Resenha: “How Big, How Blue, How Beautiful” (2015) – Florence and The Machine

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Em meio aos boatos de que Florence and The Machine estará se apresentando no Lollapalooza Brasil em 2016, nada melhor do que falar um pouco sobre o seu mais recente álbum. “How Big, How Blue, How Beautiful”, foi lançado no dia 29 de maio de 2015 e por mais que tenha semelhanças melódicas com os dois primeiros discos, nesse momento Florence Welch expõe seus sentimentos de uma forma coerente, detalhada e bem real.

O disco é aberto com “Ship to Wreck”, o terceiro single divulgado. De cara já vemos que sua interpretação está mais grandiosa do que nunca, com cordas, metais, um ritmo dançante e referências à sua vida pessoal cheias de confissões. Mesmo com um ar mais dramático nas letras, a canção continua carismática. Na sequência, “What Kind of Man” começa um tanto calma, até que depois de um minuto ela cresce e se torna mais agressiva, mais feroz. O coro, a bateria e as guitarras completam a sua indignação.

“How Big, How Blue, How Beautiful” é a canção que serve de título para o disco e nos leva para um encantamento com o mundo, ao invés de ficarmos chorando com algo, ou como ela, com o término da relação. Grande música, com uma intensidade boa trazida pelo uso de orquestra da banda. E claro que não dá para deixar de falar sobre o uso das trombetas no final. Fantástico. Desde o início de “Queen of Peace” já dá para sentir que teremos um pouco mais de drama e o seu refrão mostra mais da agressividade de Florence. É sempre bom ter um gostinho do passado com letras com metáforas.

“Various Storms & Saints” quebra um pouco o uso de grandes instrumentais, já que a cantora canta apenas com uma guitarra, mas é isso que traz um ar mais sombrio para a canção. Mais uma canção que relembra o lado tétrico da banda. “Delilah”, para quem tem curiosidade, foi realmente baseada na história de Dalila e Sansão presente na Bíblia, e a canção vai crescendo trazendo agudos maravilhosos da cantora. A faixa traz aquela aura dançante e gostosa de ouvir que já conhecemos. Na sequência “Long & Lost” se apresenta como uma música mais minimalista, que é ao mesmo tempo sensual e sombria. “Caught” em seus primeiros segundos já se mostra como aquela música que não vai sair da cabeça tão cedo e mesmo assim, é aquela faixa que dá vontade de ouvir sem parar, pelo seu instrumental tranquilo e vocais bem trabalhados.

“Third Eye” é marcada por uma bateria e um coro que vão conduzindo a canção junto cm a sua mensagem positiva. Ela me lembra um pouco do motivo de eu ter gostado tanto da banda no início. “St. Jude” traz um lado pessimista de uma maneira muito calma nos vocais da cantora que é acompanhada por um órgão que traz o lado mais obscuro da canção. Essa é mais uma música sobre desistir de um relacionamento. A última canção do álbum foi produzida por Paul Epworth e é bem diferente de todas as outras faixas apresentadas até aqui. Com uma levada mais eletrônica e um refrão contagiante, foi uma ótima maneira de se encerrar esse disco.

Tracklist:

1 – Ship to Wreck
2 – What Kind of Man
3 – How Big, How Blue, How Beautiful
4 – Queen of Peace
5 – Various Storms & Saints
6 – Delilah
7 – Long & Lost
8 – Caught
9 – Third Eye
10 – St. Jude
11- Mother

Nota: 9

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Andressa Oliveira
Metade campograndense, metade paulistana, jornalista e apaixonada por música. Escreve para o Nação da Música desde 2012, estuda música desde pequena, é obcecada por reality shows musicais, odeia atender telefone, mas não vive sem seu celular. Seriados, livros e comida também não podem faltar em sua vida.

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