Entrevistamos Vitor Kley sobre a música nova “O Amor Machuca Demais”

Foto por: César Ovalle
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O cantor Vitor Kley lançou nesta quarta-feira (10), sua música nova “O Amor Machuca Demais” com um videoclipe cheio de participações especiais. A cena do rock nacional marcou presença e Di Ferrero (NX Zero), Daniel Weksler (NX Zero), Lucas Silveira (Fresno), entre outros, deixaram o clipe especial.

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O Nação da Música conversou com o cantor durante uma entrevista exclusiva sobre o lançamento e a inspiração para a música. Além disso, também falamos um pouco sobre a participação no Show dos Famosos e seu projeto infantil “Turma do Menino Sol”.

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Entrevista por Mariana Rossi.
————————————— Leia a íntegra:
Bom, primeiro gostaria de parabenizar pela música nova “O Amor Machuca Demais” e o clipe que ficaram ótimos!
Vitor Kley: Pô valeu, Mari!

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A letra fala sobre sofrimento por amor e dor. Você poderia contar um pouco sobre como surgiu a ideia da música e o que ela significa para você?
Vitor Kley: Puts Mari, na verdade eu sempre fui um cara que falava do amor de uma forma positiva e “O Amor Machuca Demais” é um outro lado do amor, uma coisa pela qual todo mundo passa, né? Se eu te perguntar agora: você já sofreu por amor?

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Já (risos).
Vitor Kley: Pois é (risos), todo mundo passa por isso. Então resolvi falar sobre o assunto. Meu irmão passou por isso em um relacionamento e eu estava perto, e também tem o meu relacionamento à distância que não é fácil. O amor machuca e eu queria compartilhar isso. Eu nunca tinha falar disso dessa forma, da dificuldade mesmo e então resolvi escrever “O Amor Machuca Demais”. Logo comecei com o riff da guitarra e escrevi aqui mesmo onde estou falando com você. Ela começou a pegar forma e o tema é sem fim porque a gente vai lá, se ferra por amor, depois em outra relação se ferra de novo e continua, sabe? Parece que a gente é bobo! Mas ficou muito legal e o ponto principal que eu penso é que eu falei de algo que nunca tinha falado antes. É legal falar da parte boa, mas o amor também machuca. É uma realidade e trazer esse contraste foi muito bom.

É possível notar um toque mais roqueiro nessa música. Era uma vontade que você tinha de explorar essa sonoridade ou aconteceu de forma natural?
Vitor Kley: Na verdade, é uma coisa natural minha quando pego a guitarra sair um som assim. Eu cresci ouvindo isso, meu pai e minha mãe gostam muito de rock. Eu e meu irmão compartilhamos muito isso, íamos comprar os álbuns, discos/CDs na época (risos), e escutávamos juntos. Então, eu estava inserido muito nessa cena. Até, uma coisa engraçada que gosto de contar, é que quando eu jogava Tony Hawk no videogame, tinha Raise Against the Machine, AC/DC… Tinha “TNT” (tocando guitarra imaginária e cantarolando) e eu deixava o jogo pausado para ficar só ouvindo a música. Então, isso estava guardado fazia muito tempo e eu acho que a minha carreira foi desenvolvendo e as coisas foram acontecendo. Tanto que chega o dia de hoje e eu posso parar, olhar para dentro e falar com o Rick (Bonadio, produtor musical), e ele me dizer “Pô, isso tá muito bom”. Este é um movimento que está voltando, a Fresno lançou um álbum agora, o Di (Ferrero) soltou um som muito legal, então não é uma viagem da minha cabeça (risos).

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Verdade, agora está voltando esse movimento, parece que tinha dado uma acalmada.
Vitor Kley: Sim, e eu acho que faz muito sentido esse retorno. O meu movimento, que é mais essa parada de violão e não tem muito rótulo, surgiu e outras pessoas vão surgindo. É uma coisa natural e acredito que é o que vai acontecer agora com esse pessoal mais do rock.

