Resenha: “30” – Adele (2021)

Adele
Foto: Reprodução / Instagram
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“30”, lançado na última sexta (19), como você pôde ler aqui na Nação da Música, é o primeiro álbum de Adele em seis anos, desde “25” em 2015, e seus 58 minutos mostram que todo o trabalho durante este período culminou em um projeto surpreendente.

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Olhando para seus três álbuns anteriores, o que esperamos da cantora é um álbum acústico, sentimental, no qual ela pode expor seu talento vocal imenso – mas, em “30”, Adele entrega isto e muito mais.

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Gosto é algo completamente subjetivo, no entanto, é impossível não apreciar uma cantora que já tem seu nicho fixo na cultura pop tomando riscos e explorando novas áreas da música. E é exatamente isto que Adele faz em “30”.

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O projeto começa com “Strangers By Nature” e o piano suave é um som interessante para iniciar um álbum. A voz de Adele é caracteristicamente potente e as metáforas que ela utiliza para relatar este relacionamento que já acabou são tão elegantes que os violinos que entram ao fundo parecem encaixar-se perfeitamente. Além disso, com esta faixa já podemos perceber duas inspirações deste álbum: Amy Winehouse e Jazz tradicional, um gênero que a artista nunca havia explorado muito.

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Após “Estou pronta” serem as últimas palavras da faixa introdutória, temos o single “Easy on Me” e é uma faixa característica de Adele, com diversos ad-libs e momentos para ela utilizar de sua extensa técnica vocal. Junto a isso, as letras são sentimentais como podemos esperar dela, manufaturadas com maestria para descrever esta relação amorosa cheia de dualidades.

Podemos perceber a artista reconhecendo que alguns erros foram dela, no entanto suas intenções eram boas e ela era uma “criança”, metaforicamente – na minha interpretação. Versos como “Você não pode negar o quanto eu tentei / Eu mudei quem eu era para te colocar em primeiro lugar” são expressivos e perfeitos para Adele, mostrando uma inteligência extrema em selecionar esta música como seu single.

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Claramente dedicada para seu filho, “My Little Love” é uma música na qual a cantora tenta explicar algumas de suas preocupações adultas para a criança, além de descrever seu extremo amor por ela. Com um toque que mistura blues e jazz tradicional, Adele desenvolve esta faixa que intercala partes cantadas com conversas entre ela e seu filho, nas quais ela mostra a sua vulnerabilidade – o que é importante também por sua honestidade e dedicação por sua criança, pois como ela mesma diz “Mamãe tem muito a aprender”.

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O final é uma seção de monólogo, na qual ela é ainda mais detalhada e honesta com sejas emoções, explicando um sentimento de solidão com o qual ela não tem familiaridade, especialmente conectado com o seu divórcio recente, que ela tenta explicar para seu filho durante vários momentos do álbum.

Seguimos com “Cry Your Heart Out” e, ao inverso do esperado ao ouvir este título, a música apresenta uma narrativa de força, de certa forma, incentivando que é normal chorar e que, mesmo que você esteja sentindo-se frágil e sofrendo, é importante seguir seu próprio caminho e seu tempo.

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Ela usa versos como “Eu criei esta tempestade / É só justo que eu tenha que sentar nessa chuva” para explicar seus sentimentos durante as estrofes e utiliza o refrão como forma de encorajar a si mesma.

Oh My God” é a próxima e apresenta Adele explorando um estilo similar a um de seus maiores hits, “Rolling In The Deep”, com o tambor apresentando uma percussão marcada no fundo e as palmas relembrando as partes mais intensas da música de seu álbum “21”.

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A canção apresenta uma Adele procurando por diversão nos braços de um interesse amoroso, mesmo que suspeite que aquilo não seja o que ela precisa agora, mostrando que ela tem noção do que está fazendo com a frase “Oh Senhor, não me deixe decepcionar a mim mesma”.

A seguinte “Can I Get It” é uma música country-pop, apresentando o meio de “30” e um dos primeiros gêneros que a artista apresenta pela primeira vez neste álbum. Similar em batida, com a mistura entre folk e pop, a uma faixa de alguém como Kacey Musgraves, Adele utiliza de sons eletrônicos em alguns pontos da canção, algo incomum em sua discografia, e modifica o ritmo da música diversas vezes ao longo dela, explorando diferentes maneiras de cantar.

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Além disso, as letras contam com a cantora apoiando-se em seu interesse amoroso e pedindo para que ele a reconstrua, pedindo para que ele se una a ela.

