Resenha: “Fine Line” – Harry Styles (2019)

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Harry Styles
Foto: Divulgação

O segundo disco tão esperado de Harry Styles chegou em dezembro de 2019, após uma estreia muito bem sucedida de sua carreira solo. Extremamente bem recepcionado pela crítica e com números impressionantes, o “Fine Line” volta a provar que Styles é bem mais que um ex-integrante do que foi uma das maiores bandas do mundo.

A primeira faixa do disco se chama “Golden” e é composta por uma batida animada, vocais relaxados e algo que remete muito ao que o Fleetwood Mac costumava fazer – provavelmente o backing vocal bem marcado e forte – já que não é segredo que a banda é uma grande influência para Harry.

Watermelon Sugar” foi um dos singles divulgados previamente e mostra o amadurecimento sonoro de Styles. O primeiro verso da canção é quase que unicamente sustentado por sua voz e é possível perceber como ele aposta com mais certeza na variedade e alcance que possui.

Devoção à pessoa amada e estar completamente apaixonado, é sobre isso que “Adore You” aborda de maneira inédita, o que é difícil quando se trata, bem, de amor. Novamente o cantor utiliza umas batidinhas que dão vontade de dançar, apenas levemente, tudo de maneira bem discreta e medida.

Chegamos ao que foi o primeiro gosto da nova era de Harry, “Lights Up” foi o single de promoção de seu disco e particularmente apesar de achar uma boa faixa, não sei se necessariamente a certa para apresentar o novo material. De qualquer maneira, nela ouvimos sobre ser quem você é e aproveitar a jornada.

Um dos pontos altos do álbum vem em “Cherry“, que consegue ser extremamente pessoal (a voz da ex-namorada do cantor pode ser ouvida no fim da canção) e também genérica. A suavidade do violão e como sua voz acompanha tudo é incrível, uma daquelas canções gostosas de se ouvir e que constroem todo um clima.

Estava tudo bem animado até aqui, né? Mas tem espaço pra drama também! Tudo bem, drama não, apenas desaceleramos um pouco em “Falling“. O refrão é ótimo, os vocais estão impecáveis (de novo, eu sei) e como já era de se imaginar o tema é coração partido, o término doloroso de um relacionamento.

Tudo o que cerca “To Be So Lonely” é completamente diferente do que já vimos Harry se propor a fazer e não pode se comparar a nada que já exista no disco. Os versos até a chegada do coro são cantados devagar, casando com o instrumental, quase que se completando.

Já falamos um tanto sobre como a voz do músico foi bem trabalhada e desenvolvida até aqui, mas prometo que essa aqui foi o grande destaque. “She” é ousada tanto pelo falsete no refrão quanto pelo solo de guitarra impecável que ouvimos lá no meio da canção, tudo bem intenso mesmo.

Em “Sunflower, Vol 6.” voltamos a ficar um pouco mais relaxados e é uma boa canção, mas se esconde um pouco atrás de tanta coisa excelente. Faz sentido que ela esteja no álbum, existe uma pitada de diversão, mas está longe de ser lembrada como uma das melhores.

A coisa mais legal sobre “Canyon Moon” é que Harry conseguiu juntar perfeitamente a sensação da letra da canção com o instrumental: é aquela faixa de volta para casa, aquela sensação de familiaridade, de alguma coisa que você não vê faz tempo mas sabe que te pertence.

Treat People With Kindness” é uma frase que o cantor já usava anteriormente, meio que como seu lema, é ficou bem bacana isso ser transformado em uma canção. O refrão fica por conta de um coral e bem, a composição é sobre tratar as pessoas com gentileza.

Encerrar com chave de ouro é uma coisa que Styles sabe fazer, a faixa-título vem fechar com excelência o ótimo trabalho. “Fine Line” é íntima, delicada e forte ao mesmo tempo, é também a mais longa do disco com pouco mais de 6 minutos, mas nem percebemos, viu?

A originalidade, maturidade e liberdade são as palavras que mais bem definem a fase em que Harry Styles se encontra. Poder explorar e ousar tanto no seu visual quanto nas suas composições fizeram um bem danado para o cantor, que unificou tudo em um material de excelente qualidade. Já dá até para ficar curioso pelo que ainda vem pela frente.

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