Entrevistamos Wallows sobre single “I Don’t Want To Talk” e nova turnê

WALLOWS
Foto: Anthony Pham
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Com produção do renomado Ariel Rechtshaid, a banda Wallows lançou em setembro o novo single “I Don’t Want To Talk”, que abre as portas para o próximo disco da carreira, ainda sem nome.

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A faixa chegou acompanhada de videoclipe e também do anúncio da nova turnê, cuja primeira parte acontecerá em 2022. A Nação da Música conversou com Braeden, Dylan e Cole sobre o novo lançamento, as expectativas para a turnê e também sobre os fãs brasileiros.

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Entrevista por Marina Moia.
——————————————- Assista ao vídeo da entrevista com legendas:

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——————————————- Leia a íntegra:
Vocês acabaram de lançar o single “I Don’t Want To Talk” em setembro e foi produzido por Ariel Rechtshaid. Como foi trabalhar com ele e podem também contar sobre o processo criativo da faixa?
Juntos: Sim, claro!

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Cole: Trabalhar com Ariel é ótimo! Ele com certeza despertou um outro lado nosso diferente do que a gente fez no passado. Nós levávamos uma música até ele e depois fazíamos um brainstorm sobre a direção que ela deveria tomar. O Braeden mesmo disse que tinha músicas no álbum que se transformou de dias chuvosos para uma tarde ensolarada. Ou seja, o Ariel nos ajudou a encontrar uma direção. Toda vez que ele tinha uma ideia, a gente pensava “Sim, esta é uma ótima ideia!!”

Braeden: Uma coisa que eu lembro e quero falar do Ariel é que ele deixou o refrão muito melhor! Tinha uma parte da melodia da ponte, ou algo assim, que depois entra no refrão e não estava lá originalmente! O refrão era aquilo e depois acabava, só isso. Ariel que falou para colocar aquela melodia ali e agora o refrão ficou muito melhor! O final com a mudança no refrão também foi ideia do Ariel. Ele é um cara que faz as coisas, ele vai e faz.

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Dylan: É engraçado que aquela parte final do refrão está na demo original que começamos em 2018 e nela a gente só está fazendo diversas melodias. Eu acho que pelo menos uma melodia que cada um de nós cantou naquela demo, entrou na música. Acho que foi o Cole que cantou aquela [cantando]. Você cantou essa na demo! Ariel ouviu isso e disse “Essa melodia deveria entrar no refrão”. Então foi isso. Ele tem uma ousadia e sabedoria de saber o que vai fazer a música ficar completa. Tem um motivo por ele ser um cara procurado pelos artistas, por ele ser tão respeitado.

Os videoclipes que vocês fazem são sempre muito criativos, sempre saem da zona de conforto, eu amo. Como foram as gravações deste novo clipe, que é tão criativo e legal?
Cole: Sim, aquela gravação foi ótima. Ao pensar nesse vídeo, a gente sabia que queria que fosse mais focado na estética do que no enredo desta vez. Porque todos os nossos vídeos anteriores são uma grande trilogia, com história, focados no roteiro e tudo mais. Pensamos então em fazer o oposto disso. Trabalhamos com um diretor chamado Jason Lester e com o diretor de fotografia Gus Bendinelli. Demos liberdade criativa para eles para fazermos frames visualmente estimulantes em todos os takes do vídeo. Foi gravado em filme, que é algo que sempre quisemos fazer… Eu estava ansioso para esse vídeo sair porque não tem nada pra entender dele. São só imagens legais e estamos confiantes e bacanas. Não tinha nada do tipo “espero que eles entendam a história!”.

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Eu imagino que essa música vai fazer parte de um projeto maior. Um EP, um disco… o que podemos nos contar sobre isso?
Braeden: Álbum dois!

Dylan: Você está imaginando corretamente! É tudo do álbum dois. É a primeira parte, mas vamos soltar mais coisas. Muito em breve.

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Cole: Em breve. O disco está 99,98% pronto.

Dylan: Este é o único lançamento que fizemos que não está ligado com o anúncio do disco. Tudo que a gente lançar em seguida, vocês vão saber do álbum, quando vai ser lançado e tudo mais. O próximo passo será todo pensado no álbum.