I Drink Wine” é uma música acústica com a voz de Adele como protagonista e instrumento musical, apoiada principalmente em um piano. Relembrando de outros momentos em sua vida, a artista explora sua relação com o álcool em certos versos, enquanto abrange tópicos diferentes também, como um relacionamento romântico, o tema principal, e sua própria satisfação com a vida.

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O refrão intensifica a batida, trazendo backing vocals e outros instrumentos, mas o que diferencia esta faixa é o controle que Adele tem em cima de sua voz, sabendo exatamente quando utilizar vocais mais intensos e quando ser mais suave.

A faixa anterior termina com uma seção de monólogo, em que ela conta para alguém que se arrepende muito pois colocou seus sofrimentos e preocupações em cima de uma pessoa, perdendo um momento importante e relembrando agora que deixou esta pessoa ir.

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All Night Parking (With Errol Garner)” também apresenta toques eletrônicos, mesmo que suaves, por trás da voz forte de Adele, criando uma canção que é, ao mesmo tempo, íntima e uma rota inesperada para a artista. As letras descrevem um relacionamento em seu começo, com toda a sua intensidade e a vontade de estar sempre ao lado deste interesse amoroso. A cantora já contou que foi inspirada por um namoro que teve após seu divórcio, mas, que no fim percebeu que não iria dar certo.

A próxima canção é “Woman Like Me” e é um estilo diferente de acústica, similar mais a um pop acústico do que um jazz, que está presente em outras faixas do disco. Baseada em um toque suave de violão e uma percussão marcante no fundo, a música descreve um momento do relacionamento em que a pessoa percebeu que Adele é um tipo diferente de mulher, em suas palavras, explicando que a situação na qual ela vive não é comum e que o seu namorado/marido tem se tornado complacente em exagero, não permitindo que eles tenham um relacionamento usual.

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A décima música é “Hold On” e descreve um momento de cansaço em sua vida, no qual ela se sente perdida e tenta encontrar a si mesma dentro deste momento, no entanto, é um processo complicado para ela, o que Adele explica em versos honestos como “Eu sou minha própria maior inimiga / Agora mesmo, eu odeio ser eu mesma”. No entanto, enquanto vamos nos aproximando do fim da faixa, instrumentos de percussão e backing vocals são adicionados e as letras começam a serem mais otimistas, incentivando a paciência e a força e afirmando que o amor logo chegará.

Com quase sete minutos de duração, a penúltima faixa é “To Be Loved” e é um dos momentos mais inegavelmente sentimentais do álbum. Contando por cima de um piano uma narrativa que gira em torno do amor, Adele explica que tentou viver uma mentira e que fez decisões erradas, no entanto, está mantendo seu coração seguro e que espera estar pronta – mas, que o amor é um sacrifício e ela não sabe quando vai estar disposta a fazê-lo de novo, mesmo após ter tentado. Como esperado, a intensidade na voz da cantora empresta muito do sentimento às letras da faixa, que são extremamente sinceras.

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Também margeando a marca dos sete minutos, “Love Is A Game” finaliza o disco “30” da cantora Adele. Apresentando uma reflexão em cima do sentimento do amor, a artista explica que sente que a emoção amorosa é um jogo que apenas os tolos aproveitam, no entanto, ela fala que não está sendo mais tola. Em versos como “Nenhum tanto de amor pode me manter satisfeita”, ela reflete que precisa do amor, mas, que ele continua sendo algo cruel.

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Um dos momentos mais marcantes apresenta Adele perguntando-se como ela ousa cair na armadilha da narrativa de amor que ela mesma canta sobre – o final, entretanto, mostra que o que ela expressou no resto da música vai ser contestado de novo, com ela dizendo “Eu faria tudo de novo, como eu fiz lá”.

O “30” é um álbum interessante – para fãs de longa data de Adele ele pode apresentar uma face diferente da cantora que tanto amam ou também estar indo contra o que esperaram de um disco novo, que foi fruto de seis anos de trabalho.

Porém, para novos ouvintes, ou admiradores casuais, o disco é uma oportunidade de conhecer mais profundamente a artista e encontrar algo nela para amar. Principalmente, se você gosta de cantores como Amy Winehouse e Sam Smith, este álbum é ideal para você.

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RESUMO DA RESENHA
Adele - "30"
Estudante de jornalismo, não-binárie e apaixonade por música. Sempre aberte para ouvir qualquer gênero, artista ou década. O universo do pop, principalmente hyperpop, k-pop e synthpop, é onde eu vivo e sobrevivo.