Sim, e aproveitando isso, o “O Amor Machuca Demais” ganhou um clipe muito legal com participações especiais dessas suas influências musicais. Foi gravado como se fosse em uma escola, foi você quem teve essa ideia?
Vitor Kley: Na verdade foi assim, eu tive uma ideia muito megalomaníaca, mas que já contava com a presença desses integrantes, o Lucas, o Di, a Marimoon… E as pessoas falaram “Cara, essa ideia está muito doida, podemos reduzir um pouco?”. Primeiramente, eu fiquei meio triste, mas o meu diretor, que trabalha sempre comigo e é meu irmão da vida, o Henrique Bolívia da Sette Filmes, tinha uma ideia para a música “A Bolha” que era eu dando uma aula para crianças que queriam ser roqueiras. Então, decidimos unir essas ideias e trazer esse pessoal para dar aula de como é a questão de “O Amor Machuca Demais”, porque eles sabem muito bem como é isso. E para os alunos eu chamei pessoas que eu sei que também têm essas influências: Hotelo, Gabriel Elias, Day Gonti, e por aí vai. Realmente vivemos o momento, não era apenas “vamos gravar um clipe”, todos estavam muito felizes. Uma coisa engraçada é que cada um gravou sua cena e poderia ir embora, mas ninguém foi, todos queriam ficar ali batendo papo. Até porque, não eram apenas as pessoas que apareciam no clipe que eram desse movimento. Nós chamamos o Cesinha (César Ovalle), que foi fotógrafo do NX Zero, para fazer as fotos da divulgação também, realmente queríamos resgatar o pessoal dessa época.

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Nossa, muito legal juntar toda essa galera! Agora, a pergunta que acredito que todos os fãs estão curiosos para saber, depois de single e clipe novo, vem CD por aí?
Vitor Kley: Então, Mari, já temos 4 músicas gravadas além de “O Amor Machuca Demais”. Ainda vamos pensar se vai sair um EP ou álbum mais para frente. As músicas abordam um tema diferente e já vai dar 1, quase 2, anos de pandemia e então temos que correr e fazer mais músicas.

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E como foi para você trabalhar durante o período difícil que o mundo está passando, isso influenciou de alguma forma nas suas composições?
Vitor Kley: Influenciou muito! Se não tivesse a pandemia eu acho que eu não teria escrito “O Amor Machuca Demais” e outras coisas que eu fiz. São canções que realmente surgiram sobre temas que eu nunca falei e acho que a pandemia influenciou nisso, em falar sobre os altos e baixos. Em tempos normais, eu estaria no show. Não exatamente no piloto automático, porque sempre curto a caminhada, mas estaria nesse flow e talvez naquela coisa de sempre. Que não deixa de ser ruim, mas não é tão ousado e diferente como agora que fizemos uma pausa, fechou tudo, ficamos longe de pessoas amadas e nos fez pensar em várias coisas. Eu acho importante fazer coisas diferentes, falar sobre as nossas fases e ser livre para botar isso para fora.

Acaba que os fãs todos se identificam com isso, porque todos passamos por esses momentos difíceis, né?
Vitor Kley: Sim, exatamente isso! Se comunicar sobre uma outra parada. Sempre ficamos naquele canto e agora vamos para esse canto, que todos temos também.

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Legal, e você está pensando em retornar logo aos palcos? Como estão as expectativas e os ensaios?
Vitor Kley: Sim, já começamos a ensaiar o show novo, que também terá “O Amor Machuca Demais”. A música saiu dia 10 e temos show já dia 13, então tocaremos ela pela primeira vez e vai ser muito louco! Estou realmente muito ansioso, nós ensaiamos e está maravilhoso. Conseguimos englobar tudo, uma parte mais técnica, com “A Bolha” e as músicas novas. É muito da hora porque acho que conseguiremos entregar uma coisa muito legal e muito fiel para quem é fã mesmo. E o show, pô, é difícil falar, mas estamos fazendo tipo um espetáculo mesmo, mostrar todas as minhas versões e ao mesmo tempo uma coisa muito musical, bem legal. Até fiquei surpreso com os meninos da banda porque voltamos com uma sintonia melhor do que quando estávamos tocando direto, sabe? Parece que a saudade ajudou (risos).