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O estado atual do mundo, com a pandemia e isolamento, afetou a sua criatividade e a maneira que fazem música?
Braeden: Não o jeito que fazemos, mas talvez as circunstâncias, tipo quando tenho uma ideia, geralmente estou no meu quarto mesmo. Quer dizer, o Cole escreve no meio da Times Square, então isso mudou um pouco. Mas acho que o status do mundo foi algo estranho para navegar, para todo mundo. A gente começa a se sentir melhor, mas não podemos tomar isso como garantido porque pode mudar num estalo. Fomos sortudos de podermos gravar, já que as músicas já estavam escritas. Estávamos seguros no estúdio, com testes de covid feitos, tranquilos numa sala com quatro pessoas. No máximo 5, 6, talvez 30 pessoas. Não, to brincando. [risos] Fomos muito responsáveis com a questão de quem estava ali na sala, sabe.

Cole: Tivemos sorte que funcionou para nós, com certeza.

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Dylan: É estranho perceber há quanto tempo estamos gravando este álbum. Tudo começou e estávamos fazendo distanciamento social, com máscaras, falando sobre a vacina que chegaria em breve, tudo isso. Corta para quatro, cinco meses depois e estamos sem máscaras, todos vacinados, bem mais tranquilos. Mudou muito no decorrer da produção. Com certeza um processo de gravação que nunca vamos esquecer.

Cole e Braeden: Sim!

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Ano que vem vocês vão entrar em turnê, uma turnê enorme, com ingressos esgotados em algumas datas. Como vocês estão se preparando para esta turnê? Porque faz quase dois anos que estamos sem shows.
Dylan: Bom, você acabou de me lembrar que precisamos…

Cole: Praticar!

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Dylan: Mas é, já estamos falando com o pessoal da produção, do design… Nós vamos tocar em locais maiores, então queremos que os shows pareçam maiores. Queremos mais produção. Estamos começando a pensar nessas coisas agora, sobre como vai ser o show. Porque queremos que seja maior e melhor do que tudo que nós já fizemos. Não tanto em escala porque já tocamos em lugares do mesmo tamanho dos quais nós vamos tocar. Mas queremos que o show em si pareça maior. Sabe, eu preciso me preparar física e mentalmente para isso. É engraçado porque nossas turnês sempre tiveram paradas porque eu estava fazendo esse outro trabalho que tomava metade do ano. Então a gente tinha que fazer a turnê de acordo com as nossas agendas. Mas agora tudo isso acabou e somos Wallows 100% do tempo. Vamos fazer uma turnê muito mais legal do que nós já fizemos! Preciso me preparar! O que a gente anunciou tem seis semanas! Nunca fizemos isso antes! E geralmente as bandas fazem desse jeito então finalmente vamos fazer turnês do jeito que as pessoas fazem. É apenas o começo. Chama “Parte 1” por um motivo, porque temos muito mais shows vindo por aí. Estamos animados.

Isso é incrível! Preciso perguntar: os fãs brasileiros podem esperar shows aqui no ano que vem?
Dylan: Talvez não no ano que vem, mas temos planos concretos para irmos ainda nesta turnê porque ela vai durar um tempo. Nós estaremos aí! Enquanto o mundo estiver seguro e as viagens forem possíveis, estaremos aí.

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Vocês recebem muitas mensagens dos fãs brasileiros? Imagino que recebam muitos “Venham ao Brasil!”.
Cole: Sim!

Braeden: É a frase mais icônica da linguagem das bandas.

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Dylan: Venha ao Brasil!

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Braeden: É a número 1.

Dylan: Mal podemos esperar! As expectativas estão muito altas. Todo mundo fala bem e eu espero que seja o melhor show do mundo. Há muita pressão!

Por último, mas não menos importante, gostariam de mandar uma mensagem aos fãs brasileiros?
Braeden: Venham para a América! [risos]

Dylan: Na verdade isso foi muito bom.

Braeden: Eu sei!

Dylan: Nós sentimos o amor. Ele não passa despercebido. Podemos garantir a todos vocês que estamos mais empolgados para ir ao Brasil do que qualquer outro lugar que já fomos antes.

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Jornalista e apaixonada por música desde que se conhece por gente.