Resenha: “Harry Styles” (2017) – Harry Styles

Quando o One Direction anunciou a sua pausa em agosto de 2015, muito se especulou sobre o futuro dos integrantes da boyband. Depois de Niall Horan e Louis Tomlinson lançarem singles, chegou a vez de Harry Styles mostrar ao mundo a música que veio trabalhando nos últimos meses.

Na última sexta-feira (12), Harry lançou o seu primeiro álbum solo, intitulado “Harry Styles”. Com 10 faixas, conseguimos ver o tipo de artista que ele pretende ser, com suas maiores influências vindas do rock britânico, como Rolling Stones e David Bowie. Então, para muitos que torceram o nariz por ele fazer parte do One Direction, uma boa ideia é deixar esse “preconceito” de lado e dar uma chance ao disco.

O álbum é aberto com a balada “Meet Me in the Hallway” e assim como Harry faz a contagem “2, 3, 4” para dar início a canção, somos introduzidos ao seu trabalho e preparados para o que podemos esperar. A faixa acústica já mostra, inclusive, a diferença de caminhos de Harry Styles, comparados ao seu grupo anterior. Na sequência, ouvimos a já conhecida “Sign of The Times”, primeiro single do disco. Confesso que quando ela foi lançada eu precisei escutar mais algumas vezes para saber se havia gostado ou não da canção, mas a sua sonoridade traz um instinto de urgência e emoção o que a torna uma música impactante.

Em “Carolina” vemos um pouco da influência dos Stones e recebemos uma vibe mais animada, com uma canção de amor, e que traz um refrão que realmente gruda na cabeça. Apenas uma escutada e as palavras “She’s a good girl, she’s such a good girl, she feels so good” não serão esquecidas tão facilmente. “Two Ghosts” diminui um pouco do ritmo, sendo uma faixa que parte o coração ao contar sobre um relacionamento que não é mais o mesmo e que serviria fácil para ler algum livro de romance com final nada feliz.

“Sweet Creature” segue na mesma linha da anterior e apresenta bastante sentimento e traz uma lembrança dos Beatles. É uma canção que, com o seu refrão, dá vontade de cantar junto, mas também traz um tom de sinceridade da parte do Harry enquanto conta essa história, pelo fato de ter o foco na voz do cantor que é acompanhado pelo violão. “Only Angel” começa com uma melodia no piano e de repente nos apresenta a faixa com uma pegada de rock clássico que mostra a versatilidade do cantor, além de ser uma canção divertida, daquelas que podem nos acompanhar na trilha sonora enquanto dirigimos.

“Kiwi” vem na sequência e segue trazendo bastante energia. Aqui a gente vê uma mistura de bandas indies, com uma pegada dos anos 90 e uma letra que também gruda na mente com o refrão “I’m having your baby, It’s none of your business” (Estou tendo o seu bebê, isso não é da sua conta). O disco segue com “Every Since New York” e vai novamente diminuindo o seu ritmo. A faixa havia sido apresentada no “Saturday Night Live” então já rolava uma curiosidade em saber como seria sua versão de estúdio.

“Woman” traz uma pegada um pouco mais moderna, com elementos bem interessantes em sua sonoridade e por ser uma das faixas mais diferentes do contexto do álbum, marca quem está ouvindo. As letras dessa canção também são intrigantes. O álbum então é encerrado com “From the Dining Table”. Novamente temos uma faixa acústica, que parece uma confissão sobre um relacionamento, mas sem contar muito da história. A canção faz a entrega perfeita para você sentir o que o cantor está querendo passar e encerra muito bem este ciclo, até porque, é difícil não se conectar com faixas como “Maybe one day you’ll call me and tell me you’re sorry, too”. (Talvez um dia você vai me ligar e dizer que também sente muito).

Com “Harry Styles”, o cantor prova que tem potencial, inspiração e bagagem para continuar criando músicas inovadoras e seguindo um lado musical interessante que ainda não conhecíamos dele.

Tracklist:

  1. Meet me in the Hallway
  2. Sign of the Times
  3. Carolina
  4. Two Ghosts
  5. Sweet Creature
  6. Only Angel
  7. Kiwi
  8. Ever Since New York
  9. Woman
  10. From the Dining Table

Nota: 9

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Andressa Oliveira
Metade campograndense, metade paulistana, jornalista e apaixonada por música. Escreve para o Nação da Música desde 2012, estuda música desde pequena, é obcecada por reality shows musicais, odeia atender telefone, mas não vive sem seu celular. Seriados, livros e comida também não podem faltar em sua vida.

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