Entrevistamos Zimbra sobre o novo disco “Sala Dois”

ZIMBRA
Foto: Divulgação
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@nacaodamusica

No dia 24 de março a banda Zimbra lançou seu disco “Sala Dois”, com produção de Andherson Miguez (SONGZ) e Rick Bonadio. O disco chegou para desafiar os músicos que sempre de forma bastante independente.

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O lançamento foi acompanhado do videoclipe de “Último Dia (Me Lembra)”, que mostra memórias e gera muita reflexão.

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A Nação da Música teve a oportunidade de conversar com o vocalista e guitarrista Rafael Costa, também conhecido como Bola, sobre os lançamentos, influências, experiência na gravadora e a expectativa para levar o novo álbum para os palcos.

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Entrevista por Mariana Rossi.
—————————————– Leia a íntegra:
Primeiramente, parabéns pelo novo álbum, está ótimo! O disco mistura letras que falam de sentimentos de tristeza, mas também sobre a vontade de viver e é difícil não pensar que as músicas atuais foram influenciadas pela pandemia. Como vocês se sentiram influenciados?
Rafael Costa: Muito obrigada pelas palavras a respeito do disco! É inevitável a gente não se influenciar pelo processo de isolamento social. Principalmente porque a gente vive e trabalha com algo onde é muito difícil desassociar o pessoal do profissional. A gente vive de música e a música é sentimento. É muito pessoal ao mesmo tempo que é muito profissional também. Foi impossível se desvencilhar disso e tentar, como a maioria das pessoas fez, ocupar a mente com trabalho durante o dia para não ficar pensando um monte de coisa.

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A gente vivia isso 24h por dia, principalmente porque nossa vida parou durante esse processo. Paramos de tocar, de se encontrar e de ensaiar. Estávamos mais tristes, um pouco mais sensíveis e totalmente influenciados por todo esse processo de estar longe, trancado e sem fazer o que a gente faz a mais de 10 anos.

Falando do disco, a gravadora surgiu em um cenário pandêmico. Nós recebemos o convite no primeiro ano de pandemia, no final de 2020. Tem músicas que foram compostas no período de isolamento social, outras já haviam sido feitas mas foram ressignificadas nesse período, principalmente na hora de gravar. É um disco bem carregado dessa fase da vida que o mundo inteiro passou. Acho que é meio explícito, na verdade é bem explícito. Mas no final ficamos bem felizes de conseguir fazer algo nesse período também.

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Qual a razão por trás da escolha do nome “Sala Dois”?
Rafael Costa: O nome “Sala Dois” veio da ideia de como se separássemos a nossa carreira em duas salas. A primeira seria nossa trajetória independente até a entrada na gravadora, todo o processo que a gente passou com erros e acertos e de shows cheios e vazios. Enfim, tudo que uma banda passa durante a sua trajetória independente e de começo de carreira. Encaramos esse segundo momento, da entrada na gravadora e tal, como um outro momento, como se a gente tivesse saído da primeira sala e fosse uma fase.

Ao mesmo tempo, foi onde gravamos 80% do disco, na sala 2 do Midas. Depois, lembramos que a sala onde começamos a banda aqui em Santos foi comprada por outro estúdio de música e hoje é sala 2 também.

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Ao longo do disco é possível notar uma variação na sonoridade, sem perder a essência da banda. Pensando nisso, vocês se sentem influenciados por artistas de estilos diferentes? Quais?
Rafael Costa: A Zimbra sempre foi uma banda muito plural, principalmente em termos de música, arranjos e gêneros. Não que tenhamos priorizado isso, mas sempre foi muito natural. Sempre tivemos influências de vários artistas diferentes, de rock, pop, funk, soul, reggae, MPB. Tudo que a gente escuta, tentamos transparecer na banda porque é muito natural querer fazer alguma coisa que a gente gosta de ouvir. Nunca pensamos muito em “a gente só vai tocar rock” ou “só vamos tocar isso”. Sempre tentamos transparecer essa pluralidade de ouvintes de música mesmo.

As referências são de diversos tipos, desde Tim Maia e Cassiano, lá dos anos 60-70 até os tempos atuais. Gostamos muito de pop e rock nacional, Paralamas do Sucesso, Djavan, Skank, Barão Vermelho, Frejat, música brasileira em geral. Claro, com algumas internacionais, principalmente rock e jazz, mas é bem plural. Ouvimos de tudo e botamos no caldeirão na hora de fazer as músicas.

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Vocês adicionaram uma versão acústica de “Viva”, porque escolheram essa música?
Rafael Costa: A escolha de “Viva” foi porque em 2022 faz 10 anos que lançamos ela pela primeira vez. Ela saiu em 2012 no EP “Cronograma”, que depois virou nosso primeiro disco, chamado “O Tudo, o Nada e o Mundo”. É uma música muito especial pra gente, porque foi uma música que nunca tivemos a oportunidade de botar uma fé nela do jeito que deveria. Fazer um videoclipe, investir mesmo e tentar levar para o máximo de pessoas que a gente poderia. Mesmo assim, ela conseguiu nos dar muito mais do que a gente imaginava. Nos levou a muitos lugares, vimos muitas pessoas influentes gravando cover dela de forma orgânica e espontânea. Acho que a gente viu como uma forma de agradecer esse ciclo, como se fosse um presente para o nosso público.

