Pitty
Divulgação/TPM

Aconteceu no último sábado (09) a 17ª edição do João Rock, em Ribeirão Preto, interior do estado de São Paulo.

O festival, que acontece anualmente, celebrou a diversidade de estilos e de tempos. O Palco João Rock, o principal, começou às 15h e só terminou pra lá de 1h da manhã. Supercombo, Raimundos, Skank, Natiruts, Gabriel O Pensador, Planet Hemp, vários estilos musicais para contemplar o imenso público. Os shows foram repletos de manifestos políticos, inclusive o do rapper Criolo. Mas quem conseguiu o destaque pelo segundo ano consecutivo foi o único nome feminino: Pitty.

A baiana subiu pontualmente às 20h05, logo após os mineiros do Skank. De imediato ela já mostrou a que veio com “Admirável Chip Novo”. Acompanhada pelas vozes do público, Pitty fez uma setlist para festival com seus maiores sucessos. O “bloco da sofrência”, como ela mesma chamou, parece ser o mais adorado com “Equalize” e “Na Sua Estante”.

Depois das antigas, a cantora deu aos fãs um gosto do que está por vir. “Te Conecta” teve sua estreia gravada como clipe ao vivo e foi seguida de “Contramão”, com a presença de Tássia Reis e Emmily Barreto. Elas ainda fizeram um medley de covers de várias mulheres poderosas, como Rita Lee e Beyoncé. Para encerrar, “Máscara” se encarregou de fazer o João Rock pular.

Outro palco, o Brasil, foi inteiramente dedicado aos 50 anos da Tropicália. Os Mutantes, sem Rita Lee, começaram os trabalhos ali às 17h. Tocaram seus grandes sucessos, como “A Minha Menina”, “Top Top” e “Baby”, cover de Gal Costa e Caetano Veloso.

Depois, foi a vez do Refavela 40 subir ao palco. Este é um projeto composto por Bem Gil, Moreno Veloso, Mestrinho, Anelis Assumpção, Chiara Civello e Gilberto Gil. Foi Mestrinho quem abriu o show com um cover de “Que Bloco é Esse”, composição de Paulinho Camafeu para o bloco afro Ilê Ayiê, o mais antigo do carnaval de Salvador. Ele foi seguido por Moreno com “Um Canto de Afoxé para o Bloco do Ilê”, uma parceria com seu pai.

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Gilberto Gil só subiu ao palco quando o show já tinha 40 minutos de duração e levou o público ao delírio. Ele e Anelis Assumpção cantaram “Jamming”, de Bob Marley. Depois, Gil emendou “Patuscada de Ghandi”, “Sandra”, “Refavela”, “Não Chore Mais” – sua versão para “No Woman No Cry”, também de Marley – e encerrou com “Baba Alapalá”.

O palco foi encerrado por Tom Zé, mas antes dele, Caetano Veloso subiu com os filhos Moreno, Tom e Zeca para apresentar ao público o projeto “Ofertório”. Tudo muito minimalista, bem ao estilo Veloso. No fundo do palco era reproduzida a imagem de um horizonte, bem amarelo, em frente 5 cadeiras perfiladas: uma para o piano, uma para Zeca, outra de Caetano, mais uma para Moreno e a última de Tom.

O repertório era repleto de sucessos como “Reconvexo”, “O Leãozinho”, “Alegria, Alegria”, “Oração Ao Tempo” e “Genipapo Absoluto”. Alguns momentos de destaque da apresentação ficaram por conta de “Todo Homem”, cantada no falseto de Zeca, e “Alexandrino”, com um ritmo funk interpretado na dança de Tom.

Tendo os clássicos como suporte, o João Rock é a primeira oportunidade de muitas bandas no palco Fortacelendo a Cena. Em 2018, nomes como Francisco El Hombre, Rael, Froid e Sinara foram os grandes atrativos. O festival ainda estreiou o palco Red Bull Music, com a presença da youtuber Mari Nolasco e bandas como Motriz e Enversos.

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O João Rock 2018, como vem sendo todos os outros anos, dá espaço aos clássicos da música brasileira e também às novas vozes que vem se formando no cenário. Apesar do nome, não é só o rock que fortalece a cena. O Rap, Reggae e Samba são outras grandes forças do festival.

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