Resenha: “Pick Me Up Off The Floor” – Norah Jones (2020)

- PUBLICIDADE -
Norah Jones
Foto: Divulgação

Não existe dúvidas nem prepotência ao afirmar que Norah Jones é uma das artistas mais aclamadas da geração contemporânea da música. Desde o seu debut com o registro “Come Away With Me” (2002) a cantora e compositora arrebatou o público e a crítica em todos os cantos do planeta. “Don’t Know Why” já nasceu como um clássico dos anos 2000 e hoje é considerada um marco cultural. Como consequência, Norah foi coroada no ano seguinte com 8 (oito) Grammys em 2003 e um certificado de diamante pelas vendas de seu disco de estreia.

Ao longo de duas décadas na indústria fonográfica, Jones se provou coesa, consistente, poética e extremamente criativa. Seu trabalho dispensa a necessidade de produtores, beatmakers e editores. Basta uma bela e sentimental composição que sua performance vocal e os arranjos transformarão notas musicais e acordes em uma obra de arte. Em “Pick Me Up Off The Floor”, seu mais recente álbum de estúdio, é exatamente isso que é entregue, tendo como objeto central a melancolia, a qual se dá de maneiras diferentes: solidão, desilusão, frustração e afins.

Inteiramente produzido no piano e com instrumentais orquestrados, a sonoridade é essencialmente minimalista (jazz e soul). “How I Weep” abre o disco contando ao ouvinte como Jones sofre pela perda quando muitas vezes não aparenta estar sofrendo (And I sing and I laugh / And I laugh and I laugh / But inside / But inside / Inside I weep).

Em “Twin Flames“, o eu-lírico se retrata deprimido e preso nos sentimentos negativos, enquanto os dramáticos arranjos dão um tom intenso, representando o estado de espírito da artista. “Hurts To Be Alone” fala sobre solidão. Jones tenda se recompor e ignorar o sentimento, porém no final da faixa ela não consegue escapar e reconhece sua vulnerabilidade e tristeza. “Heartbroken, Day After” retrata as consequências de uma separação no dia seguinte: a ressaca moral, arrependimento, solidão e carência.

Os riffs de guitarra e elementos do blues começam a aparecer de maneira complementar aos acordes de piano e instrumentos de sopro. “Say No More” e “This Life“continuam a tratar de um relacionamento amoroso instável e não saudável (Say no more / All the lies will wash up on the shore / Stay with me / I’ll pretend you’re everything I need). Na brilhante “To Live“, Norah Jones começa a se libertar, se reerguer e buscar a felicidade (No chains holding me / If love is the answer / In front of my face / Then I’ll live in this moment / And find my true place)

A empoderada “I’m Alive” mergulha no folk e country e também trata sobre seguir em frente e lidar com a dor de decepções amorosas (She walks, she runs / She fights, almost as one / And finds her voice / She’ll march / She has no choice).

Compartilhando sua tristeza, a cantora observa seus sentimentos se transformarem em cura, superação e o otimismo toma conta das faixas finais do álbum (“Stumble On My Way“). Encerrando o projeto, “Heaven Above” relembra que, assim como qualquer fim de relacionamento comum, mesmo superando as dificuldades ainda existe resquícios de tristeza, solidão e da memória de um amor perdido.

Muito obrigado pela sua visita e por ler essa matéria! Compartilhe com seus amigos e pessoas que conheça que também curtam Norah Jones, e acompanhe a Nação da Música através do Twitter, YouTube, Facebook, Instagram e Spotify. Você também pode receber nossas atualizações diárias através do email - clique aqui e cadastre-se. Caso encontre algum erro de digitação ou informação, por favor nos avise clicando aqui.

Torcemos para que tudo esteja bem com você e toda a sua família. Não se esqueça de lavar bem as mãos e se possível #FicaEmCasa, mas se precisar sair não se esqueça de usar a máscara! Cuide-se.


- PUBLICIDADE -