Bring Me The Horizon estreia no Rock in Rio 2026 com show explosivo

BRING ME THE HORIZON
Foto: @RafaelStrabelli / Nação da Música

Após cinco passagens pelo Brasil, o Bring Me The Horizon finalmente fez sua estreia no Rock in Rio neste sábado (5). No Palco Mundo, a banda britânica encontrou um público completamente entregue, que respondeu aos comandos de Oliver Sykes com mosh pits, saltos e refrões cantados em coro ao longo da apresentação.

A passagem pelo festival marcou a sexta visita do grupo ao país, que já havia recebido o Bring Me The Horizon em diferentes momentos da carreira. Entre eles, está a participação no Lollapalooza Brasil, em 2019, além de apresentações próprias realizadas pela banda por aqui.

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No Rock in Rio, a dimensão do Palco Mundo deu outra escala à performance. Desde os primeiros acordes de “DArkSide”, faixa de “POST HUMAN: NeX GEn” (2024), a resposta da plateia deixou claro o nível de expectativa em torno da apresentação. Oliver Sykes assumiu rapidamente o papel de condutor do público, incentivando rodas, saltos e cantos coletivos.

A setlist percorreu diferentes momentos da trajetória do Bring Me The Horizon com canções como “The House of Wolves”, “Happy Song”, “Teardrops”, “Doomed” e “Throne” apareceram ao lado de músicas mais recentes, como “Dehumanized” e “Kool-Aid”.

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A mistura funcionou especialmente bem diante de uma plateia formada por fãs de diferentes fases da banda. Enquanto as músicas mais recentes reforçavam a atual identidade do grupo, faixas como “Shadow Moses” e “Drown” provocavam algumas das respostas mais intensas do público.

Um dos momentos mais marcantes veio com “Pray for Plagues”, do álbum “Count Your Blessings” (2006). A música ganhou ainda a participação de um fã no palco, convidado por Sykes para dividir os vocais. A escolha criou um dos momentos de maior proximidade entre artista e público durante o show.

A produção visual teve papel importante na apresentação. O Bring Me The Horizon aproveitou o novo telão do Palco Mundo para ampliar a estética construída pela banda na era “POST HUMAN”, com imagens computadorizadas, personagens, cenários destruídos e referências ao universo digital.

O espetáculo incorporou elementos de videogame e RPG, com comandos e imagens que simulavam uma espécie de jogo coletivo. Dessa forma, a plateia sentiu-se inserida nessa narrativa visual, como parte de uma experiência construída pela própria banda.

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O recurso ajudou a dar escala ao espetáculo, mas não tomou o lugar daquilo que sustentou a apresentação durante toda a noite: a interação direta entre Sykes e o público. A cada comando do vocalista, a resposta vinha das primeiras filas até os setores mais distantes da Cidade do Rock.

A comunicação de Oliver Sykes com a plateia também teve espaço para momentos mais descontraídos. Falando em português em diferentes momentos, o vocalista brincou com sua relação com o Brasil e mencionou que possui CPF e Pix.

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Houve ainda um pequeno deslize durante uma das interações. Ao falar com o público, Sykes disse “Por favor, São Paulo”, mesmo estando no Rio de Janeiro. Logo depois, percebeu o erro e explicou: “Conheço mais São Paulo”.

Em outro momento, o vocalista desceu até o público, onde recebeu uma bandeira do Brasil, reforçando a proximidade que a banda mantém com os fãs brasileiros.

Com cerca de 1h20 de duração, o Bring Me The Horizon construiu uma apresentação que passou por diferentes fases da carreira sem perder intensidade. O encerramento veio com “Can You Feel My Heart”, seguida de “Fifteen Fathoms, Counting” como faixa de saída.

Em sua primeira participação no Rock in Rio, a banda encontrou um público que conhecia cada mudança de fase, cada refrão e cada momento do repertório. A estrutura do Palco Mundo serviu para ampliar essa conexão, combinando a força das músicas com uma produção visual grandiosa e uma interação constante com quem estava diante do palco.

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Para uma banda que já passou cinco vezes pelo Brasil, a estreia no Rock in Rio tinha o peso de um encontro aguardado há anos. Ao fim da apresentação, ficou a impressão de que a espera valeu a pena.

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Stephanie Hora
Stephanie Hora
Jornalista, apaixonada por música, livros e cultura em geral.