Resenha: “Tranquility Base Hotel & Casino” – Arctic Monkeys (2018)

Arctic Monkeys
Foto: Zackery Michael
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MAR ABERTO

Após 5 anos do lançamento de “AM”, os britânicos do Arctic Monkeys voltaram ao cenário fonográfico com novo material nesta sexta-feira (11) e o som que ouvimos foi diferente do que normalmente os fãs estão acostumados.

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MAR ABERTO

O vocalista Alex Turner já havia declarado que passou por um período de bloqueio lírico quando estava se preparando para entrar em estúdio com seus companheiros e o guitarrista, Jamie Cook, inclusive revelou que todos estavam em dúvida se este seria um álbum solo de Alex ou se levaria o nome do AM. Bom, agora o motivo é de conhecimento geral: não há muitos elementos pesados no álbum, apenas uma ou duas faixas contém melodias deste tipo, o restante remete bastante ao projeto solo de Turner com Miles Kane, The Last Shadow Puppets e bandas como Tame Impala e Pink Floyd.

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“Tranquility Base Hotel & Casino” é um álbum conceitual e completamente imerso numa atmosfera que remete aos anos 60 e todos os elementos dessa época, algo que Alex já vinha trazendo desde a era “AM”, se prestarmos bastante atenção na forma como ele se apresenta desde então.

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Analisando o disco como uma grande história com início, meio e final, a organização das canções confunde. A intro fica por conta de “Star Treatment”, que parece fazer parte da metade deste enredo e conversa com “Batphone” – ouso dizer que é a minha favorita –, penúltima faixa do disco. Caso tivesse sido iniciado com a faixa-título do mesmo, as melodias talvez poderiam ter fluido de maneira mais coesa. E falando em unidade, o final de “One Point Perspective” e início de “American Sports” são tão parecidos que nem percebemos quando uma termina e a outra começa.

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A ‘vibe’ do disco muda a partir de “Golden Trucks”, onde podemos ouvir mais instrumentos do que nas faixas anteriores, assim como em “For Out Of Five”, “Science Fiction”, mas nada pesado. A música mais pesada é “She Looks Like Fun”, que remete bastante à “You’re So Dark”, lançada no EP “One For The Road”, de 2013.

Assim como em “AM”, que terminou com a balada “I Wanna Be Yours”, originária do poema de mesmo nome do inglês John Cooper Clarke, os macacos do ártico se despedem do hotel Tranquility ao som da reflexiva “The Ultracheese”.

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“Tranquility Base Hotel & Casino” tem a ver com trabalhos anteriores da banda, claro, mas não é tão comercial quanto o seu antecessor, que fez com que a banda alcançasse um público maior; ouso dizer, o grande sucesso deles. Contudo, este não é um disco que agradará a todos os ouvidos exatamente pelo fato de que ao mesmo tempo que tem elementos de outros tempos, ele não carrega a assinatura da banda: canções com instrumentos marcados, pesados e agitadas, como “Teddy Picker” ou “Brianstorm”, presentes em “Favourite Worst Nightmare”, de 2007.

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Ouça agora o “Tranquility Base Hotel & Casino”:


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RESUMO DA RESENHA
Resenha: "Tranquility Base Hotel & Casino" (2018)
Jornalista, apaixonada por música, livros e cultura em geral.