Hayley Williams
Fotos para a PAPER MAGAZINE. Crédito: Lindsey Byrnes

A Paper Magazine divulgou na última quarta-feira (30) uma carta escrita por Hayley Williams, vocalista do Paramore, sobre sua saúde mental e como o processo de composição do After Laughter (2017) ajudou.

Na carta, Williams fala sobre sua separação de Chad Gilbert, com quem teve um relacionamento por quase 10 anos, sendo 16 meses de casamento. Ela diz que no verão de 2015 a vida parecia ótima: um grammy, de volta à Nashville, com um casamento chegando. Hayley tinha planos, mas a depressão chegou antes. O primeiro sinal visto pela cantora, foi um trecho de música compartilhado com Taylor York, companheiro de banda: “foi a primeira mostra que meu subconsciente me deu de que eu não estava bem”.

Em uma analogia feita, Williams escreveu que um piano estava prestes a cair em cima de si, até que aconteceu. “Eu acordei daquela batida com um companheiro de banda a menos…. outra briga sobre dinheiro e quem escreveu quais músicas. E eu tinha um anel de noivado, apesar de ter desfeito o noivado apenas há alguns meses antes. Muito aconteceu dentro de um pequeno espaço de tempo. Mas então eu não comia, eu não dormia, eu não sorria… por um longo tempo. Eu ainda hesito em chamar isso de depressão”, contou na carta.

Segundo ela, demorou para que ela aceitasse o tipo de letras que estava compondo. “Minhas partes pareciam, para mim, como alguém morto por dentro. Eu não conhecia a pessoa por trás daquelas palavras. Provavelmente porque eu nunca antes permiti que ela saísse e dissesse como ela realmente se sentia”, afirmou Williams. Foi no conforto do desabafo dessas novas músicas que ela se forçou a ser honesta e encontrou ali uma razão. Com essas letras que, segundo Hayley, ela “abriu o coração à cura” com Zac Farro retornando ao seu cotidiano. Isso é o que ela chama de “vida com AL” [After Laughter].

“Eu estou percebendo um movimento similar na vida dos meus amigos também. Mais presença e conscientização. Mais doçura. Eu estou viva para ambos agora, dor e alegria. Eu recuperei minha velha risada, como a minha mãe diz. Aquela que toma conta do meu corpo e me tira de mim mesma por alguns segundos. E apenas há alguns anos eu esperava que pudesse morrer”, escreveu Hayley.

No final da carta, a cantora diz que estava com receio de escrever tudo aquilo, “por medo de que não seria ‘suficiente'”. “Tudo que eu poderia fazer era escrever sobre algo que me importo. Expressão é sobrevivência. Você pode fazer do jeito que te agrade. Escreva, desenhe, crie algo com a suas mãos. Diga a alguém que você a ama. Dê uma volta, abaixe as janelas e grite algo do tipo “MINHA VIDA ESTÁ UMA MERDA AGORA!” ou “O QUE VOCÊ SABE? NA REALIDADE EU ESTOU BEM HOJE!”, continuou.

Para finalizar, Hayley aconselha e conforta: “Essas são apenas coisas para tentar se chorar e dançar não ajudarem. E então, você não pode dizer que meu texto não ajudou um pouquinho… e aí eu não vou dizer para mim mesma que eu não tenho valor.”

A versão traduzida na íntegra você pode conferir aqui.

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