Resenha: “Beneath The Skin” (2015) – Of Monsters And Men

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Of Monsters and Men

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Of Monsters And Men volta ao Brasil para o Lollapalooza no próximo ano, mas o que esperar dessa nova fase do grupo? Em março, os islandeses fizeram o mundo todo se apaixonar por “Crystals”, primeiro single do álbum “Beneath The Skin” lançado em junho deste ano. A música marcou um estilo um pouco distante do apresentado na estreia “My Head Is An Animal”, com um som mais obscuro e maduro que seu antecessor, seguindo um caminho mais sério e pessoal.

Os famosos momentos de alegria adorados pelos fãs dão a lugar a outros mais melancólicos e profundos. A forma como os vocalistas Nanna e Ragnar trabalham, opondo uma voz masculina a um doce vocal feminino, é melhor explorada neste disco, com Ragnar tomando seu espaço e protagonizando mais canções. Uma maior sintonia entre os membros da banda é inquestionável, o que elevou o nível do trabalho.

Ao apertar o play, já somos introduzidos a “Crystals”, que nos prepara para o restante das músicas, definindo bem o ponto em que o grupo se encontra. O single é envolvente e conta com letras complexas que são carregadas pelo impressionante instrumental, liderada pela voz tranquila de Nanna.

“Human” merece destaque pela forma como os dois vocais complementam um ao outro no refrão, com Ragnar assumindo a maior parte dos versos sobre um ritmo frio. “Hunger” segue um caminho diferente e desacelerado, trabalhando com um som mais simples e orgânico que tem seu ápice quase no fim. Ragnar dá apoio a Nanna em alguns trechos, o que traz maior serenidade a faixa.

Um lindo dueto acontece em “Wolves Without Teeths”, intercalando as vozes, que se unem em um ponto mais tarde. Assim como no primeiro álbum, as referências à natureza e animais se encontram presentes aqui. Dando sequência chega a grandiosa “Empire”, que mantêm o uso de metáforas através de letras melancólicas, que permitem encontrar o otimismo em seu interior. Nanna aparece apenas no refrão.

“Slow Life” começa como o nome sugere, de forma mais lenta e simples, iniciando apenas com um piano que vai recebendo outros efeitos ao longo da canção, crescendo de forma magistral em seus quase 6 minutos de duração. “Organs” não lembra em nada “Dirty Paws” ou “Little Talks”, mostrando uma face pouco conhecida da banda, em um estado de tristeza profunda, seguindo um som quase acústico.

Ragnar está de volta em “Black Water”, uma canção que se esforça a superar a melancolia sem ser devorado pelo oceano. “Thousand Eyes” continua em um tom mais sombrio, sendo tomado por uma forte tempestade que eleva o instrumental a um nível de tirar o folego, sendo o grande protagonista da faixa. “I Of The Storm” é tranquila e serena, podendo ser considerada a “calmaria após a tempestade”.

“We Sink” encerra o álbum capitando toda sua essência, de forma bastante introspectiva e pessoal, abraçando a tristeza como uma velha conhecida enquanto afundamos no fundo do mar.

Tracklist:
01. Crystals
02. Human
03. Hunger
04. Wolves Without Teeth
05. Empire
06. Slow Life
07. Organs
08. Black Water
09. Thousand Eyes
10. I Of The Storm
11. We Sink

Nota: 8,5

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