Resenha: Queen e Adam Lambert reúnem diferentes gerações em São Paulo

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Nessa quarta-feira, 16 de setembro, São Paulo recebeu uma das maiores bandas que já existiu: Queen, que se apresentou com Adam Lambert nos vocais e teve –é claro- todos os ingressos vendidos. O show aconteceu no Ginásio de Ibirapuera, o que tornou o momento um pouco mais íntimo devido a capacidade de lotação do local.

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Os arredores do Ginásio estavam tomados por pessoas vestidas em sua maioria de preto. Entre elas existiam fãs fanáticos do grupo e admiradores da música que não deixariam passar a oportunidade de ver uma banda lendária. Muitos –incluindo eu- ainda não eram nascidos na época em que o vocalista Freddie Mercury era vivo –Freddie faleceu em novembro de 1991, e outros já haviam até presenciado o show na sua formação original.

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Se do lado de fora fazia uma temperatura mais agradável, do lado de dentro os termômetros aumentaram, e antes mesmo do show começar o calor já era insuportável. Marcado para começar às 22h, minutos antes, ainda com as luzes acesas, uma música de suspense tomou conta do local, de modo a tornar a ansiedade ainda maior.

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Aproximando-se das 22h, a música de suspense se tornava ainda mais intensa, até que pontualmente no horário indicado as luzes se apagaram, e os gritos ensurdecedores dos que estavam ali abafou a música. Logo um solo bem conhecido de guitarra se misturou aos grito e a silhueta do guitarrista Brian May foi projetada na cortina que escondia o palco. Nesse momento, a fisionomia das pessoas parecia não acreditar no que estavam presenciando e confesso que foi um dos momentos mais emocionantes. A cortina foi puxada para cima e lá estava o grupo iniciando uma apresentação memorável com “One Vision”.

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Mais seis músicas, sem muito conhecimento do público, foram tocadas, até que o Ginásio inteiro se levantou para a sequência de sucessos que vinham pela frente: “Don’t Stop Me Now”, “I Want to Break Free” e “Love Of My Life”. A primeira divertiu o público, que dançou enquanto cantavam; A segunda preparou o público para o que vinha em seguida.

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Preparando-se para tocar “Love Of My Life” acústica sozinho no palco, mais precisamente na ponta da passarela, Brian May cumprimentou o público em português dizendo que “é ótimo estar de volta”. Para anunciar o hit, May lembrou que foi o Brasil que tornou a canção conhecida durante o show histórico no Rock In Rio, em 1985, e logo iniciou os primeiros acordes no violão dizendo que “essa era sua música”, sendo acompanhado por um coro incrível. Uma homenagem a Mercury nesse momento era indispensável, e, em um dos últimos trechos da canção, um vídeo do vocalista cantando a faixa e interagindo com o público começou a ser projetado no telão do palco.

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Não precisa estar na pele de Adam Lambert para saber que assumir os vocais pertencentes a Freddie Mercury é uma tarefa difícil e para poucos. Todavia, o músico demonstra estar seguro e saber exatamente qual é o seu papel. Sua presença de palco é excelente e uma boa junção com suas caras e bocas, além de sua atitude no palco. O vocalista troca de roupa algumas vezes, e até mesmo cantou uma das músicas em um sofá que apareceu na ponta da passarela do palco. Roger Taylor, o baterista da formação original, e Brian parecem confiar em Lambert, tanto é que juntos tocaram “Ghost Town”, do Adam.

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Roger Taylor e Brian May só demonstram ter a idade que têm pelos cabelos brancos. O baterista era acompanhado, algumas vezes, do seu filho e também baterista Rufus Taylor. Inclusive, em um dos pontos altos do show, pai e filho fazem algo como uma batalha sozinhos no palco, impressionando a todos.

May também não poderia ficar de fora dos destaques na noite. O músico fica atento a sua plateia e foi único no palco para um momento do show dedicado somente ao seu solo de guitarra. Além disso, após emocionar com “Love Of My Life” o guitarrista pegou uma câmera Gopro com pau de selfie com a ideia de tirar uma selfie com o público. Na guitarra também havia uma outra câmera, e algumas vezes o que aparecia no telão era gravado com ela.

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Aproximando-se do fim da apresentação, a banda, que havia deixado o palco por um breve momento, voltou para a clássica e aguardada “We Will Rock You”. Ao reaparecer no palco, Adam usava uma coroa de brilhantes e estava abraçado com uma bandeira do Brasil, enquanto Brian, que já havia trocado anteriormente sua roupa preta por uma roupa dourada, apareceu com uma camisa do Brasil. Em seguida, foi a vez de “We Are The Champions”, que, assim como a anterior, foi cantada fervorosamente pelo público.

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Depois de duas horas e 20 minutos, Queen e Adam Lambert se despediram do público, que aplaudia e gritava de uma maneira que parecia não ter fim.

Em suma, é indescritível a sensação de assistir uma banda como o Queen, mesmo que apenas dois dos integrantes sejam da formação inicial. Embora isso, todos demonstram ter uma química admirável entre sim, o que, juntando com os demais fatores, fez história na vida de quem ali esteve.

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A próxima parada da banda é no Rock In Rio, na sexta-feira (18). Não deixe de curtir nossa página no Facebook, e acompanhar as novidades do Queen + Adam Lambert e da Nação da Música.

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Bárbara Araujo: Carioca que tem São Paulo como casa desde 2009, estuda Jornalismo e escreve para a Nação da Música desde 2014. Passa mais tempo ouvindo música e assistindo a vídeos de shows do que qualquer outra coisa. Ainda compra CD, ama pop-punk, cachorros e é facilmente encontrada em shows.