Alaska
Foto: Felipe Indini

Na sexta-feira (31), a banda Alaska lançou seu segundo álbum de estúdio chamado “Ninguém Vai Me Ouvir”.

Mudando um pouco seu estilo comparando com “Onda”, que foi lançado em 2015, este apresenta uma produção maior em cima de equipamentos eletrônicos e é mais puxado para o rock do que o anterior.

O disco inicia com “NVMO”, já com uma mistura de efeitos e bateria. O vocal agudo entra com destaque e no final da canção a batida ganha ainda mais força e há presença também de fortes distorções.

Tudobem” continua no mesmo estilo. Os versos com uma batida baixa, que, aos poucos, ganham volume e no refrão ela aparece com bastante força. A letra fala sobre guardar os sentimentos e a dificuldade de se abrir.

Em “Amanhã Vai Ser Pior”, a guitarra já surge desde o início com um destaque maior. Por outro lado, ela mantém um padrão maior, não fica tão pesado quanto as outras. Para o final, ela fica mais agitada e o vocal mais corrido também.

Bem mais leve do que as anteriores, “Até o Mundo Acabar” começa quase que só com o belo vocal agudo. A parte instrumental ganha mais volume com, aproximadamente, um minuto de canção, mas nada de maneira tão pesada. Seu refrão é extremamente cativante, essa é uma das melhores do disco.

Em “Me Vi Passar” a voz ganha efeitos desde o começo e, durante o refrão, este recurso aumenta, causando uma leve estranheza ouvindo pela primeira vez. Ela é, no geral, uma faixa mais leve, só para o final que fica um pouco mais forte.

Tem Que Ver Isso Aí” começa com uma batida mais alegre e aqui há uma influência maior de eletrônico. A própria voz no refrão é bem distorcida com muitos efeitos. Sua letra fala sobre um conflito interno.

Já “Chuva Passageira” retorna para um estilo mais próximo das faixas anteriores. O diferencial dela é o vocal bem agudo que já aparece desde os versos iniciais. Seu instrumental, variando de momentos agitados para outros mais calmos, é muito bem trabalhado. Ela é outro grande acerto dentro do disco.

Susha” continua na mesma pegada, sem tanta força na batida e com a presença de efeitos. Para o final da canção, ainda há uma boa utilização da guitarra num momento feito só com o instrumental, o que deixou a faixa bem agradável.

Outra que vem para acrescentar bastante ao álbum é “O Que Foi Nosso”. Sua sonoridade e a composição lírica são muito boas. O refrão é mais um que não sai da cabeça e te prende logo na primeira vez que ouve.

Infinita Procura/Eterno Desligamento” retoma para um estilo mais agitado, principalmente após o refrão. Nos versos, a melodia vocal é feita de uma maneira rápida e com pausas pontuais, deixando a música com um tom diferente.

SUaVVE” começa com um violão mais tranquilo e, aos poucos, fica um pouco mais agitada. Após o primeiro refrão aparecem os primeiros toques de batida e, já para seu final, um teclado ao fundo dá o diferencial para a parte instrumental.

Em “Só Mais Essa”, a batida fica mais forte novamente com um grande destaque para a bateria e para a guitarra que aparecem muito durante toda a faixa. Ela fala sobre conflitos e a dificuldade de deixar uma fase ruim para trás.

Terminando o disco, “___________ vazio” começa de um jeito bem diferente do restante. A voz quase robótica inicial ganha o acompanhamento forte instrumental após quase 40 segundos. Ela também varia o ritmo, mas vai aumentando a velocidade, terminando a canção praticamente no auge. Foi uma boa escolha como encerramento.

“Ninguém Vai Me Ouvir” é um bom álbum que tem como principal qualidade sua composição de letras. A qualidade da banda também pode ser notada na parte de instrumentos que complementam bem o vocal, inclusive na utilização de sintetizadores que deram um toque diferente para o trabalho.

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