ZeebaEssa semana acontecerá, em quatro cidades brasileiras, o Z Festival. Camila Cabello é a headliner, mas os shows contarão com a presença de vários artistas incríveis da música nacional, como a dupla Anavitória, Iza e o cantor e compositor Zeeba.

Zeeba carrega o título de voz brasileira mais ouvida ao redor do mundo atualmente, e não é pra menos. O cara acumula 1 bilhão de plays em plataformas de streaming. Filhos de pais brasileiros, morou grande parte de sua vida nos Estados Unidos. Hoje está de volta às terras tupiniquins, mas continua querendo alcançar o mundo.

“Young Again” é sua nova música de trabalho, lançada há uma semana. O clipe, alegre e descontraído, foi gravado nas ruas de Nova York com um propósito. “A ideia de gravar em Nova York veio pela letra, que fala sobre se mudar para uma cidade grande. E acho que não havia um lugar melhor no mundo para representar uma metrópole”, comenta Zeeba. Assista no final dessa publicação.

Em entrevista exclusiva ao Nação da Música, Zeeba comentou sobre como lidou com a fama repentina, sobre novas parcerias com o Alok, sobre o Z Festival e sobre seu novo single, “Young Again”, cujo clipe pode ser assistido ao final dessa página.

Entrevista por Juliana Marrão.

————————————————————————————————————– Leia a íntegra:
Olá, Zeeba. Logo de cara quero tocar no assunto do novo single. “Young Again” está sendo muito antecipado por você e pela galera que te segue. Conte um pouco sobre como essa música surgiu e a mensagem que ela passa.
Zeeba: Fazia tempo que eu não escrevia uma música de relacionamento. Ela é bem pessoal, mas fala sobre aquele lance de todo namoro; quando ele começa, tem uma coisa tão legal, né? Aquela paixão mais forte… o início do namoro é sempre mais divertido. E às vezes a gente muda, né? A gente vai amadurecendo com o tempo, viramos pessoas diferentes, e a gente fica em um namoro porque a gente quer reviver aquele momento. Então, essa música fala só de coisas boas de um relacionamento. “We can be young again”, vamos voltar e viver aquilo que era tão legal. E fala, “fiz um monte de cagadas, larguei o emprego muito cedo, mudei de cidade, fiz coisas erradas, mas vamos reviver aquilo que era tão legal”. É isso que a “Young Again” fala.

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Você já comentou por aí que prefere sempre compor suas canções em inglês, mesmo sendo filho de pais brasileiros e tendo morado grande parte da sua vida por aqui. Existe algum motivo especial por essa predileção?
Zeeba: Para mim é muito natural o inglês, minha primeira banda profissional foi em inglês, e é porque a gente sempre quer atingir o mundo, né? Eu sempre tive esse sonho de fazer as coisas pra fora, para os americanos. Sempre tive contato, tenho amigos americanos.

Acabou que a minha primeira banda ganhou um Grammy, e a banda era de gringos, eu e uns gringos, então o inglês era natural. Aí veio a “Hear Me Now” que foi global, foi super bem aqui no Brasil, e era uma música pro mundo, cantada em inglês. E as próximas que vieram em sequência também têm esse mesmo posicionamento.

Você estudou música em uma importante escola desse segmento em Los Angeles, na Califórnia. Como você aplica em seu trabalho algumas coisas que aprendeu por lá? Acha que música é algo que sempre evolui e sempre há algo novo a aprender?
Zeeba: Com certeza! A gente está sempre aprendendo na música, absorvendo as influências. Eu, na verdade, não fiz um curso de música, como músico – eu fiz um curso de produção musical e composição, então é uma parte mais criativa e menos técnica. Mas a gente está sempre aprendendo, né? A parte de criação, na verdade, eu acho que lá em Los Angeles o que me fez melhorar como músico foi a banda que eu tive, foram os amigos, as bandas, os colegas. Los Angeles é uma cidade que tem muita coisa nova, muita gente boa, então a gente acaba se comparando e se esforçando pra ficar cada vez melhor.

Vamos conversar sobre a fama em si. Com “Hear Me Now”, você foi inteiramente jogado no olho do furacão em pouco tempo. Grandes shows ao vivo, aparições na TV e no rádio… Como conseguiu lidar com tudo isso de forma repentina?
Zeeba: Foi tudo muito rápido e muito gratificante. Um sonho se tornando realidade. “Hear Me Now” foi uma música que veio; a letra fala sobre a fase que eu tinha acabado de sair da minha banda, brigado com uma galera, então eu estava numa fase meio que, “será que vou seguir nessa profissão? O que vou fazer da vida?”, e ela é meio que uma música motivacional, que eu escrevi para mim mesmo, uma mensagem de pai pra filho também. Não esperava que ia ser tão rápido, e foi muito bom. Só felicidade.

