Liam Gallagher
Divulgação

No final de setembro, Liam Gallagher divulgou seu segundo álbum de solo intitulado “Why Me? Why Not.” nas plataformas de streaming.

Contando com as bônus da edição deluxe, são 14 faixas e, mesmo para quem não é fã, dá para dizer que é difícil achar uma ruim. Claro, tem pontos altos e baixos, às vezes dentro da mesma música, mas ele apresenta um trabalho de altíssimo nível com uma regularidade preciosa.

Ele inicia com o single “Shockwave”, que já havia sido liberado para o público anteriormente. E é uma boa amostra do que está por vir, uma música muito bem trabalhada, com guitarra bem presente e até gaita, dando um belíssimo complemento à parte instrumental. Seu refrão é muito forte e o vocal é destaque.

One Of Us” também já tinha sido divulgada e apresenta um outro tom. Ela inicia um pouco mais devagar do que a anterior, sem tantos toques de guitarra e uma voz mais leve. O refrão também não é tão viciante quanto a primeira, mas é mais melódico, o que combina com Liam Gallagher também.  No final uma pequena parte com instrumental mais aparente ficou ótima.

Uma das minhas preferidas é “Once”, que é outra que já tinha sido liberada. Ela é bem mais lenta, começa praticamente apenas com violão e voz. Além disso, o tom emocional que o britânico traz na letra e na voz é realmente muito bom.

Now That I’Ve Found You” é mais “pop”, por possui letra e ritmo mais repetitivos, uma batida animada e com uma estrutura diferente das outras, sem tanto foco nos instrumentos. Ainda assim, ela é uma canção boa e que encaixou bem neste trabalho de Liam.

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Na sequência aparece “Halo”, que tem, em seu início, um piano forte, dando um ar completamente diferente. Essa já tem uma força maior no instrumental e conta com um belo solo de guitarra no meio da faixa também. O vocal varia bem no timbre e força um pouco mais também. O refrão não é dos mais fortes, mas isso não estraga nem um pouco a canção.

A faixa-título, “Why Me? Why Not.” é a que vem depois. Ela é mais uma que se destaca, feita com grande qualidade e novamente apresenta solos muito bons durante a canção. Tem versos e refrão fortes, é uma ótima música.

Uma das melhores é “Be Still”. Aqui, Liam Gallagher tem a voz mais trabalhada no grave, principalmente nos versos iniciais, e talvez o melhor refrão deste álbum, tanto pelo ritmo quanto pela letra, que fala sobre superação.

Diminuindo um pouco o ritmo deste disco vem a “Alright Now”. Ela dá uma acalmada, mas um meio monótona também. Do meio para frente, ela apresenta um tom alegre, traz uma guitarra com efeitos, mas voltando o vocal, volta o mesmo ritmo do início.

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Meadow” já inicia com um tom diferente, com um leve efeito no início e vocal mais lento, com violão e bateria lenta ao fundo. A letra também é boa, falando de manter a cabeça erguida e o diferencial dela é que, no fim, tem mais de um minuto sem vocal, finalizando num grande fade out.

The River” é a última deste álbum que o público já conhecia antes do lançamento. Ela volta a jogar a energia para cima com riffs de guitarra marcantes. Seu refrão é excelente, bem forte e seus versos estão com uma sintonia ótima com o ritmo ao fundo. Não à toa foi escolhida como single, ela sem dúvida se destaca.

Em “Gone” o ritmo desacelera novamente e aqui é marcante a linha de baixo, muito bem trabalhada ao fundo. Na realidade, a parte instrumental toda dessa faixa é ótima, em determinados momentos até com violino se destacando, o que já difere de todo o restante do disco.

Com o alto nível do rock britânico aparece a “Invisible Sun”. São tantas músicas de qualidade no álbum que ela pode passar despercebida, mas ela é muito boa também, a guitarra está em evidência e o vocal bem trabalhado.

Misunderstood” começa apenas com voz e violão, de maneira bem leve e agradável. Ela ganha força no decorrer da música, não chega perto de outras canções nesse aspecto, mas fica mais potente que no início, com direito a um solo de guitarra no fim e é aquela música que fica bastante na cabeça, com certeza um sucesso entre os fãs. Sua letra é bem bonita também, falando sobre conquistas que se pode alcançar e como é incompreendido pelos outros.

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Fechando o disco, está a “Glimmer”, uma música bem animada e foi uma excelente escolha para encerramento, pois deixa a energia mais elevada. Aqui o vocal é mais leve, sem tantas mudanças de timbre e a parte instrumental passa essa leveza também, terminando, inclusive, com um piano.

O “Why Me? Why Not.” é um excelente trabalho, traz bem a essência do rock inglês e é uma melhora se comparado ao primeiro álbum solo do artista. Ele tem uma boa mistura de ritmos, as músicas, num geral, agradam bastante e demonstram uma energia ótima, mesmo com variados temas também.

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