Liniker leva potência, carisma e excelência para show em estádio digno de estrela global

liniker
Foto: Karolina Wielocha

Guil Anacleto aqui para dizer que no último dia 11 de julho, sábado, eu tive o privilégio de ver a cantora Liniker subir ao palco do Nubank Park para fazer o primeiro show da turnê “Bye Bye Caju” e vim contar para vocês a experiência que eu tive.

Com a finalidade de encerrar essa era tão exitosa do álbum “Caju”, a turnê se mostrou bastante imponente e contou com uma estrutura digna de grandes artistas internacionais, com banda completa, backing vocals, trocas de figurino, dançarinos, passarela e até uma plataforma elevatória, por onde a cantora fez sua entrada triunfal e por onde saía em determinados momentos para as trocas de figurino durante os interlúdios nos imensos telões.

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Visitando toda a sua carreira, Liniker iniciou o show cantando músicas dos seus dois primeiros álbuns em parceria com a banda Os Caramelows, Remonta e Goela Abaixo. O segundo ato trouxe à luz as faixas que impulsionaram sua trajetória no premiado “Índigo Borboleta Anil”, sua estreia como cantora solo. Já os dois últimos atos foram dedicados ao álbum “Caju”, dando o pontapé inicial para a despedida da era que consolidou sua carreira e ampliou definitivamente o alcance de sua obra.

A presença de um corpo de balé, de uma banda completa — com instrumentos de cordas, percussão e sopro —, dos oito backing vocals, das trocas de figurino e da energia de Liniker no palco provaram, de uma vez por todas, que faz muito sentido que ela seja a primeira travesti a realizar um show solo no estádio do Nubank Park.

Um destaque especial ficou por conta da alegria da cantora, que estava visivelmente emocionada, feliz e extremamente carismática ao entregar, até então, o maior show de sua vida fazendo o que faz de melhor: ser imensa em sentimento. A apresentação marca um novo capítulo em sua trajetória e finca, de vez, o nome de Liniker na história da música popular brasileira, da música pop ou de qualquer outro gênero ao qual ela decida pertencer
— ou não.

Músicas como “Charme” e “Melhor Notícia” também fizeram parte do último bloco do show, engrandecendo ainda mais o espetáculo e dando uma sobrevida ao álbum, que foi consumido com intensidade pelos fãs e desempenhou um papel fundamental no processo de furar a bolha que Liniker alcançou com esse projeto.

A turnê “Bye Bye Caju” segue agora para o Rio de Janeiro, no dia 22 de agosto, na Farmasi Arena. Em seguida, passa por Belém, no dia 19 de setembro, no Espaço Náutico Marine Club, e se encerra em Salvador, no dia 7 de novembro, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova.

Sem dúvidas, foi uma experiência única presenciar o primeiro show solo de uma travesti no estádio do Nubank Park, com ingressos esgotados, testemunhando toda a grandeza, a potência e a excelência que o trabalho de Liniker proporciona. O bye bye é para Caju, mas o hello será para sempre para Liniker, uma artista que veio para ficar.

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Guil Anacleto
Guil Anacleto
Arquiteto e Urbanista por opção, cantor e amante de música por vocação. Uniu seu gosto por música e por escrita quando viu no Nação da Música a oportunidade de fundir ambos. Não fica sem um bom livro, um celular e um fone de ouvido. Amante de séries, televisão, reality shows, gastronomia, viagens e tenta sempre usar isso a seu favor para estar reunido com família e amigos. Uma grande metamorfose ambulante reunida em um coração sonhador com um toque de humor indispensável.