Vitor Kley
Foto: Rafael Strabelli / Nação da Música.

Em setembro, o Vitor Kley lançou seu disco “Microfonado” nas plataformas digitais, que conta com músicas inéditas e outras repaginadas.

Além disso, entre uma faixa e outra, o cantor fala um pouco sobre cada criação, contando da origem, curiosidades e outros fatos.

Ele inicia com a famosíssima “Morena”. Na releitura, a principal mudança ficou no vocal, aqui ele consegue explorar bem mais e chega a níveis que não estão na versão original. Além disso, num refrão quando ele fala em “paralisei”, o som todo para, num jeito mais “brusco” que a de estúdio, o que ficou bem interessante.

Na sequência vem “Adrenalizou”, que agora inicia de maneira mais lenta, com voz bem suave e toques de piano ao fundo. Já no primeiro refrão, a energia sobe junto com a força dos instrumentos ao fundo, levando a versão mais próxima da original. Mas ainda assim sua parte instrumental é mais trabalhada e se destaca mais.

Na primeira colaboração do álbum, “A Tal Canção Pra Lua” tem a parceira de Samuel Rosa, vocalista do Skank. Ela é interessante, os dois cantores combinam bem, tanto na voz quanto no estilo musical. Seu refrão é bem cativante e a frase mais chamativa “Mirei na lua e acabei acertando as estrelas” dificilmente sai da cabeça depois de ouvir.

Já “Como Se Fosse Ontem” é uma canção bem mais lenta, como já havia sido apresentada em sua versão original. A diferença nela é que seu vocal é um pouco mais intenso. Sua letra é muito boa, falando sobre a importância de se viver já que o a vida passa rápido, e o cantor explica no disco que ela veio depois de ele ter um dia ruim após ter um dia muito bom, daí a ideia de “como se fosse ontem”.

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Marambaia”, como o Vitor Kley explica, é uma canção feita para o lugar onde ele aprendeu a surfar e onde a família mora até hoje. Essa é a que se difere mais da versão de estúdio, ela é mais lenta, tem um arranjo diferente, ficou realmente muito boa e até pela temática de praia, essa nova versão combina bem com o estilo.

Outra inédita é “Mundo Paralelo”, que, musicalmente, é “simples”, contando com apenas três acordes, como ele conta. Aqui ele fala sobre questões como a velocidade que a vida passa, o desapego do mundo virtual e a falta do contato humano.

Na segunda e última colaboração do disco, “Detesto Despedidas” tem a parceria de Pedro Calais, da banda Lagum. Mais uma vez, os estilos combinam bastante e é uma canção que consagra esse novo cenário da música brasileira com dois grandes artistas desta geração. Ela é muito boa, criada para ser bem envolvente e tem total êxito nesse sentido.

Fechando o álbum, como não poderia ser diferente vem o grande hit do cantor: “O Sol”. Ela ainda ganha uma boa repaginada, desde o início com a batida diferente ao fundo, o vocal um pouco mais devagar e até toques de piano acompanhando o cantor. Para encerrar com chave de ouro, o artista ainda arrisca na gaita e dá um toque bem diferenciado, que deixou a canção ainda melhor.

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“Microfonado” é um bom álbum. As releituras que estão presentes nele são ótimas, algumas até melhores do que a original e as inéditas são muito boas também, contando com parcerias que encaixaram perfeitamente.

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