Parece que todo mundo está nessa vibe de “Quero ir” e “Quero participar”, não é?
Vitor Kley: Exatamente, a galera está com muito sangue no olho! Tem que até cuidar para não se emocionar demais e tal, extrapolar (risos).

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Eu vi que você compartilhou um vídeo com bastidores dos ensaios. Eu, como fã, adoro ver essas coisas e saber o que acontece fora do palco. Mas para você, como artista, quão importante é dividir isso com os fãs?
Vitor Kley: Eu gosto de mostrar isso porque as pessoas não imaginam o trabalho que é, do estudo conceitual e do porquê das coisas. Então, eu faço questão de mostrar isso para eles verem como é o processo, para ver que as coisas saem da nossa cabeça, que estamos vivendo aquilo ali e que tem uma equipe inteira por trás. Eu acho muito legal isso. Lembro que eu assistia “Rock Estrada”, tinha umas bandas que iam para os rolês de carro com tudo dentro, instrumentos e equipamentos. Eu achava muito massa eles mostrarem isso e nós pensamos “Pô, vamos mostrar para o mundo como é nosso rolê também”. A gente tem vídeos desde os shows que eram mais de boa até depois de “O Sol”. Nós sempre gostamos de registrar tudo porque tudo é história e tudo é inspiração para quem está começando.

Muito legal mesmo! Você possui também um enorme grupo de fãs que te acompanha sempre. Nós conversamos com o pessoal da Central Vitor Kley e eles gostariam de saber um pouco mais sobre a sua participação no Show dos Famosos. Como tem sido essa experiência para você?
Vitor Kley: Pô, um beijão para a galera da Central, sempre muito presente! O Show dos Famosos está sendo uma coisa muito desafiadora para mim, nunca me imaginei fazendo isso. Mas pensei “Beleza, vamos lá!”. Estou me conhecendo em outras paradas, aprendendo outras coisas que eu nunca faria e estou muito feliz com o resultado! Eu realmente não sabia como me sairia e para mim isto já está valendo muito a pena. Se acabasse hoje, eu já estaria realizado porque eu sei que fiz bem para as pessoas, diverti elas. O lance da Pitty foi muito foda, a galera se identificou muito e ela até respondeu. O Bell Marques também me respondeu e o lance do Justin Bieber foi muito diferente, porque eu não sei dançar e tive que aprender na marra. A galera da equipe do programa também é muito legal e essa questão da caracterização, que até aparece agora em “O Amor Machuca Demais”, na parte em que parece que levou uma surra do amor. Talvez isso tenha surgido daí. Assim, é muito legal e bem trabalhaso, mas está sendo divertido!

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Realmente, você está arrasando, parabéns! Agora, você fez artistas bem diferentes uns dos outros, como Pitty e Justin Bieber. Qual foi o mais difícil de fazer, tanto na voz como na interpretação no palco?
Vitor Kley: Valeu demais! Na voz, o da Pitty era bem agudo e o Bell Marques também foi difícil. O Justin Bieber foi mais pela questão da dança mesmo, tinha que fazer coisas sincronizadas, tinha marcação de palco e ao mesmo tempo precisava cantar e segurar o fôlego. Foi bem difícil mesmo. Mas, eu acho que o mais trabalhoso foi a Pitty mesmo. Eram dois looks porque fiz ela como no clipe de “Admirável Chip Novo”, primeiro de anos 60/70 e depois mais rock’n’roll. Então, eram 2 roupas, dois gestuais, tudo muito diferente. Mas rolou e acho que foi o que a galera mais curtiu!

