Charlie PuthNo dia 11 de maio, o cantor Charlie Puth divulgou seu segundo álbum de estúdio chamado “Voicenotes”. E, mais uma vez, ele acerta em suas parcerias. Se em seu primeiro trabalho, Meghan Trainor e Selena Gomez renderam bons hits, neste o artista aposta em Boys II Men, James Taylor e Kehlani.

Ele começa com “The Way I Am”, que possui uma introdução com guitarra e um riff que faz a melodia refrão cativante. Ela é um pouco mais pop do que o restante, mas isso faz com que ela seja uma ótima escolha para abrir o disco.

Na sequência, vem “Attention”, que já havia sido lançada como single. Aqui ele usa uma linha de baixo que encaixou muito bem em seu estilo e ainda conseguiu dar um destaque maior a seu vocal agudo.

Em “LA Girls”, há uma nova mudança na batida e com algumas boas pausas, criando uma melodia diferente. O refrão é um pouco repetitivo, principalmente no final, mas nada que chegue a enjoar.

“How Long”, que também já tinha sido liberada como single, é mais agitada, com palmas ao fundo. Os versos são cantados com voz mais grave, o que deixa ela mais interessante. A entrada para o refrão é excelente, o artista estica a voz, o instrumental para, deixando só o vocal e aí sim entra o refrão. Talvez seja uma das mais cativantes.

A primeira parceria que aparece é “Done For Me” e é um grande acerto, tanto na escolha de quem faria a colaboração quanto na criação da música. Primeiro que a Kehlani está muito em alta, cada hora é um hit novo em que ela aparece. Segundo que sua voz combinou muito com a de Charlie Puth. Ela foi criada sabendo que seria single e nem poderia ser diferente.

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“Patient” é a primeira faixa que inicia mais lenta. Ela até fica um pouco mais agitada, passando o tempo, mas nada comparado a outras, ela não chega a ser dançante. Nela, o cantor muda um pouco também e faz o vocal mais grave no refrão, que ficou ótimo

Em nova parceria, desta vez com Boys II Men, “If You Leave Me Now” é outra grande faixa. A canção dá um grande destaque para o vocal, sem muito instrumental ao fundo, apenas com backing vocal. Charlie Puth ainda mostra bem o alcance de sua voz. Ela é muito mais melódica que a restante.

“BOY” já traz de uma agitação e um refrão que fica bastante na cabeça. Um destaque dela é a ponte que é feita no instrumental apenas com o teclado, o que ficou muito interessante.

Slow It Down” começa com uma batida um pouco diferente, ela tem uma pegada mais pop também, mas sem perder a essência do disco.

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“Change” é outra parceria que fez muito bem. A faixa é mais lenta, com um instrumental bem leve ao fundo e a voz do James Taylor, que é mais grossa, encaixou bem aqui. A letra é ótima, foge do clichê dos relacionamentos e fala sobre mudar o mundo, levando mais amor e aproximar as pessoas.

Logo depois, vem “Somebody Told Me”, que começa um pouco devagar, mas ganha ritmo aos poucos, mas sem tanto o estilo de balada que há em outras. O refrão é o momento que a canção fica mais agitada.

Empty Cups” possui uma batida boa com forte utilização do baixo também, que é algo já apresentado antes em “Attention” e que poderia até ser mais explorado.

E, para fechar com chave de ouro, “Through It All” é a música que mais foge do padrão. Ela inicia com um piano, tem um instrumental forte e, apesar de Charlie Puth não utilizar tanto do agudo aqui, ele mostra bastante de sua qualidade vocal.

“Voicenotes” é um excelente álbum, um dos principais lançamentos de 2018 e mostra bem a evolução do artista. Positivamente, podemos destacar tanto a mistura de estilos que diferencia e as colaborações, que resultaram faixa muito boas e também não há um abuso de parcerias. Já um ponto que deixa a desejar é a criação de letras, com raras exceções, ele é quase monotemático, falando sobre relacionamentos, mas isso não é algo que faça o disco ser ruim.

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