Noel Gallagher

A história de Noel Gallagher e como ele chegou à fama já é uma velha conhecida dos amantes da música, mesmo por aqueles que não apreciam tanto assim o que o Oasis tinha a apresentar em sua era de ouro. Mas talvez nem todos acompanhem a trajetória mais “recente” do cantor com o projeto Noel Gallagher’s High Flying Birds, que começou em 2010.

Nesses oito anos, o grupo já lançou três discos e tem na bagagem algumas turnês, que, inclusive, a mais recente passará pelo Brasil nos próximos dias (você pode conferir todas as informações aqui). E para comemorar a volta do britânico e sua gangue, vamos falar um pouco hoje sobre os trabalhos e os respectivos singles.

“Noel Gallagher’s High Flying Birds” (2011)

Lançado oficialmente em outubro de 2011, o álbum que carrega o nome do grupo em seu título teve como primeiro single a faixa “The Death of You and Me“. Assim como as outras 9 canções do disco, essa apresenta um toque agradável e que se assemelha musicalmente de todo o resto, fazendo dela um bom início.

Ainda buscando certo refúgio em sua fórmula de sucesso, Noel dá a suas composições um toque familiar de sua antiga banda, agradando assim, principalmente, o maiores fanáticos por Oasis. Porém, alguns entusiastas da música chegaram até a se decepcionar com a falta de criatividade e ousadia por parte do músico.

Não que tenha sido ruim, obviamente. Com uma boa recepção da crítica na época, o debut obteve o seu prestígio e sucesso. Logo depois com o lançamento de “AKA… What a Life!” e “If I Had a Gun…” já havia ficado claro o quanto o trabalho seria harmônico em relação ao passado e ao que Noel já sabia fazer em relação à música. É até mesmo por isso que “The Death of You and Me” foi um ótimo single: não existiam muitos segredos sobre o que estava por vir.

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Com melodias cativantes e passagens marcantes, o álbum entregue agradou e deixou aquele gostinho a mais do que Noe Gallagherl, ao lado de High Flying Birds, poderia fazer. E essa resposta ele deu alguns anos depois.


“Chasing Yesterday” (2015)

Já com um maior amadurecimento musical em relação ao lançamento anterior, “Chasing Yesterday” surge com uma proposta instrumental mais agressiva, caminhando tenuemente entre o que Noel trazia de bagagem e o que ele buscava enquanto inovação para o futuro.

Por ter um caráter mais radiofônico entre as faixas que compõem o álbum, a escolhida para ser o primeiro single foi “In the Heat of the Moment“, divulgada no final de 2014. Porém, ao analisar o pacote completo, ela não se caracteriza como a melhor música e ainda se mostra acorrentada à zona de conforto do cara. Com aquele refrão que gruda na cabeça e arranjos que se mesclam entre uma pegada dos ano 60 e 90, ela quase deixou a desejar.

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É só mais adiante que o artista se coloca com mais autonomia para inovar, mostrando efetivamente o que “Chasing Yesterday” representaria. Apostando no saxofone, em um toque mais experimental e até participações especiais, o trabalho caminha lentamente para definir melhor o que Noel pode fazer enquanto músico e se distancia cada vez mais do que fez anteriormente.

Apesar de a primeira música não refletir tanto essas características, o álbum como um todo se mostrou um acerto e abriu as portas para a esperança de que o que estava por vir seria ainda melhor.


“Who Built the Moon?” (2017)

Se o primeiro disco pós-Oasis surgia como uma nostalgia ao grupo e o segundo como um desmembramento parcial da era, “Who Built the Moon?” vem para tirá-lo de vez daquela zona tão confortável a qual ele não parecia abrir mão. E tudo começa com “Holy Mountain“, uma música que já na primeira tocada gruda nos ouvidos e dá um gostinho do que vem por aí nas próximas faixas.

Tudo porque Noel Gallagher experimenta, ousa e cria seu terceiro álbum de uma maneira que havia deixado de lado até então. Com elementos eletrônicos e muita excentricidade, as 11 canções do trabalho lançado em 2017 se misturam entre refrães marcantes, atmosferas densas, uso de instrumentos variados e uma clara influência ali dos anos 90 e 2000.

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É claro que, como qualquer outro de seus trabalhos, esse não foi um agrado unânime, mas o próprio Noel não pareceu se importar muito com isso. Afinal, ele está na ativa para tentar e experimentar – seja para arrancar sorrisos ou críticas negativas. E uma coisa é certa: ele apostou no novo e isso se mostrou efetivo desde o primeiro single. O que podemos esperar dos próximos passos? Alguém arrisca?


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