Resenha: “Staying at Tamara’s” – George Ezra (2018)

- PUBLICIDADE -

blank

blank
Quatro anos depois de lançar seu álbum de estreia “Wanted on Voyage”, George Ezra volta com “Staying at Tamara’s”, lançado na última sexta-feira (23). Com um pouco menos de quarenta minutos, o cantor apresenta um amadurecimento musical com ótimas faixas.

O disco inicia com “Pretty Shinning People”, uma música que começa com um violão devagar e pega um ritmo mais acelerado no refrão, o que combina com a letra. Num primeiro momento passa uma mensagem de cansaço “What a terrible time to be alive if you’re prone to overthinking” (“Que péssima hora para estar vivo se você está propenso a pensar demais”) e depois frases mais positivas “Hey pretty smiling people, we alright together” (“Ei pessoas com belos sorrisos, vamos ficar bem juntos”)

Na sequência, aparece “Don’t Matter Now”, que já havia sido divulgada como single no ano passado. Não para menos essa escolha, a faixa é uma das melhores. Ela é agitada, fica na cabeça.

“Get Away” é a terceira e mantém bem o ritmo folk mais rápido e uma estrutura repetitiva com verso, pré-refrão e refrão. Apesar de curta, é uma boa música.

Já “Shotgun” começa um pouco mais devagar e vem acelerando, quando está para chegar ao refrão o ritmo diminui, o que dá uma quebrada. Ela ainda acaba com o refrão cantado num coro e saindo num fade out.

A quinta faixa, “Paradise”, pode ser considerada o destaque do álbum. Não chega a ser impactante como foi “Budapeste”, mas também é puxada para o pop e já foi lançada como single em janeiro.

“All My Love” aparece depois e começa quase que sem batida, com grande destaque para o vocal grave do britânico. Quando o refrão entra, aí o ritmo sobe, acompanhando o volume da voz. Essa é a primeira com letra bem romântica e aqui já há uma mistura do folk com pop, com força maior no segundo estilo.

Dando continuidade vem “Sugarcoat”, uma faixa que pode passar despercebida no meio de tantas com qualidade. A canção é bem leve, também explora a ótima voz do artista, mas não apresenta muito além disso.

Começando com apenas um violão ao fundo, “Hold My Girl” traz também a fórmula de iniciar lentamente, acelerar o ritmo e chegar ao fim com o vocal mais gritado. Ela, mesmo sendo repetitiva com a frase do refrão (“Give me a minute to hold my girl”), é uma boa faixa.

“Saviour” tem como diferencial ser a única com parceria em todo o disco. As mulheres da dupla folk First Aid Kit não são o destaque da música, funcionam quase como um backing vocal, mas completam muito bem a faixa.

A penúltima canção do álbum e a mais diferente, “Only a Human”, é também uma das mais atraentes. Primeiro pelo fato de deixar o violão de lado e mudar um pouco o ritmo. Nela, um piano é tocado ao fundo e de maneira bem lenta.

O álbum termina com uma ótima escolha. “The Beautiful Dream” é uma música devagar também com um bom instrumental ao fundo. Além de ser a maior do disco, ela conta com uma ponte cantada por uma mulher e o refrão ainda é possível aproveitar o alcance vocal de George Ezra, tanto no grave quanto no agudo.

Muito obrigado pela sua visita e por ler essa matéria! Compartilhe com seus amigos e pessoas que conheça que também curtam George Ezra, e acompanhe a Nação da Música através do Twitter, YouTube, Facebook, Instagram e Spotify. Você também pode receber nossas atualizações diárias através do email - clique aqui e cadastre-se. Caso encontre algum erro de digitação ou informação, por favor nos avise clicando aqui.

Torcemos para que tudo esteja bem com você e toda a sua família. Não se esqueça de lavar bem as mãos e se possível #FicaEmCasa, mas se precisar sair não se esqueça de usar a máscara! Cuide-se.

- PUBLICIDADE -