Resenha: “Future Nostalgia” – Dua Lipa (2020)

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Foto: Hugo Comte

O ano de 2017 foi marcado pela grande ascensão de Dua Lipa, que até então não havia emplacado um grande hit. Seu álbum de estreia foi um sucesso, mas como repetir o feito 3 anos depois em seu segundo disco? Parece que a cantora tem a resposta na ponta da língua.

Contendo 11 faixas, Dua Lipa liberou “Future Nostalgia” nas plataformas de streaming nesta sexta-feira, duas semanas antes do planejado. Quer saber o que achamos? Abaixo falaremos sobre cada uma das canções.

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Future Nostalgia“, a faixa-título do álbum é também a responsável pela abertura dele. Provocante, alto astral e bem cativante, é assim que ela pode ser descrita. Dua vem com uma proposta bem divertida e mostra que está muito bem sim, obrigada, no que diz respeito ao pop dançante.

A segunda faixa é “Don’t Start Now“, que é sim, uma das melhores canções da cantora e que cumpriu seu papel de grande hit após o estouro de “New Rules”. Ela é ousada, tem características fortes do vocal marcante de Dua e uma letra de superação, que a gente ama e a cantora sabe fazer bem.

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Em “Cool” ouvimos o real alcance de sua voz, já que em seus primeiros segundos somos presenteados com um falsete raramente ouvido da parte de Lipa, e logo após voltamos para o grave que estamos mais acostumados. Tem uma sonoridade bem própria do pop dos anos 2000, seguindo bem a temática central do álbum.

Outro single divulgado anteriormente foi “Physical“, que começa gerando expectativa, brinca com o ritmo na ponte e cresce bastante no refrão. Novamente, aqui a proposta da cantora é dançar sem se importa muito com o que está acontecendo, a adrenalina e a vontade de estar perto da pessoa amada.

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Levitating” é mais fofa, saindo um pouco do âmbito da sensualidade, essa faixa soa um pouco mais inocente mas tão divertida quanto as anteriores. Ela é bem rapidinha, as palavras são cantadas de maneira rápida e o refrão possui a presença mais forte dos backing vocal.

Em seguida ouvimos “Pretty Please“, que é uma canção sem grandes esforços, grandes vocais ou grande instrumental, e é isso que a torna brilhante. Nesta, Julia Michaels foi a co-compositora e o trabalho em conjunto funcionou muito bem. A faixa não é ambiciosa e nunca soou tão bem.

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O baixo marcante já na introdução da música nos faz ter uma ideia do que vem por aí. “Hallucinate” é uma das canções mais dançantes do disco, sendo impossível não imaginar que uma performance ao vivo dela será incrível. Soa bastante como um single, nos resta esperar para ver se realmente será um.

Ainda seguindo a proposta de nostalgia, “Love Again” é uma balada bem disco com uma letra meio dolorida. Seu instrumental não engana e automaticamente lembra hits coroados da época. É uma escolha arriscada a de Dua, mas até onde podemos dizer vem funcionando muito bem.

O single mais recente, divulgado bem pertinho do lançamento do disco, foi “Break My Heart“. Tem uma faceta diferente dos anteriores, mas no contexto geral do disco só mostra o quanto a britânica é bem sucedida em alternar entre os diversos aspectos que o pop pode oferecer.

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Todos conseguem ouvir “Good In Bed” e fazer a associação clara com outra cantora? Se não, nós falamos: Lily Allen está mais viva que nunca nesta faixa. E isso não é algo ruim, pois Dua Lipa colocou sua própria personalidade e ficou bem divertido de ouvir. Só não poderíamos deixar de apontar que os vocais, a sonoridade e a ironia presente foram uma bela homenagem para Allen.

Para fechar com chave de ouro, em “Boys Will Be Boys” Lipa troca as batidas dançantes por um violino e passa o que talvez seja a mensagem mais clara da produção: “garotos serão garotos, mas garotas serão mulheres”. O refrão é poderoso e ela encerra bem tudo o que construiu até aqui.

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Do início ao fim de “Future Nostalgia”, fica claro que Dua Lipa encontrou sua identidade musical e visual. Durante todo o percurso ela segue fiel à proposta do álbum, mas de maneira inteligente alterna ritmos e temas, que são abordados de maneira inusitada e única. Atualmente, não é exagero dizer que ela é o maior nome do pop britânico e mira para ser o mundial.

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Do início ao fim de "Future Nostalgia", fica claro que Dua Lipa encontrou sua identidade musical e visual. Durante todo o percurso ela segue fiel à proposta do álbum, mas de maneira inteligente alterna ritmos e temas, que são abordados de maneira inusitada e única.Resenha: “Future Nostalgia” – Dua Lipa (2020)