Baiana SystemNa última semana, o Baiana System lançou seu álbum “O Futuro Não Demora”. Aproveitando isso, voltamos um pouco no tempo para relembrar o disco de estreia, que leva o nome da banda. Esta produção foi lançada em 2009, então está para completar dez anos.

Ela inicia com “Nesse Mundo”, que conta com a parceria de Roberto Mendes. O foco dela é o instrumental, que deixa a música muito dançante com instrumentos de corda. Entre as batidas, aparecem algumas frases, mas apenas ao fundo sem tirar o protagonismo do ritmo que é tocado.

Oxe, Como Era Doce” vem na sequência seguindo o mesmo estilo, mas com um vocal mais presente do que a anterior. Apesar de começar mais simples no instrumental, ao final ela fica bem agitada e mais elétrica. É uma ótima faixa dentro deste álbum.

Com uma percussão mais forte, aparece a “Barravenida”. A faixa é muito dançante, num ritmo de samba e a melodia se dá com toques de guitarra, aí sem presença alguma de vocal, mas que não faz falta também, justamente por ser tão cativante e animada. A guitarra tem um riff que se repete, mas ela varia bem alguns toques e velocidade, o que deixa a canção mais interessante.

Outra que é apenas instrumental é “Amerikha Expressa”. Além da diferença de tempo, esta é bem mais curta do que a anterior, ela muda também na questão rítmica. Ela inicia um pouco mais lenta e, só depois, é que passa a acelerar e ganhar batidas mais fortes ao fundo.

Uma das mais longas, “Da Calçada Pro Lobato” vem com a colaboração de Gerónimo. Ela já traz uma letra, apesar de aparecer em poucas partes. É uma faixa bem agitada, conta com batida animada ao fundo e novamente muito dançante. Ela ainda conta com uma parte de gritos em coro, algo bem estilo de samba. É uma das melhores e retrata bem este disco do Baiana System.

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BembaDub” traz logo de cara um riff que prende bastante e se repete durante toda a música. Não há muita parte cantada, mas quando aparece, ela com volume quase menor que o instrumental e como um sussurro.

Jah Jah Revolta” começa com uma guitarra forte, uma batida densa e, logo depois, a batucada entra ao fundo. Essa é a primeira que tem um vocal bem presente e tem um refrão com duas frases que é muito cativante.

Com BNegão, vem a ótima “Systema Fobica”. Com versos mais próximos do rap, ela tem uma letra que toca mais na questão social. Além disso, instrumentalmente ela é bem interessante, com toques de guitarra ao fundo, intercalando com os versos. E ainda consegue misturar bem momentos lentos com outros mais agitados.

Vinheta Baiana” é bem curta, com pouco mais de um minuto, e vem com um ritmo acelerado e dançante. Até pelo baixo tempo, ela não muda muito e repete bastante tanto batidas quanto toques nos instrumentos de corda.

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Como o nome sugere “Frevofoguete” tem uma batida que puxa para o ritmo pernambucano e é muito animada também. Ela até possui letra, mas o vocal fica sempre abaixo da batida, assim como foi feito em outras canções deste disco.

E, em “O Carnaval Quem É Que Faz?”, a batida segue o mesmo padrão da anterior, mas há uma bateria mais forte com ritmo mais dançante mesmo. Como o nome sugere, a letra fala sobre o festival e diz que quem faz a festa é o folião. É outra muito boa neste disco.

Ao final ainda há duas versões de “Jah Jah Revolta” e “Frevofoguete” em que alguns efeitos são adicionados e as canções têm os ritmos modificados levemente.

O álbum de estreia do grupo é muito bom, pois consegue mesclar diversos gêneros como samba, frevo e até um pouco de reggae tudo numa coisa só. Foi um disco que começou a dar as caras da banda e hoje conseguimos ver bem o contraste. Recentemente, eles lançaram “O Futuro Não Demora” e você pode ver as diferenças que apontamos na resenha aqui.

O guitarrista Roberto Barreto conversou com a Nação da Música sobre este novo trabalho e a entrevista também está disponível em nosso site.

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