Interpol prova no Lollapalooza que a conexão com o público só cresceu

Interpol
Foto: @RafaelStrabelli / Nação da Música.

O Interpol voltou ao palco do Lollapalooza Brasil nesta sexta-feira, 20, marcando sua terceira passagem pelo festival, depois das apresentações nas edições de 2015 e 2019. E, de certa forma, dava pra sentir que não era só mais um show dentro da programação. Havia ali um reconhecimento mútuo, quase como um reencontro. A banda foi a penúltima a se apresentar no Palco Samsung Galaxy.

Logo nos primeiros minutos, ficou claro que a energia da noite anterior, na Audio, não tinha ficado para trás. Pelo contrário, o público parecia mais barulhento e completamente disposto a acompanhar cada música. Era aquele tipo de plateia que não espera o refrão para reagir, canta junto do começo ao fim.

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O setlist seguiu uma linha próxima ao show solo, mas com mudanças que fizeram diferença na dinâmica. “All the Rage Back Home” abriu o caminho, e, em seguida, “No I in Threesome” e “C’mere” ajudaram a estabelecer o clima. Ainda assim, ao longo do show, a ordem das músicas trouxe outra leitura, menos linear e um pouco mais direta.

“The Rover” apareceu mais cedo, assim como “Rest My Chemistry” e “Obstacle 1”, que continuam funcionando como pontos de conexão imediata com o público. Nesse momento, já não havia mais distinção entre palco e plateia. Todo mundo estava cantando.

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A recentemente apresentada ao público “See Out Loud” voltou a aparecer no set, reforçando a nova fase da banda. A faixa se encaixa com naturalidade, mas ao mesmo tempo chama atenção justamente por destoar sutilmente do restante, principalmente pela nova dinâmica vocal.

Na sequência, “Evil” e “Slow Hands” mantiveram o ritmo em alta, mas, diferente do show na Audio, “Slow Hands” não veio como encerramento. Essa mudança, embora simples, altera a sensação de fechamento e deixa o set mais aberto, menos previsível.

“Narc”, “Roland” e “Not Even Jail” vieram quase em bloco, sustentando a intensidade, até chegar em “PDA”, que mais uma vez funcionou como um dos pontos altos da apresentação.

Parte disso também passa pela presença de Urian Hackney, substituto de Sam Fogarino. E, assim como na noite anterior, a adaptação não só é visível como já soa natural. Hackney toca com segurança, mas também com personalidade, mostrando o quanto já está em sintonia com a banda. Para quem acompanhou o The Town, a presença dele não chega a ser novidade, já que esteve por aqui anteriormente com Iggy Pop.

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Ao longo do show, Paul Banks se mostrou novamente comunicativo. Entre uma música e outra, agradeceu diversas vezes ao festival e ao público, reforçando o quanto estavam felizes por estar ali. Em um desses momentos, resumiu bem o clima da apresentação: “Nós amamos estar aqui. Amamos estar aqui com vocês”. E isso, de fato, parecia recíproco.

Se na Audio o show tinha um ar mais controlado e quase íntimo, no Lollapalooza ganha outra escala. Ainda é o mesmo Interpol, mas com mais resposta, mais volume e mais entrega do público. No fim, fica a sensação de continuidade. Não como repetição, mas como desdobramento natural de uma banda que, mesmo mantendo sua essência, encontra pequenas formas de se renovar ao vivo.

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Stephanie Hora
Stephanie Hora
Jornalista, apaixonada por música, livros e cultura em geral.