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A parceria com o Alok já rendeu mais frutos além de “Hear Me Now” – fomos presenteados com “Don’t Let Me Go” e “Ocean”. Podemos esperar mais de vocês dois juntos no futuro, seja distante ou próximo?
Zeeba: Com certeza. O Alok e eu somos muito amigos, estamos nos falando direto, ainda viajamos de vez em quando, fazemos shows juntos. É um cara que está presente na minha vida. Já fizemos outras músicas que não chegamos a lançar, mas quem sabe ano que vem, 2019, não vem alguma coisa?

Ainda nesse assunto de parcerias, com qual artista (seja brasileiro ou internacional) você gostaria muito de trabalhar?
Zeeba: Aqui no Brasil tem alguns nomes. Mallu Magalhães é uma que eu sempre quis trabalhar – a gente até chegou a entrar em estúdio, precisamos terminar uma música. O Vitor Kley é um parceiro meu, a gente está sempre falando de entrar em estúdio junto mas não chegamos a fazer nada ainda. A Iza, uma artista bem legal; Anavitória…esses brasileiros eu gostaria de fazer parceria, montar um negócio português/inglês. De artista internacional eu tenho o sonho de fazer música com o Coldplay, o Skrillex…

Você já experimentou todos os processos pelos quais um artista passa: a fase da composição, que geralmente é mais solitária; a fase de gravação em estúdio, que costuma ser intensa; e a fase dos shows ao vivo, que normalmente é uma (boa) loucura. Dessas, qual é a sua favorita? Por que?
Zeeba: Eu acho que não tenho uma favorita. A parte do estúdio e da criação é muito… Eu amo poder criar junto com o produtor; é um processo muito divertido de criar essas coisas. O show também é um outro momento que dá aquela energia, que você mostra o trabalho que fez ali em cima do palco… É uma recompensa do que a gente faz no estúdio, uma resposta ao trabalho que a gente faz ali.

Acho que não tenho um preferido. São momentos tão diferentes que é difícil comparar. Todos são legais. Mas escrever é um momento mais introspectivo, né? Um momento de criação, expansão da gente, partilhar isso com o produtor ou quem quer que esteja ali para ajudar a música a ser criada.

Você já comentou sobre sempre compor suas canções no estilo voz e violão, uma pegada mais puxada pro indie, diferente do pop que te colocou sob os holofotes. Será que poderemos te ver fazendo sons em estilos ainda mais diferentes do que te é “original”?
Zeeba: Acho que não. Eu gosto muito do que faço hoje, gosto de ver uma música crescendo junto com o produtor. A voz e o violão é só o processo de criação. Até faço shows acústicos às vezes, mostrando o formato das músicas como são quando elas começam, mas a produção toda é algo que eu gosto de fazer, algo em que eu nunca vou ficar no mesmo som; fico mudando e evoluindo minhas músicas e trazendo coisas novas.

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Não vou falar que, “ah, não vou mudar nunca”, mas acho que é de forma natural. Eu tenho feito o que eu quis fazer. Essa música nova, “Young Again”, tem um lado um pouquinho mais Bruno Mars, Mark Ronson, uma coisa mais pop. Até mesmo um pouco Maroon 5, não só no campo eletrônico, apesar de ter todos os elementos do assobio, da minha voz, acho que isso mostra que a música é minha.

Mês que vem você se apresentará no Z Festival, um dos maiores festivais que temos atualmente em nosso país, ao lado de vários artistas de peso da música nacional e internacional. Qual sua expectativa? Quer assistir algum dos shows em particular?
Zeeba: Eu estou super empolgado para toda essa série de shows que vamos ter. Quero ver o show da Camila Cabello, que falam super bem. Estou feliz de estar dividindo o palco com o Vitor Kley, um parceirão meu e que eu estou super feliz com as coisas que ele tem alcançado. Quero ver Anavitória também, o show da Iza parece que é demais…

Quais são suas metas para os próximos anos? O que podemos esperar para ver e ouvir por aí? Aproveite e mande um recado para os leitores do Nação da Música que curtem o seu trabalho!
Zeeba: Vem muita coisa nova por aí. O clipe está saindo agora da música “Young Again”. Vem parceria com o Goldfish, uma dupla de música eletrônica da África do Sul, em outubro. Tem muitos shows pelo Brasil nesses próximos dois meses.

E, aos leitores, continuem escutando minhas músicas e espero que vocês tenham gostado da música nova, e quero agradecer a todos os fãs que fazem a gente crescer cada vez mais. São vocês que fizeram eu estar onde estou hoje. Então, muito obrigado!

Clique aqui para ter mais informações de locais e preços para o Z Festival, que começa no próximo dia 11.

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