Resenha: “Rasgacabeza” – Francisco, El Hombre (2019)

Francisco El Hombre
Foto: Jeff

O Francisco, El Hombre lançou, na sexta-feira (15), seu novo álbum intitulado “Rasgacabeza” nas plataformas de streaming.

Com oito canções, o disco flui muito bem, traz diferentes ritmos e prende bastante quem está ouvindo. Sua sonoridade apresenta novidades, mas sem fugir do que já conhecemos do grupo, além de trazer ótimas composições líricas.

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Ele inicia com a “Chama Adrenalina”, que já havia sido liberada anteriormente. Em seu começo há um efeito como se fosse uma máquina de medição de batimento cardíaco e, assim que ele acelera, entra a rápida batida da música. Sua letra traz um grande uso do fogo, que é retratado como “ritual, reação e pulsão da vida”. Em todo momento expressões ligadas a isso são usadas e para acabar com a monotonia, sugerem o uso de gasolina.

Com uma letra mais repetitiva, aparece a “Chão, Teto Parede”. Aqui, além de efeitos sonoros como de carro de polícia, por exemplo, há uma mistura com pouco de eletrônico também. Nela, eles cantam que tudo está pegando fogo, no início falam do chão e parede, mas depois citam igreja, polícia, circo, entre outras.

Travou” possui ainda mais toques de eletrônico com uma batida mais intensa. Sua letra já é mais variada e fala sobre o cotidiano, medo de cair na rotina, ficar sem amor e morrer com um sonho, que é a parte do refrão. Um ponto interessante é logo depois de falar “travou” que a música para completamente como se tivesse acabado, cria-se uma dinâmica interessante.

Com a parte instrumental mais bem trabalhada, aparece “Encaldeirando”. Essa é uma das melhores do álbum, sua letra fica bastante na cabeça e o refrão é muito envolvente. Mais uma vez, a figura do fogo surge, relacionando com ideia. Outra marca boa é a da guitarra muito presente que dá um toque especial na música.

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Parafuso Solto” já é um pouco mais lenta, o que dá um destaque maior aos vocais, que demonstram toda sua qualidade aqui. Aqui a letra é feita com uma metáfora de máquina, relatando seus movimentos e seu funcionamento. Também é uma das faixas que se destaca nesta produção.

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E para quem gosta das mais lentas, “O Tempo é Sua Morada”, com certeza, vai agradar muito. Ela tem um tom bem mais emocional e uma letra muito bonita, diminuindo bastante a velocidade apresentada no álbum até então. Nela há uma mistura de falas sobre o passado, memória e momentos de celebração. Ela é muito interessante.

Voltando ao ritmo normal, “Manda Bala Fogo” traz um vocal extremamente acelerado, tendo uma dificuldade até para entender o que é cantado, contrastando bem com a anterior. Novamente, aparece o elemento do fogo, principalmente no refrão, que é cantado com um tom mais agressivo.

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Começando com o mesmo efeito da primeira música, “Se Hoje Tá Assim” encerra muito bem o disco com o estilo que esteve mais presente em todo o momento. Um vocal rápido, muitas vezes gritado e uma boa mistura de instrumentos ao fundo.

Apesar de curto, o “Rasgacabeza” é um excelente álbum. Ele consegue, com metáforas, tratar de temas importantes e que nos fazem parar para pensar. Ao mesmo tempo, há  uma excelente mistura de ritmos e a alternância de velocidades dentro do disco ajuda muito quem está ouvindo, pois dão um momento para relaxar também.

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Francisco, El Hombre traz, neste álbum, uma sonoridade com novidades, mas sem fugir do que já conhecemos do grupo, além de trazer ótimas composições líricas. Com oito canções, o disco flui muito bem, traz diferentes ritmos e prende bastante quem está ouvindo. Resenha: “Rasgacabeza” - Francisco, El Hombre (2019)