Legal! Também gostaria de falar um pouco do projeto infantil “Turma do Menino Sol” que você lançou este ano. Uma das suas principais inspirações foi a Eva, a filha do produtor Rick Bonadio, certo? Como foi a experiência de fazer um projeto para esse público, foi um desafio?
Vitor Kley: Sim, a Eva, minha mana! Sim, é um desafio até hoje. As crianças me adotaram como Menino Sol, elas me veem na rua e falam “Ah o Menino Sol” (risos). Nós já tínhamos vontade de fazer algo para ajudar as crianças, de estar perto e somar na vida delas. Depois, com o nascimento da Eva, nós ficamos mais observadores e sensíveis com relação a elas. Então, tudo que ela ia vivendo nós íamos escrevendo, a hora do soninho, de comer, brincar, com animais… Fomos escrevendo sobre isso e criando os personagens, escrevendo a história e a galerinha está pirando. Muito legal que os pais me falam direto: “Caraca, meu filho está viciado na Turma do Menino Sol!”. É uma coisa muito especial mesmo.

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Até o momento já foram lançados 2 volumes e o terceiro deve sair em dezembro. Você pretende dar continuidade com o projeto no ano que vem?
Vitor Kley: Nós queremos dar continuidade para o resto da vida, até porque tem infinitos temas para abordar. Cada vez que surgir uma ideia, eu e o Rick vamos escrever, gravar e fazer acontecer. A ideia agora é ajudar as instituições, fazer shows e estar presente com as crianças, inclusive com elas indo aos shows. Tem realmente muita coisa para fazer ainda e o legal é que é um projeto paralelo, então posso continuar com as minhas músicas também.

Deve ser muito bom mesmo receber esse carinho das crianças, é uma coisa muito sincera! Queria falar um pouco também sobre os covers que você publicou em seu Instagram. Você fez de bandas nacionais e internacionais, qual foi o seu preferido e teve algum significado especial para alguma das escolhas?
Vitor Kley: Na verdade Mari, fui lançando alguns easter eggs de coisas que aconteceriam nessa nova fase. Comecei com Forfun, Darvin, Fresno, NX Zero, Panic! At The Disco, Paramore… Fui lançando isso porque eu realmente gosto das canções e para mostrar aos pouquinhos e fazer essa transição do público dizendo que eu gosto disso e que são influências guardadas aqui dentro. Fiz isso já sabendo que “O Amor Machuca Demais” seria lançada lá na frente. Então, fui preparando eles e depois deixei só isso no Instagram, em preto e branco e remetendo mais ao pop-rock e rock. Olha, o que eu mais gostei acho que foi a do Supercombo “Piloto Automático”, gosto muito da pegada, e também “Morada”, do Forfun. Eu gosto de todas, mas a letra de “Morada” é muito forte para mim e “Apague A Luz”, do Darvin, escutei muito quando era moleque. Todas ali tem muito de mim e muitas pessoas não sabiam, até as páginas das bandas comentaram falando “Caraca, que massa”. Fiquei realmente muito feliz em mostrar essa outra parte de mim.

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Ficou muito bom mesmo, até porque você adicionou o seu toque nas músicas.
Vitor Kley: Sim, verdade. Pô, obrigado!

Para finalizar, queria agradecer por você ter conversado com o Nação da Música, eu adorei! Você gostaria de deixar um recado para os fãs, nossos leitores e todos que acompanharam a entrevista?
Vitor Kley: Queria agradecer vocês! Eu sempre acompanho tudo, vejo no Twitter, eu amo! Gostaria também de mandar força para a família da Marília, amigos e o filhinho, queria passar essa energia para eles. Ela era uma pessoa maravilhosa que desde lá do início, em 2017, deu força para meu trabalho, compartilhando e mandando mensagens. Uma pessoa realmente incrível! Quero mandar também um grande beijo para os meus fãs e todo mundo. Obrigado por estarem presentes em todos os momentos, vou ser 200% para vocês e a melhor versão de mim agora na volta dos shows. É isso, obrigada de coração galera do Nação!

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Apaixonada por música, sempre com o fone de ouvido e procurando algum show para ir.