A faixa “Último Dia (Me Lembra)” ganhou um videoclipe muito bonito, que nos faz sentir bem a letra. Poderiam nos contar um pouco mais sobre o significado dela e como surgiu a ideia para o clipe?
Rafael Costa: A ideia do videoclipe veio diretamente do pessoal que fez o clipe, da Carbono Filmes, do Vini, Lucas e do Ale. Eles sugeriram essa ideia de fazer algo com foto, para remeter bem a letra da música de nostalgia e de lembrança. Porque não é necessariamente uma música triste, é nostálgica, onde a gente faz um pouco daquele flashback, passa o filme na cabeça. Não sei como é isso, porque nunca passei (risos), mas acredito que depois que a gente fica velho começamos a lembrar de muita coisa.

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Enfim, fazer aquela retrospectiva nostálgica da nossa vida, lembrando de momentos, infância, juventude e os momentos bons da nossa vida. Através de fotos acho que foi um jeito muito legal e fácil de passar essa sensação de ter lembranças, porque fotos são exatamente isso: o registro de um período de tempo, quando você bate uma foto você registra 1 segundo da sua vida e aquilo fica eternizado para sempre.

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Nesse disco vocês trabalharam com o Rick Bonadio, produtor que já trabalhou com grandes artistas nacionais. Como foi a experiência de trabalhar com ele?
Rafael Costa: Trabalhar com o Rick foi uma experiência, além de profissional, pessoal muito sinistra. Acho que como artistas da música, a gente sempre sonha em trabalhar com pessoas do mercado que já fizeram muito pela música e com o Rick não foi diferente. Primeiro, quando a gente recebeu o contato de uma possível parceria entre o Midas e a Zimbra, já ficamos muito empolgados e felizes. Depois, vendo as coisas andando, principalmente de forma musical que eu acho que é onde a gente mais se apega, foi muito louco ver como era trabalhar em uma gravadora e com um cara que já fez muito pela música nacional.

Até então, embora já tivéssemos trabalhado com alguns produtores, sempre fizemos as coisas muito sozinhos, de forma independente. O jeito de enxergar a música foi muito louco, principalmente nessa música do videoclipe “Último Dia (Me Lembra)”, a gente desconstruiu ela praticamente inteira. Trocou refrão de lugar, verso, reescreveu o refrão. Lembro que ele me ligou em uma sexta-feira à noite, eu estava comendo e atendi na hora. Em meia hora, 40 minutos, a gente conseguiu reestruturar a música em uma ligação de vídeo. É algo que para nós era muito distante, vivenciar a música nessa intensidade e está sendo muito legal poder viver isso.

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No dia 30 vocês farão um show de lançamento do álbum, como estão as expectativas?
Rafael Costa: Sim, dia 30 de Abril a gente lança nosso disco no carioca Club, em São Paulo. As expectativas estão no máximo. A gente sempre se empolga muito com shows e dessa vez é um ponto fora da curva. Estamos muito empolgados de poder lançar um disco novo depois de 3 anos numa casa igual ao Carioca Club, que é muito consagrada em São Paulo. Rola um pouco de frio na barriga, sabe? De fazer bonito e não errar nada, mas estamos muito empolgados e ansiosos de poder apresentar o disco ao vivo. No fim das contas, o que conta para um banda é poder tocar suas músicas e apresentar seu trabalho ao vivo para o público. Esse sempre vai ser o ponto final de um músico, pegar o seu instrumento e fazer sua apresentação ao vivo, acho que é ali que a coisa faz sentido 100%.

E o que os fãs podem esperar do setlist? Tocarão apenas as músicas novas?
Rafael Costa: Podem esperar um pouco de tudo e o disco novo. A gente vai fazer um setlist bem grande e tentaremos colocar um pouco de cada música da nossa trajetória e tocar o disco inteiro, as 10 faixas. O evento em si vai ser muito legal, vamos colocar algumas atrações maneiras no local, vai ter food truck, flash tattoo e uma exposição de fotos da nossa carreira.

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Muito obrigada por conversar com a Nação da Música! Para finalizar, gostariam de deixar um recado para seus fãs e leitores do site?
Rafael Costa: Muito obrigado galera da Nação da Música, foi um prazer falar com vocês! O recado acho que é bem simples (risos) para a galera ouvir o disco e compartilhar nas redes sociais. É muito importante que as pessoas façam isso, cada vez mais. Compartilhem com os amigos, postem em redes sociais, isso é muito importante para gente. Queria dizer que estamos ansiosos para rever cada um de vocês na volta aos shows pelos palcos do Brasil. O segundo semestre promete muita coisa, a partir de abril já promete muita coisa, a gente vai tentar passar no máximo de lugares possíveis e fazer uma festa bonita com esse disco novo. Um beijo para todos, se cuidem e até a próxima!

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Apaixonada por música, sempre com o fone de ouvido e procurando algum show para ir.