Resenha: “Internet Killed The Rockstar” – MOD SUN (2021)

mod sun
Foto: Nathan James
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Nação da Música

Desde o lançamento da faixa “Flames”, MOD SUN entrou para o radar do público e da grande mídia. Trazendo vocais de Avril Lavigne, o hit de sucesso chamou atenção para o cantor que até então tinha se mantido longe do mainstream. Na última sexta-feira (12) ele lançou seu quarto álbum de estúdio “Internet Killed The Rockstar”, e é como se pudéssemos acompanhar em primeira mão o nascimento de um novo MOD SUN.

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Quatro anos após o lançamento de seu último disco “BB” (2017), MOD SUN decidiu surfar na onda do pós-emo e seguir os passos de seu amigo Machine Gun Kelly, se arriscando a mergulhar de cabeça no novo pop rock. O cantor cortou o cabelo e o tingiu de verde neon, aparecendo na capa de seu novo álbum com um curto moicano que abraça a estética punk.

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De modo conciso, MOD SUN reuniu suas referências da música emo dos anos 2000 e mesclou ao som do pop punk uma série de batidas programadas e bases eletrônicas de trap music, espelhando o trabalho do britânico YUNGBLUD em alguns pontos. É o caso do sombrio single “Bones”, e da poderosa “Flames” onde a agressividade dos vocais do cantor brilha mais que a voz doce de Avril Lavigne por preencher melhor a música.

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“Internet Killed The Rockstar” marca o retorno de MOD SUN à bateria. O músico afirma ter tocado o instrumento em todas as faixas e o som se faz presente desde a primeira. “Karma” foi a escolhida para abrir o álbum com uma irreverência que acena para os primeiros sucessos do blink-182. De modo descontraído, MOD SUN deseja um retorno cármico para sua ex-namorada e todas as coisas ruins que ela fez. Com marcação da bateria e um coro de vozes no refrão, o cantor criou um hino que irá cativar as multidões uma vez que shows ao vivo forem novamente permitidos.

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Ao longo do disco, a roupagem pop punk serve de base para um par de canções de teor romântico. Em “Betterman” MOD SUN cria um som nostálgico que traz uma pegada coming of age adolescente para agradecer à pessoa que o fez um homem melhor e afirmar que não vai desistir do amor. O tema é retomado mais pra frente na cativante “Annoying”, que traz um poderoso refrão com fortes guitarras e uma letra cheia de pequenas representações do sentimento de amor jovem e descomplicado.

Desacelerando o ritmo para tratar de temas mais delicados, MOD SUN faz uso do piano em “Prayer” para falar de seus problemas com drogas e saúde mental. Sob um pano de fundo espiritual, ele afirma que encontrou um caminho mais saudável do que aquele que estava trilhando. “Eu tenho que crescer porque eu não morri jovem / Eu finalmente parei de engasgar a cada suspiro que eu dou”, canta na ponte. O cantor também abre o coração para falar sobre sua relação com seu pai na tocante “Smith”, em uma homenagem póstuma. Escancarando as desavenças entre os dois, MOD SUN busca algum tipo de reconciliação no refrão ao cantar “Sempre vai haver um quarto pra você na minha casa”.

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Em “Rollercoaster” o artista se aproxima do R&B ao desacelerar o tempo e apostar em vocais mais melódicos, remetendo a canções de Post Malone como “Paranoid” e “Rich & Sad”, enquanto canta sobre a montanha-russa de sua vida e sua luta para se manter sóbrio. Já em “TwentyNUMB”, MOD SUN celebra os prazeres da vida e se joga no pop chiclete que lembra algumas faixas mais antigas da One Direction para criar a atmosfera de juventude e diversão. O aceno ao pop tem mais sucesso na divertida “Pornstar”, que incrementa elementos da trap music assim que o refrão dropa.

O álbum se encerra numa pegada mais acústica com a faixa-título “Internet Killed The Rockstar”, onde os vocais enfáticos de MOD SUN são acompanhados apenas pelo violão até a entrada da bateria na outro. O cantor expressa suas frustrações em relação à rápida mudança de interesse da internet e pede ao seu público: “lembrem de mim exatamente assim”.

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Mesmo abrindo espaço para duas de suas composições mais pessoais e honestas em “Prayer” e “Smith”, MOD SUN criou um álbum cheio de faixas divertidas que recebem mais destaque ao serem ouvidas individualmente. É o caso de “Annoying” e “Pornstar” que são bons destaques do disco, mas podem parecer meio apagadas no coletivo.

De modo geral, “Internet Killed The Rockstar” mostra potencial, mas é pouco inovador. Enquanto a produção das faixas surpreende positivamente pela mesclagem de gêneros, MOD SUN ainda tem um longo caminho a percorrer para causar mais impacto com suas composições. Apesar de não ser um álbum memorável, a aposta na nova direção musical criou um espaço onde MOD SUN parece se sentir confortável para ser a melhor versão de si mesmo e cativar novos públicos além do hype da internet.

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RESUMO DA RESENHA
MOD SUN - "Internet Killed The Rockstar"
Gabriela Marqueti
Jornalista, entusiasta de cultura pop e ex-fã de One Direction.