Lana Del ReyA Lana Del Rey lançou, na última sexta-feira (30), seu mais novo álbum intitulado Norman Fucking Rockwell nas plataformas de streaming.

Para quem acompanha a cantora e já a conhece pela melancolia, desta vez ela aposta ainda mais forte neste sentimento, num trabalho muito bem feito, composto por músicas bem escritas, cheias de referência e sem uma grande aposta para rádios.

Começando com a faixa-título, a “Norman Fucking Rockwell”, ela é bem lenta e com o excelente piano ao fundo. Em sua letra, ela fala de um poeta que é descrito como infantil, que a fez passar por muitas coisas ruins e que ela enfatiza “você é um homem, é isso que você faz”.

Em “Mariners Apartment Complex”, o ritmo acelera um pouco, com bons arranjos, a voz da cantora está extremamente boa, de maneira suave, e é uma das melhores do disco, principalmente em sua composição lírica.

Em “Venice Bitch”, a artista apresenta uma voz mais aguda, conta com um backing vocal forte, que preenche bem o espaço, além de sintetizadores e um bom instrumental. Ela é um destaque dentro deste álbum, até pelo seu tamanho, com quase dez minutos de duração e traz uma letra mais romântica e produção bem feita.

Já “Fuck It I Love You” intercala bem versos rápidos, que são cantados quase que como um sussurro, e outros mais melódicos. Além disso, a bateria aparece mais, acelerando um pouco a canção. Seu refrão deixa um pouco a desejar, se comparado com outros, mas nada que comprometa muito.

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Doin’ Time” já havia sido apresentada anteriormente para o público e é mais agitada que as outras que vieram até o momento. É uma ótima escolha para single, é a que mais flerta com um estilo de balada para rádio nesta excelente versão de Sublime.

Uma das melhores do álbum é “Love Song”. Ela inicia com um belíssimo violino com piano ao fundo e ainda conta ótimos versos que antecedem o excelente refrão. Sua letra traz um toque maior de romantismo e sensualidade, mas o principal dela é justamente a combinação de vocal e instrumental.

Em “Cinnammon Girl”, há uma história que aborda um relacionamento complicado em que ela tem medo de se machucar, tem coisas para falar, mas demonstra um certo receio a respeito disso. Aqui há um vocal mais agudo e um refrão bem cativante.

How to Disappear” apresenta, mais uma vez, um estilo mais triste, com melodia bem lenta e um belo violino ao fundo. Aqui ela traz um vocal com um excelente alcance, mostrando bem a sua potência e qualidade.

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Já em “California”, o ritmo acelera conforme o passar do tempo, iniciando de maneira lenta, com versos tranquilos e chegando com um refrão bem forte e cativante. Ela ainda possui uma base instrumental muito bem trabalhada.

The Next Best American Record” tem também versos leves, mas já mais rápidos desde o início da canção. A cantora vem com a voz mais aguda e com bom instrumental acompanhando ao fundo, que é intercalado com partes em que ela canta praticamente sozinha. A faixa é muito boa e seus quase seis minutos passam depressa.

Uma das melhores produções da Lana Del Rey é “The Greatest”. Nesta sua letra tem também um tom crítico à política norte-americana, falando das queimadas na Califórnia e até do apoio de Kanye West a Donald Trump. A faixa ainda conta com uma ótima utilização de guitarra, o que complementa bem.

A tristeza volta a ser marcante em “Bartender” e isso é nítido tanto na questão das batidas e instrumentos quanto em sua voz, que dá para sentir bem o sentimento passado. Ela é uma das canções que deixam um pouco a desejar, quando comparamos com outras de altíssima qualidade que foram apresentadas.

Outra muito boa é “Hapiness is a Butterfly” e aqui ela traz um pouco da melancolia novamente. Falando que tenta pegar a felicidade, mas que ela foge e diz, mais uma vez, que já está machucada, então o outro não poderia fazer tão mal.

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Fechando o álbum aparece a “Hope Is A Dangerous Thing For a Woman Like Me To Have – But I Have It”. Novamente, sua impecável voz é destaque nesta canção, que conta com um apoio de piano ao fundo e chega a ficar sem qualquer batida também. É uma excelente música e perfeita para encerrar o álbum.

“Norman Fucking Rockwell” é uma excelente produção, mostra bem a evolução da artista. Ela ainda se arrisca bem, sem trabalhar em faixas puramente comerciais e apresenta todo seu talento, tanto como cantora como quanto compositora, com excelentes letras.

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