar as guias no meu quarto e fico às vezes umas 6~7 horas diretas na frente do computador só no brainstorm de como deixar a música que estou fazendo, o melhor que eu posso fazer nesse momento.

Eu estou gostando muito de experimentar coisas que eu nunca tentei, sejam efeitos, instrumentos, timbres… e acho que está funcionando bem, eu estou firmando meu som enquanto eu não faço o “mais-do-mesmo” toda vez. Sabe?

“Bedroom Pop” é um termo, um gênero, muito novo ainda e você classifica a sua música desta maneira. Além de, claro, querer dizer que faz as músicas no quarto, o que mais você diria sobre esse gênero? O que mais o classifica?
Matheus: Acho que a simplicidade e a criatividade são as coisas mais importantes desse gênero. Tem vezes que é preciso literalmente tirar leite de pedra pra executar uma ideia que você tem e muitas vezes num quarto de um músico independente não seria possível, mas a criatividade ajuda muito nesses momentos. Eu também não sei definir muito bem o gênero, acho que quem popularizou foi a cantora Clairo e como a minha estética é bem parecida com a dela, muita gente compara nós dois muitas vezes. 

Você escolheu compor as músicas em inglês, desde a banda Carmen. Foi uma escolha racional ou as letras fluem melhor desta maneira? Como funciona pra você?
Matheus: Eu cresci ouvindo Pink Floyd e Beatles por influência do meu pai, eu lembro de ser bem pequeno e saber cantar algumas músicas do álbum “The Wall” do Pink Floyd de tanto que tocava pela casa. Por mais doido que possa parecer, eu me sinto mais confortável escrevendo em inglês. Já tentei escrever em português, mas nunca gostei tanto a ponto de querer soltar essas composições. Eu levo muito em conta em lançar coisas que eu realmente gosto. Acho que um dia (talvez não tão distante) eu comece a lançar coisas em português mas não quero me forçar a nada, quero que essa transição aconteça naturalmente.

Existe algum artista ou banda com quem você gostaria de fazer uma parceria no futuro?
Matheus: Eu queria muito fazer algo com o Tyler, The Creator um dia, mas é praticamente impossível, quem sabe um dia? Clairo, Boy Pablo… os grandes do bedroom pop que já são conhecidos, eu toparia tudo.

Da galera nacional eu queria muito colaborar com a Vivian Kuczynski ou o Terno Rei, acho que nossos sons casam muito.

Não posso deixar de perguntar sobre a banda Carmen. Sei que agora o foco está no seu EP solo, mas vocês pretendem voltar às atividades no futuro? Talvez um novo disco?
Matheus: Com certeza, não sabemos quando ainda, mas a gente já se reencontrou nas últimas semanas, começamos a trabalhar em algumas coisas… mas também não queremos apressar, então não sabemos se sai algo até 2021, mas disso não passa! Eu quero muito divulgar esse EP o máximo que eu conseguir, planejo fazer uma tour bem grande no final do ano indo pra lugares do Brasil que eu nunca fui e fazer o máximo de pessoas que eu conseguir saber quem é o Matheus Who e que ele existe e que ele tem voz [risos].

Gostaria de mandar um recado aos leitores da Nação da Música?
Matheus: Fiquem em casa nos tempos de pandemia em que vivemos, só saia se for extremamente necessário. Stream “Hello, I Love U” disponível em todas as plataformas digitais. Divulga pro seus amigos, pros seus parentes, pros seus bichos… Turnê em breve, clipes em breve e é isso, um abraço pra todo mundo!

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