#VCnaNM: Laís Ribeiro conta como foi o show do Green Day em 2010

Formada em Jornalismo, a dona do site PUNKnet, Laís Ribeiro de 24 anos, nos escreveu contando como foi o show mais insano da sua vida, que pra ela, aconteceu em 2010 durante a passagem do Green Day pelo Brasil. Confira agora o depoimento:

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@nacaodamusica

“Minha banda favorita indiscutivelmente é o Foo Figthers, porém, apesar de ter sido lindo ver a banda em 2012 e já estar contando os segundos para a apresentação que acontece em janeiro, não é de Dave Grohl e companhia o melhor show da minha vida. Escolher algo para ser o grande predileto pode ser difícil, mas nesse caso não preciso nem pensar duas vezes para dizer que o melhor show em que já estive foi o do Green Day.

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20 de outubro de 2010 vai ficar para sempre marcado como uma das melhores experiências que eu já tive. Primeiro porque eu amo Green Day, óbvio. Sou da década de 90 e a banda foi uma das primeiras que me levaram ao rock. Segundo porque seria a primeira vez que teria a oportunidade de ver uma banda gringa da minha listinha de “shows que preciso ver antes de morrer”. Terceiro porque superou todas as minhas melhores expectativas – show de três horas de duração, com um setlist irado, muita interatividade com os fãs, foi tudo perfeito. E, por fim, porque eu morava em outro estado, estava em época de conclusão do TCC, iria sozinha até uma cidade que conhecia pouco e com um objetivo em mente: ficar na grade para ver a apresentação o mais de perto possível.

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Com ingresso comprado ainda na pré-venda, na semana do show bateu o nervosismo. Comecei a acompanhar os fóruns do Orkut e vi que já tinha gente indo pra fila. Decidi simplesmente largar o TCC de lado por uns dias e viajar para São Paulo. Cheguei no começo da tarde de terça-feira, o show seria na noite do dia seguinte. Havia uma fila razoável de barracas no entorno do Anhembi. Além de não ter barraca, eu basicamente estava com a roupa do corpo. Era o despreparo em pessoa. Felizmente, o fim da fila era composto por algumas garotas que tinham acabado de se conhecer e só uma delas tinha barraca, que estava sendo dividida com uma amiga. Eu não era a única sem teto, no fim das contas, e logo que cheguei fui convidada a me juntar a elas.

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Durante a noite mais pessoas chegaram, a interação entre a fila toda aumentou, começaram a surgir pizzas, vodkas, cervejas, virou festa! Já a madrugada foi difícil, o calor do dia deu lugar a um frio bizarro. Rolou de revezarem barracas, cochilei um pouco aqui e ali, mas apaguei mesmo num colchonete a céu aberto. Acordar foi um choque, tipo o Jack acordando nos primeiros segundos de Lost. Primeiro notei o céu azul, depois identifiquei muitas pessoas falando ao mesmo tempo e então passei a ouvir helicópteros sobrevoando o local. Levantei e quando cheguei até o meio da rua o cenário era caótico! Fila normal já dando volta e misturando com a premium, gente para todos os lados, rua parcialmente bloqueada.

Daí até o final da tarde pareceu uma eternidade. Uma eternidade para abrirem os portões – uma correria logo em seguida e sim, a grade estava conquistada! – uma eternidade para a maldita banda de abertura Nevilton acabar de fazer seu show entediante e FINALMENTE o Green Day subiu ao palco.
Foram três horas incríveis! Maior e melhor setlist da tour no Brasil, após ter passado por outras três cidades, maior público e, como o próprio Billie Joe disse: “o melhor show ficou para o final”. As músicas dos até então discos mais recentes foram demais, mas foram os clássicos das antigas que me emocionaram de verdade. Cantei e vibrei com cada segundo de apresentação.

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A banda estava visivelmente curtindo muito também. Show divertidíssimo, com vários momentos de interação. Teve fã convidado a dar mosh, fã convidada a dançar, fã convidado a cantar (e arrasou!), fã mirim convidado a fazer uma “atuação”…isso fora as brincadeiras com mangueiras de água e rolos de papel. E, além de ver tudo de tão perto, eu ainda tive um bônus. Não subi ao palco, mas consegui tocar na mão de Billie Joe duas vezes, quando ele desceu do palco e foi até a grade.

Foi tudo incrível, eu poderia passar o resto da vida naquele show. O encerramento foi com “Good Riddance (Time Of Your Life)”, que tem um significado muito marcante para mim. Quase morri de chorar, pela música, pelo fim do show, por tudo que tinha acontecido, mas ainda consegui fazer um vídeo [Assista no final da publicação]. Quando acabou, várias pessoas ao meu redor também estavam enxugando as lágrimas e se abraçando.

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Só quem esteve lá sabe realmente da grandiosidade daquela noite. Nunca mais dormi em fila, mas a grade ganhou todo meu amor e praticamente todos os shows grandes que vieram depois eu assisti ali da frente do palco. Além de Foo Fighters vi bandas como Red Hot Chili Peppers, Kiss, Linkin Park, The Killers, Queens Of The Stone Age, Pearl Jam, Maroon 5, Bad Religion, Aerosmith, Slipknot, 30 Seconds To Mars, além de dezenas de shows nacionais fodas. Nenhum deles se compara ao que o Green Day me fez sentir há quarto anos e duvido que um dia esse show perca o posto de meu favorito. Valeu cada centavo, cada hematoma, cada esforço. Serei eternamente grata ao Billie Joe, Tré Cool e Mike Dirnt.”

E aí, o que achou?! Você também pode mandar um depoimento nos contando como foi o show mais insano que você já foi até o momento.
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