Resenha: “Apart” – LÉON (2020)

Léon
Foto: Sandra Thorsson
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Bruno Martini

Pouco mais de um ano após divulgar seu álbum de estréia homônimo, a cantora sueca LÉON apresentou ao mundo “Apart”, segundo disco de estúdio da carreira em outubro de 2020, marcando o debute da sua própria gravadora, LÉON Recordings.

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Bruno Martini

“Eu queria divulgar esse álbum enquanto ainda estou sentindo todas as canções”, explicou ao The Line Of Best Fit. “Eu quero deixá-las ir, ao invés de segurar esses sentimentos por muito tempo”, finalizou. Além disso, ela também justificou a troca de selos, declarando “não me sentir pressionada e ter tempo para escrever tem sido muito útil para mim como artista”.

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A artista aparece nos créditos da produção, junto com Fanny Hultman, Madelene Eliasson e Martin Stilling. Além de também ter composto todas as músicas, dividindo a autoria com os nomes já citados, Amanda Cygnaeus e Jerker Hansson. Em entrevista concedida à Paper Magazine, LÉON revelou que as influências para esse novo trabalho foram as bandas The Mamas and the Papas e Big Star, que vão de encontro ao seu estilo que lembra muito os anos 70. “Eu queria que o álbum fosse um pouco mais orgânico então, eu queria que tivesse coros e cordas”.

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O título do disco foi escolhido graças à ajuda da mãe de Martin Stilling, após ler o nome de todas as músicas presentes nesse projeto. “… nada parecia correto. Eu não queria que parecesse forçado também”, contou ao Best Fit. Em tradução livre, “apart” tem sentido de “separado”, podendo indicar uma distância física ou mental tanto de si mesma quanto das pessoas ao seu redor, o que combina bastante com o tema imposto em todas as letras.

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Ao contrário do seu trabalho de estréia, “Apart” é sobre coração partido, sobre não saber para onde ir ao se deparar com o fim de um relacionamento que dura há anos. Algumas faixas tem um ritmo otimista e animado, mas são apenas uma máscara em cima da tristeza da personagem principal dessa história.

O timbre de LÉON lembra bastante o da cantora Adèle, especialmente “Head And Heart On Fire” para mim pois faz paralelo com “When We Were Young”. E, apesar de começarmos um tanto quanto introspectivos, tudo muda na faixa seguinte…

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Em “And It Breaks My Heart”, a narradora reflete sobre o fim desse amor, se questionando para onde o entimento vai quando desaparece de uma hora para outra. E, apesar da outra pessoa deixar a porta aberta para que essa chama seja reacesa, ela simplesmente não consegue responder da mesma forma. “(And you want answers) / (But I don’t have them) / (Say we were happy) / (So what happened?)”.

O ritmo animado continua em “Crazy/Stupid”, onde ela fala sobre as dificuldades de deixar aquela pessoa com quem ela compartilhou tanto simplesmente para trás, fazendo com ela enlouqueça um pouco. Ainda assim, apesar de tudo, consegue ter a consciência de que não é certo continuar dando expectativas do que não consegue sentir. “I’m so out of my mind / I’m crazy, yeah, I’m stupid ‘cause I can’t forget”. “In a Stranger’s Arms” é uma balada, uma reflexão sobre superar o coração partido encontrando amor “nos braços de um estranho”.

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“Chasing a Feeling” é a quinta música do álbum, mas na verdade segundo a compositora contou na previamente citada entrevista à The Line, é onde a história começa. Ao meu ver esse é o pontapé inicial de quando você começa a questionar as experiências que está enfrentando, começando procurar algo onde não existe mais nada, provavelmente permanentemente. “Todas as outras músicas são um resultado do que aconteceu depois. Eu lembro vividamente de como me senti quando escrevi, como eu reagi quando recebi o primeiro rascunho enquanto estava em LA umas semanas depois. Eu estava deitada na cama e eu simplesmente comecei a chorar. Haha, eu pareço tão depressiva! Mas eram simplesmente muitas emoções por toda a parte”.

É normal que as pessoas mudem com o passar do tempo, o que faz com que muitas pessoas em um relacionamento (romântico ou não, mas o foco aqui é o romântico) acabem se afastando, geralmente porque uma das partes não gosta dessas mudanças e o amor acaba morrendo. “Falling Apart” é uma balada sobre isso: perceber que vocês cresceram, as coisas estão diferentes e que o amor não sobreviveu à essas mudanças de temporada.

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“Who You Lovin’” também é uma música mais animada e fala sobre a necessidade de se desapegar da pessoa por quem você não sente mais nada romanticamente falando, mas egoistamente você ainda se pega querendo saber com quem ele está passando o seu tempo. “Eu sentia uma mistura de raiva e cansaço em relação à uma pessoa, mas uma forte necessidade de ser vista e me sentir desejada ao mesmo tempo. Então, todas essas emoções acabaram nessa canção”, revelou à TotalNtertainment.

“Seventeen” é a prolongação dos sentimentos das duas faixas anteriores: o medo de deixar partir, a vontade de querer partilhar de um último gesto antes do “adeus” final. Na minha opinião, talvez seja a faixa mais fraca do álbum todo, mas ainda assim o arranjo e a produção estão excelentes. O álbum vai chegando ao fim com a breve “Tell Me”, um apelo de LÉON para que a pessoa a convença a ficar, mostrando à ela razões para eles ficarem juntos.

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Em “Die For You”, a artista se mostra disposta a fazer qualquer coisa pela pessoa amada, porque simplesmente não consegue esquecer o tempo que passaram juntos. Conforme descrito anteriormente, esse é um álbum sobre perda, sobre barganha… Todas as canções refletem o mesmo objeto.

O final magistral fica por conta da faixa-título, “Apart”, onde ela começa a se questionar se conhece a si mesma o suficiente para ficar sozinha novamente, se preocupa demais com as opiniões dos amigos do antigo amor… Toda essa reflexão pode indicar um recomeço, um reset para que ela siga em frente, volte a se apaixonar por si mesma e conheça uma pessoa nova.

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RESUMO DA RESENHA
LÉON - "Apart" (2020)
Stephanie Hora
Jornalista, apaixonada por música, livros e cultura em geral.