The WeekndDepois do sucesso de “Starboy”, The Weeknd está de volta com o EP “My Dear Melancholy,”. São seis faixas e um pouco mais de 20 minutos, em que o artista canadense apresenta seu novo trabalho.

Monotemático, o disco fala exclusivamente sobre os relacionamentos anteriores do cantor, sem citar qualquer nome, e é por esse assunto que a melancolia já é tratada no título do álbum.

“Call Out My Name” é a que abre a tracklist. Com a melodia do refrão bem cativante, ela foi um acerto para ser lançada como primeiro single. Nessa ele fala sobre como foi um erro se apaixonar e que colocou a pessoa no topo. O refrão traz alguns versos que mostram um certo egoísmo do cantor como “Girl, why can’t you wait until I fall out of love” (Garota, por que você não pode esperar até eu perder a paixão?” e até “I want you to stay even though you don’t want me” (Eu quero que você fique mesmo se você não me quiser).

E se o canadense optou por não colocar nome de antigas parceiras, indiretas não faltaram. Na segunda parte da música, ele canta “I said I don’t feel nothing, baby, but I lied/I almost caught a piece of myself for your life” (Eu disse que não sentia nada, amor, mas eu menti/Eu quase cortei um pedaço de mim para te dar vida), o que lembra o fato de que ele poderia ter doado um rim a Selena Gomez.

Se a primeira era sobre o erro num relacionamento, “Try Me” que vem na sequência apresenta uma tentativa de voltar com alguém. Na música, a antiga parceira estaria com alguém novo e o cantor busca retomar as coisas de onde pararam. Nessa, já há uma batida presente desde o início e o refrão pouco muda o ritmo.

A terceira faixa “Wasted Times” continua na mesma linha de pensamento da anterior. Aqui, ela é um pouco mais agitada, e The Weeknd canta que perdeu tempo com outras mulheres e que não consegue esquecer a pessoa. No refrão, ele levanta perguntas de com quem ela estaria no momento. Ele ainda a compara com outras, dizendo que ela estava com ele desde o início e não só depois do sucesso.

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Na sequência vem duas canções que foram feitas em parceria com o francês Gesaffelstein. “I Was Never There” começa com uma batida mais forte do que as demais e possui uma letra agressiva também, como é possível ver nos versos “Ooh, now I know what love is/And I know it ain’t you for sure/You’d rather something toxic” (Agora eu sei o que é amor e eu sei que com certeza não é você, você preferia algo tóxico”. Ele ainda termina dizendo que está tudo desaparecendo e tudo é culpa da outra pessoa.

Já em “Hurt You”, o cantor já inicia dizendo que o relacionamento é um inimigo então é melhor ficar longe dele. O refrão que é composto apenas pela frase “I don’t wanna hurt you” (Eu não quero te machucar) traz mostra a voz um pouco mais aguda do canadense.

E, finalizando o EP, em “Privilege”, ele dá um recado mais direto, fala para a pessoa seguir com a vida privilegiada que tem e que disseram o último adeus. No segundo verso, ele ainda diz que sabe que ela não está sofrendo, pois era ele que estava com ela quando havia sofrimento.

É com esses versos repletos de indiretas sobre antigos relacionamentos que The Weeknd demonstra o sentimentalismo e retrata a melancolia anunciada no título. O disco é, musicalmente, próximo de seu início de carreira, quando lançou a coletânea “Trilogy”, em 2012. Mesmo não tendo músicas de baladas como “I Feel It Coming” e “Can’t Feel My Face”, o cantor mostra um outro lado, que é igualmente bom.

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